SatoPrado - coletâneas

ATENÇÃO: Acesso gratuito às coleções de jornais e de antigos documentos eclesiais, cartoriais e político-administrativos para Santa Cruz do Rio Pardo de antigamente. Site ainda em construção, porém já disponíveis alguns arquivos em: http://pradocel.wix.com/satoprado

domingo, 4 de abril de 2010

1895: IMPRENSA

 I  - IMPRENSA ESCRITA
A)  PRINCIPAIS PERIÓDICOS SANTACRUZENSES 
O jornalismo santacruzense teve seu início ainda no século XIX (1895), justificado pela promissão do município em relação ao seu desenvolvimento, portanto centrado na produção capitalista, através de um grupo intelectual formado de profissionais liberais.
Durou pouco tempo, e já no início do século XX (1901/1902) os jornais locais eram órgãos de representações de grupos políticos que se rivalizavam entre si. Apenas um único periódico de circulação surgiu independente no ano de 1977. 
A história de Santa Cruz do Rio Pardo encontra-se, em grande parte, nas páginas dos jornais santacruzenses. Somente através dos jornais foi possívei resgatar os principais acontecimentos do município e região. E nada disto seria possível não fosse a obsessão de Adair de Almeida Junior - funcionário público do Poder Judiciário, colecionar exemplares, uma vocação herdada do sogro, o escrivão de polícia Cyro de Oliveira. 
Para a coleção dos autores, também de grande importância os exemplares conservados pelo funcionário público municipal, Elias do Carmo. 
A estes três nomes, o reconhecimento que a história santacruzense estaria incompleta sem tão valiosas contribuições.
1. O PARANAPANEMA - 1895
'O Paranapanema' foi o primeiro órgão de imprensa escrita em Santa Cruz do Rio Pardo, lançado aos 30 de novembro de 1895, com sede à Rua Saldanha Marinho, e dele encontrado o primeiro exemplar, junto à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, graças ao exemplar salvo pelo famoso bibliófilo Plínio Doyle, que morreu em novembro de 2000.
Os autores conseguiram cópia reprográfica do referido exemplar: "Antes, imaginava-se que o 'Correio do Sertão', de 1902, seria o primeiro jornal da cidade. Agora, porém, sabe-se que 'O Paranapanema', que começou a circular no final do século XIX, foi o pioneiro." (Debate nº 1313, edição de 04 de junho de 2006, Primeiro jornal de Santa Cruz data de 1895: 'O Paranapanema', matéria assinada por Sérgio Fleury Moraes). 
O nome 'O Paranapanema' vinculava-se às dimensões territoriais do município de Santa Cruz do Rio Pardo, ao longo daquele rio, desde a barra do Itararé à atual localidade de Salto Grande. Otimista, o editor Raul considerava que o município "está indubitavelmente predestinado a ser futuramente a maior fonte de riquezas deste Estado.", pela fertilidade de seu solo.
Raul da Silva, advogado provisionado, assinou como editorialista e escreveu 'Nosso Rumo' com os esclarecimentos: "Vencidas as muitas dificuldades que se apresentaram à realização da idéia de uma imprensa nesta localidade, surge hoje em Santa Cruz do Rio Pardo o seu primeiro periódico".
Os primeiros artigos são festivos pela própria razão de um primeiro noticiário, tão necessário pela importância e prosperidade de Santa Cruz do Rio Pardo, e até marcado pelo início de uma nova era. 
Algumas revelações da época atualizam o atual conhecimento a respeito de Santa Cruz, através das publicidades e indicativos:
-"Juiz de Direito da Comarca - Dr. Augusto José da Costa."
-"Promotor Público da Comarca: Dr. Valdomiro Silveira." 
-"Oficial de Justiça: Antonio Rodrigues Barreto." 
-"Delegado de Polícia: Moyzes Nelli - 1º Suplente e João Baptista de Oliveira Mello - 2º Suplente." 
-"Chefe do Destacamento Policial: Sargento José Napoleão dos Santos." 
-"Juízes da Paz: José Nestor de França, Marcello Gonçalves de Oliveira, Joaquim Fernandes Negrão." 
-"2º Tabelionato: Francisco Xavier Dantas de Vasconcellos Junior, Rua Coronel Piedade (Rua -Coronel Emygdio José da Piedade), esquina com da do Visconde de Pelotas (Rua Farmacêutico Dr. Alziro de Souza Santos)." São citados 'tabeliães', o próprio Francisco Xavier Dantas de Vasconcellos Junior, e José Manoel de Almeida.
-"Registro Geral das Hipotecas: Thomaz José da Motta Junior, Serventuário Vitalício, residente à Rua Conselheiro Antonio Prado, esquina da rua Conselheiro Dantas." 
-"Distribuidor e Partidor: Balthazar de Abreu Sodré." 
-"Contador Partidor: Galdino Carlos da Silveira." 
-"Câmara Municipal Presidente Israel Machado." 
-"Intendente: Joaquim Fernandes de Oliveira Negrão." 
-"Procurador Municipal: Manoel Luis de Souza." 
-"Secretário [Câmara Municipal]: Manoel A. Coelho." 
-"Fiscal [Câmara Municipal]: José Fortunato."
-"Colectoria de Rendas: João Castanho de Almeida."
-"Escrivão de Coletoria: João Bonifácio Figueira."
-"Escrivão de Paz: Benedicto de Almeida."
-"Escritório de Advocacia e Advogados: Olympio Rodrigues Pimentel, Fernando Eugênio Martins Ribeiro e o Advogado Provisionado Raul da Silva, num mesmo endereço, com atendimento em Distrito do Jacarezinho, Espírito Santo do Itararé, Comarca da Boa Vista e Termo da Thomazina - Estado do Paraná - Residência em Santa Cruz do Rio Pardo. Também são advogados, Arlindo Vieira Paes, Dr. Cleophano Piraguary, e Valdomiro Silveira", este também Promotor Público, nos tempos que funcionários públicos podiam exercer atividades particulares em horários compatíveis.
-"Escritórios de Engenharia e Engenheiros: Antonio Bernardino Ribeiro – rua do Andrade (futura Saldanha Marinho); José Nestor de França."
-"Fábrica de Cerveja 'Nacional', proprietário Emílio Piagentini, Rua Conselheiro Antonio Prado, nº 12." 
-"Padaria e Loja de Secos e Molhados: de Raphael Totti, Rua Conselheiro Antonio Prado esquina da Saldanha Marinho." 
-"Farmácia Popular: à Praça Marechal Deodoro, defronte a Igreja Matriz, de propriedade de Balthazar de Abreu Sodré." 
-"Médico: Dr. Francisco de Abreu Sodré." 
-"Vigário Paroquial Monsenhor João Soares do Amaral."
Dentre as curiosidades notadas, muitas das ruas já tinham os nomes atuais, destacando-se a Conselheiro Dantas, Conselheiro Antonio Prado e outras, sendo a Coronel Emygdio José da Piedade conhecida naquela época por ser ele o mais ilustre morador naquela rua, cujo nome posteriormente oficializado em sua homenagem.
Em 1895 Emygdio José da Piedade já havia transferido domicílio para São Paulo.
O Paranapanema em sua primeira edição reporta ação policial no local denominado Cabeceira Bonita, na Comarca, ordenada pelo Delegado de Polícia [2º Suplente] João Baptista de Oliveira Mello, para a prisão de José Maximo da Silva, "indigitado como autor do barbaro assassinato de Augusto Elias de Oliveira." A equipe de captura contou com as presenças do Oficial de Justiça Antonio Rodrigues Barreto; do Sargento José Napoleão dos Santos e os quatro policiais não identificados.
Também descreve as atividades do pároco Monsenhor João Soares do Amaral que percorreu todas as localidades sob sua responsabilidade, dentro de um prazo determinado pelo Bispo para a crisma, mencionando-se Santa Cruz do Rio Pardo - sede eclesiástica, São Pedro do Turvo, Espirito Santo do Turvo, São José dos Campos Novos e capelas arredores - bairros rurais. 
Não se tem notícias por quanto tempo circulou 'O Paranapanema' em Santa Cruz do Rio Pardo, todavia um semanário com idêntica denominação, surgiu na localidade de Campos Novos Paulista sob direção de Nicanor da Silva Ribeiro, vindo este de Santa Cruz do Rio Pardo. Giovannetti elogia o homônimo campos-novense que: 
-"Trazia artigos de fundo bem elaborado com um noticiário desenvolvido. Esta folha foi uma das mais violentas que surgiram em nossa zona. Teve varios colaboradores entre os quaes lembramos os nomes jà desaparecidos de Adolfo Rodrigues Dantas, Padre Ernesto E. Cangueiro, João Aurélio Cataldi, Dr. Brito de Araújo etc. O Dr. Brito [médico, orador forense e cercado de admiradores pela florida eloqüência] foi o verbo inflamado daquele convívio intelectual ..." (1943: 118).
De Nicanor da Silva Ribeiro e sua procedência, Nogueira Cobra que o diretor de 'O Paranapanema' - de Campos Novos, Nicanor da Silva Ribeiro, "Viéra de Santa Cruz typographo com o material." -(1923: 258), mas não se tem qualquer documento que possa vincular os dois hebdomadários.
Antes do 'O Paranapanema' circular em Santa Cruz do Rio Pardo, as notícias somente chegavam aos leitores santacruzenses pelas folhas, Correio Paulistano, Diário de S. Paulo, A Província - depois o Estado - de São Paulo, entre outros; pelo Almanaque Lemmertz - de publicação anual; e a partir do 1891  o  Diário Oficial do Estado de São Paulo, todos com considerável atraso.
2. O CORREIO DO SERTÃO - 1902
Nos últimos quinze anos do século XIX diversos semanários foram inaugurados em cidades do interior paulista, geralmente identificado com alas políticas rivalizadas entre si. 
Não era incomum o próprio informativo apresentar-se como órgão oficial deste ou daquele partido. Em Santa Cruz experimentou-se o Paranapanema, aparentemente apolítico, embora o seu idealizador e fundador, Raul Silva fosse o homem forte da Maçonaria local. 
Depois veio o Correio do Sertão (1902/1903), aliás, durante quase um século considerado o primeiro semanário santacruzense, embora o próprio órgão jamais tenha se identificado como tal ou mesmo que fosse o único de sua época.
Pelos autores se sabia, já em 1983, que em Santa Cruz circulara antes 'O Paranapanema' em 1895, cuja cópia reprográfica do exemplar inaugural conseguido, anos depois, junto à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
O Correio do Sertão foi inaugurado aos 11 de março de 1902, quando da sua primeira edição, sob a direção de Antonio Galvão.
Tal hebdomadário oriundo da Tribuna Popular, de Itapetininga - SP, estreante num difícil momento da política santacruzense, com o propósito de ser independente, apartidário e imparcial:
-"Por ora é o nosso programma, unico e exclusivo, cooperar efficaz e vibrantemente no progresso da zona sertaneja que nos circunda, defendendo-lhe os interesses comerciaes e collectivos, quando sobre tentarem exercitar-se as garras do machiavelismo das chicanas administrativas." 
"Não trazemos hasteado pendão de partidarismo politico." 
"A política entrará no nosso jornal, incidentemente, merecendo applausos ou anathemas, segundo a variedade das correntes que a dirigem."
-"(...)".

O Correio do Sertão dispensa apresentações ou quaisquer outras referências, senão a lembrança que seu apartidarismo perdurou menos de um mês de sua existência, abraçando a causa dos dissidentes perrepistas, posicionando-se contra o diretório político dominante e seus dirigentes, com forte tendência para os ataques pessoais às famílias Sodré e Costa, que revidava, principalmente, através do paulistano 'O Rebate' que toda semana chegava a Santa Cruz do Rio Pardo, a ponto de ser considerado folha santacruzense.
Desde então iniciou-se em Santa Cruz uma guerra de ataques entre os jornais circulantes, que defendiam uma ou outra facção política.
-Das polêmicas do Correio do Sertão com o homólogo paulistano O Rebate
As relações entre 'O Rebate' e o 'Correio do Sertão' tornaram-se tensas a partir de abril de 1902. O Capitão Samuel Porto, Diretor de 'O Rebate', tornara-se árduo defensor da liderança política local, pelas famílias Costa e Abreu Sodré representadas pelos residentes santacruzenses. o Dr. Antonio da Costa Junior e Dr. Francisco de Paula Abreu Sodré, responsáveis pela queda do Coronel João Baptista Botelho.
O periódico 'O Rebate' teve vida em Santa Cruz enquanto durou o mando político local de Costa Junior e Abreu Sodré.
O semanário 'Correio do Sertão' cita 'O Rebate', a primeira vez, aos 12 de abril de 1902: 3, numa  transcrição de arto assinado por Samuel Porto: 
-"Calumnia Abatida." 
-"O Tribunal de Justiça na sessão plenária do dia 2 de abril, não tomou conhecimento da denúncia dada contra o Dr. Augusto Costa, Juiz de Direito de Santa Cruz do Rio Pardo, pelo bacharel Olympio Rodrigues Pimentel."
-"O acto do Egregio Tribunal abateu a calumnia monstruosa que o instrumento da dissidência levantou contra um dos magistrados de S. Paulo."
-"Na sua alta missão de julgar, distribuindo justiça, applicando serenamente a lei, o Egregio Tribunal examinou a queixa formulada, analysou as provas monstruosas desse processo de responsabilidade, leu os documentos apresentados pelo querellado - e mais uma vez mostrou não consentir que a honra de um magistrado desta terra seja coberto de lama por qualquer garoto de aldeia ..."
-"Está na memoria de todos a triste campanha de difamação movida pela imprensa dissidente e por homens da mesma idéa contra o honrado Dr. Augusto Costa; e todos se lembram bem da serenidade do juiz calumni-ado quando a cafila cruel se atirava ganindo contra elle, procurando morder-lhe o calcanhar ..."
"Um imbecil chegou a dizer pela imprensa que a calma apparente do Dr. Augusto Costa era o temor da justiça. Ao contrario: a calma do magistrado, como ficou pro-vado, era a confiança na justiça do tribunal, era o despreso que emana de um homem de consciencia limpa, às injurias de qualquer bebedo de esquina."
-"Mas o Dr. Augusto Costa foi mais victima do programma dissidente do que o juiz culpado accusado pelo bacharel Olympio Pimentel."
-"O magistrado de S. Cruz do Rio Pardo é portador de um nome querido pela Republica, por muitos e muitos titulos; o Dr. Augusto Costa, alem de não se deixar corromper pela dissidencia em sua comarca, pertence a uma familia de republicanos intransigentes, de republicanos que, egualmente, não se deixa corromper pela matilha chefiada pelo Sr. Prudente de Moraes."
-"Vem dahi o desejo de ferir."
-"Era preciso abater o juiz pela calumnia, era preciso illudir o egregio Tribunal, para que da calumnia e da intriga surgissem o desprestigio do juiz e o desgosto dessa honrada familia de republicanos."
-"Pertence ao programma dissidente o capitulo da difammação ..."
-"Escreveram a geito e geitosamente arranjaram essas provas de enxurrada para a base da denuncia."
-"Tudo fizeram em beneficio do programma da dissidencia, mas se esqueceram de que a arma da diffamação e calumnia tem dous gumes – um voltado para o calumniado e outro para calumniador."
-"Não se lembraram de que usavam uma arma terrível, e agora, publicamente, acabam de ferir-se da maneira a mais vergonhosa."
-"A denuncia cahiu, e em lugar della ficaram os tristes documentos que so servem para attestar que o bacharel Olympio Pimentel foi um misero calumniador ao serviço da dissidencia."
-"Samuel Porto."
-"-'D'O Rebate' (Correio do Sertão', 12/04/1902: ).

A revelação confirma o redator Samuel Porto, pelo 'O Rebate', com o artigo resposta do Dr. Olympio Rodrigues Pimentel, pelo 'Correio do Sertão', de 03 de maio de 1902, cujas partes destacadas:
-"CÃO HYDROPHOBO." 
"Este individuo, a proposito de um engrassomento imbecil que fez ao Juiz de direito desta comarca, bacharel Augusto Costa, tentou ha dias morder-me no calcanhar, insultando-me pelas columnas do 'Rebate', jornal em que está prostituindo duplamente a memoria de Julio Ribeiro."
"Repelli, como devia, a aggressão canalha do miseravel, dando-lhe pelo focinho meia duzia de vigorosas chicotadas; o rafeiro, porém, estorcendo-se como um possesso, voltou à carga pelo Rebate de 27 de Abril ultimo; mas desta vez inteiamente hydrophobo."
"Bom signal: é que as chicotada - causaram serio desarranjo na massa encephalica do animal."
"Consegui, pois o que queria: e dispensado estava e estou de dar-lhe novas chicotadas, desde que por baixo de tudo quanto contra mim escreve o rafeiro vem esse nome - samuel porto".
"Acresce que é preciso muito geito e cautela para lidar com elle, porque o mais leve salpico de baba que sua bocca asquerosa está segregando é quanto basta para transmittir o virus de que está affectado; e eu alem de não ter tempo para isso, não quero correr tamanho risco."
"Tenho, pois, razões de sobra para deixa-lo em paz e às moscas."
"É o que vou fazer."
"Affirmei que samuel porto (em letra minuscula que é como se escreve o nome de cachorro desta raça), era - rafeiro, mastim de aluguel, penna mercenaria, mentiroso cynico e servil engrossador. Agora acrescento: é mais, além de outras cousas, um miseravel passador do conto do vigario e um repellente cão hydrophobo."
"Miseravel passador do conto do vigario, pôrque, em fins de março do anno passado, a pretexto de angariar assignaturas para a 'Revista do Brazil', andou por aqui arrepanhando dinheiro a diversas pessoas, sendo eu uma das victimas dellas, como provarei com um punhado de recibos que existem em poder um amigo, que as poz a minha disposição, e... nada de 'Revista', até hoje."
"Cão hydrophobo, porque outro nome não merece o rafeiro que está latindo, babando e pegando moscas no ar pelas columnas do 'Rebate'."
"Mas que ha de fazer o rafeiro, si elle é pago justamente para isso? Está no seu papel, portanto."
"Tens carta branca, pois, cão hydrophobo, para continuar ladrar à vontade, certo de que teus latidos nem siquer me chegarão aos ouvidos por mais que te esforces para conseguil-o; assim como a tua baba, por isso que é demais viscosa, me não salpicará pela impossibilidade de desprender-se da tua bocca."
"O que te posso garantir, canalha, é que aos teus insultos respondo com o mesmo despreso e com o mesmo significativo mover de hombros com que uma senhora honesta responde às chalaças e gracejos que, ao passar pela rua por ventura dirija-lhe qualquer dessas infelizes da vida iarada."
"Agora, miseravel, deixo-te em paz e entregue aos cuidados do Instituto Pasteur para onde vais ser por mim enviado nesta data; porque desejo seguir à risca o seguinte conselho de 'Legrand du Saulle: 'Quando elles estão nesse estado, manda a prudencia evital-os'."
"E ponto final."
"Olympio R Pimentel."
Bem ao centro das discussões estava o Juiz de Direito, Dr. Augusto José da Costa, a quem o Pimentel "(...) tecia considerações pouco airosas ao Juiz de Direito da Comarca." (Rios, 2004: 61-62), justificadas pelos atos de violências contra políticos e correligionários dissidentes, praticados impunemente por João Ferreira de Castilho, também conhecido por João Costa ou Joãozinho, sobrinho do Juiz e seu capataz de fazenda.
É preciso esclarecer. Dr. Olympio denunciava violências contra alguns dissidentes provocados e agredidos por João Costa, que inclusive ameaçava e batia nos opositores com rebenque tipo 'rabo-de-tatu'. Se alguém ousava denunciar o agressor, simplesmente o juiz desqualificava o denunciante e ainda o ameaçava. Rios cita um exemplo: "(...) o pobre do Ferraz que recebeu em pleno rosto um copo de pinga atirado pelo mesmo Joãozinho." 
Tal Ferraz, que usava cavanhaque, foi ao juiz fazer a reclamação e o magistrado o desclassificou como pessoa, arrogando para si autoridade maior afirmando que ali era Santa Cruz do Rio Pardo, e achincalhando Ferraz de 'pincel de lavar penico'.
Doutor Olympio não tinha dúvidas: o juiz não apenas acobertava o sobrinho, como ordenava espancamentos e ameaças de políticos contrários aos governistas. Olympio assume o Partido dissidente, em lugar do Coronel Botelho, incapaz de gerir seus atos, e a situação agrava-se, advogado e juiz rompem relações e se tornam inimigos também pessoais. 
João Costa ao saber dos acontecimentos foi tirar satisfações com o advogado, quis agredi-lo. Dr Olympio que estava com uma criança ao colo recuou, tomou uns rebencaços, feriu-se, entrou em sua casa, deixou a criança ao lado e o algoz a lhe perseguir casa adentro, entrando no escritório onde Olympio o alvejou, um tiro não fatal, na barriga.
Estes e outros argumentos, documentados e testemunhados, levaram Dr. Olympio denunciar o juiz perante o Tribunal de Justiça de São Paulo, e, após decisão do Tribunal deu origem àquele artigo jornalístico, que menciona um outro jornal, dissidente, mas não o nomeia. 
Não era apenas com a proteção do juiz que João Costa contava; ele também era primo irmão do Dr. Francisco de Paula Abreu Sodré, o mandatário político. Não bastasse as duas importantes proteções, ainda tinha o poderoso Dr. Antonio José da Costa Junior, também seu tio ou avô, as informações ainda não confirmaram detalhes assim.
Seja o que e como for, Samuel Porto era advogado e jornalista a mando do grupo sodrelista, portanto ligado à família Costa, e, em 'O Rebate' não temia provocar o lado adversário e até em atacar o 'anti-sodrelista Correio do Sertão'. 
Em 17 de maio de 1902, o próprio 'Correio do Sertão', provocado pelo 'O Rebate', fez publicar represália:
-"O sr. Samuel Porto, pelas columnas 'D'O Rebate', respondendo a um artigo do dr. Olympio Pimentel, publicado na seção livre desta folha, entendeu de mimoseal-a com o epitheto de pasquim." 
-"É um pasquim o 'Correio do Sertão'!... Mas, que è então, qual o titulo que lhe compete e a que tem incontestavel direito, sob a direcção do sr. Samuel Porto, o semanário republicano, fundado por Julio Ribeiro?!..." 
Durante quase dois anos o 'Correio do Sertão' respondeu detrações de Samuel ou 'D'O Rebate' com depreciações, a insultar Samuel Porto e a denunciar que o mesmo dá ao seu semanário o nome 'D'O Rebate', plagiado do órgão republicano santista - imprensa escrita, que teve como fundador Julio Ribeiro.
-Júlio Ribeiro (Julio César Ribeiro Vaughan – 1845 / 1890), jornalista, escritor e gramático brasileiro, fundador do jornal paulista 'O Rebate' em 1888, que fazia campanha pela República, e lançou nas páginas de seu periódico a proposta de criação da bandeira de São Paulo.
Mas, Samuel Porto era o diretor proprietário do informativo 'D'O Rebate' em Santos (SP), conforme informações do então tipógrafo Carlos Vitorino: "(...). Meses depois, (...), coloquei-me como tipógrafo no jornal A Noite, que obedecia à direção do falecido Nogueira de Carvalho e do sr. Samuel Porto, hoje diretor proprietário do O Rebate, criado por Júlio Ribeiro." (Carlos Vitorino, Reminiscências (1915), apud NovoMilenio Santos,  24/07/09). 
Porto era o dono legítimo da marca 'D'O Rebate', e designava o 'Correio do Sertão' de pasquim, termo bastante pejorativo na época para qualquer órgão da imprensa escrita.
O 'Correio do Sertão' passou e o 'D'O Rebate' permaneceu ativo em Santa Cruz, no ano de 1904, mas sem os destaques dos anos de 1902 / 1903. A transferência do 'Correio do Sertão' para Avaré fez cessar as polêmicas impressas. 
O semanário santacruzense seguinte, em sua edição de 26 de junho de 1904,destacou o Diretor 'D'O Rebate' Samuel Porto, aniversariante em 11 maio daquele ano, saudado pelos republicanos da localidade de São Pedro do Turvo. 
Na edição de 23 de setembro de 1906 o 'O Progresso' atesta o 'D'O Rebate' ainda em circulação: 
-"Disseram-nos que de Santa Cruz do Rio Pardo virá um deputado que, de certo, não será o Sr. Olympio Pimentel, nem pessoa de seu grupo".
"Pelo rumo que as cousas vão tomando o leitor poderá fazer boas conjecturas...".
" - 'D'O Rebate".
Desde então, não se teve mais notícias 'O Rebate' em Santa Cruz do Rio Pardo. Sabe-se, no entanto, que o seu responsável, Samuel Porto, advogado e jornalista, trabalhara no jornal Cidade de Santos: "Em 1898 Alberto Souza funda o Cidade de Santos, terceiro desse nome, órgão oficial do Partido Republicano Santista, tendo como companheiros Sebastião Faria e Samuel Porto." (NovoMilenio, SD: 1 - Parte I, 11 de março de 2010). 
No ano de 1899, publicação oficial: "Alistamento eleitoral. (...). Districto da Consolação: 1069 - Samuel Porto (Capitão)" - (DOESP, 3 de outubro de 1899).
Em 1902 Samuel Porto e o 'O Rebate' iniciam a intromissão política em Santa Cruz do Rio Pardo, pelas famílias Costa e Sodré, todavia não se tem a certeza da presença física tanto de Samuel quanto de sua empresa jornalística no lugar. 
Tradições locais informam que adversários de Abreu Sodré fizeram incendiar o prédio onde a redação e oficina 'D'O Rebate', em represália à saída forçada do 'Correio do Sertão'. Lembranças ainda atuais, da família Porto, indicam incendiamento de empresa jornalística de Samuel Porto no interior do estado, sem precisar a localidade, talvez Sorocaba. 
Nenhum exemplar do periódico D'O Rebate ou 'O Rebate'. No entanto, referências pelos semanários locais, 'Correio do Sertão' e 'O Progresso', entre 1902 e 1904, atestam-no atuante na política local a favor do grupo 'sodrelista'. 
O diretor de O Rebate' era o polêmico jovem Capitão Samuel Porto, também advogado, extremado republicano que travou memoráveis debates, pela imprensa, com os dissidentes 'perrepistas' de Santa Cruz, especialmente o Dr. Olympio Rodrigues Pimentel.
Uma última referência oficial de 'O Rebate', localizada pelos autores, tratou-se de publicação em Diário Oficial de 11 de novembro de 1904, onde Samuel Porto e Lemme Lemmi, associados, registravam contrato social para a publicação diária do 'O Rebate' e a exploração de serviços tipográficos e artes (DOSP, 11 de novembro de 1904).
-Retorno ao curso histórico do Correio do Sertão
Trata-se, apesar disto, de um semanário altamente representativo da época, inclusive com especial atenção à colônia italiana, para a qual abriu a seção no próprio idioma.
As desavenças com as famílias Costa e Sodré e a exacerbada intromissão política tornou polêmico o 'Correio do Sertão' desde abril de 1902 a dezembro de 1903.
Em 03 janeiro de 1903, por exemplo, ocorreu sério conflito entre o grupo de Sodré e o semanário 'Correio do Sertão', quando o seu diretor, Antonio Galvão, ao posicionar-se a favor de uma imigrante italiana, foi preso por ordem do delegado em exercício, Dr. Fernando Eugênio Martins Ribeiro.
A italiana Colomba Mariani, com crianças - sendo uma de colo, acompanhava um carro de boi quando, inadvertidamente, o condutor entrou numa rua, em frente à redação do 'Correio do Sertão', cujo trânsito estava impedido, ainda que sem nenhum aviso formal. Multada a senhora, dona da carro o qual apreendido, o fiscal da Câmara Municipal pôs-se a insultá-la, ocasião que lhe fez defesa o Antonio Galvão, até a chegada da autoridade policial em exercício, Dr. Fernando Eugênio, que não apenas proferiu desaforos à italiana, ameaçando prendê-la, como deu ordem de prisão ao diretor de semanário.
A prisão foi contestada pela população e os principais advogados da localidade, e, Antonio Galvão foi liberado, mas ameaçada edição do 'Correio do Sertão', prevista para o dia 10 de janeiro de 1903, pelos 'sodrelistas', e isto gerou fato inusitado de plantonistas populares na guarda dos próprios da empresa jornalística, bem como os assinantes vindo buscar seus exemplares na redação do semanário, e até banda de música em solidariedade a Galvão.
O marido de Colomba, senhor Antonio Raphael Mariani, assim se manifestou sobre o episódio:
-"Ilmmo. Sr. Antonio Galvão."
-"Venho por meio desta agradecer a V.S. a defeza que se dignou fazer de minha mulher Colomba Mariani, mesmo sem conhecel-a e sem cogitar de quem se tratava, pondo-se ao seu lado e arrostando com energia a furia dos empregados boçaes de uma camara municipal, que tão mal tem dirigido os negocios do municipio, e protestando com altivez e independencia contra as ordens illegaes do delegado abritrario e energumeno, bacharel Fernando Eugenio Martins Ribeiro, que, mais realista do que o rei, e para melhor dar arrhas do seu servilismo, mais empenhado estava em tornar e effectiva a vontade dos referidos empregados municipaes, afim de multar e prender minha mulher, não só pelo simples facto de passar em trecho de rua, onde não havia nenhum aviso prohibindo o tranzito, como tambem por ter ella feito sentir esta circumstancia aos referidos empregados, na occasião em que, acompanhando um carro que seguia para meu sitio, levava no collo um meu filhinho de pouco mais de mez de edade e era seguida de mais duas meninas e um meu sobrinho."
-"Vosso procedimento, defendendo minha mulher e meus filhos, contra osm poderosos do dia, por si só basta para vos engrandecer e vos elevar aos olhos das pessoas dignas, honradas e honestas, elevando e engrandecendo ao mesmo tempo vosso belo paiz, o qual, para nós extrangeiros, justamente, devido a acções como a que acabais de praticar, é por nós amado e estimado como uma segunda patria nos induzindo a esquecer procedimentos indignos como esse que para com minha familia e para comvosco acabam de ter o fiscal da camara e o delgado de policia.”
-"Entretanto, vosso nobilissimo procedimento determinou vossa prisão!"
-"Mas, ser preso por uma auctoridade como o sr. Fernando Eugenio e pelo motivo porque o fostes não só eleva e dignifica, como constitue uma honra para todos aquelles que têm verdadeira noção do que seja honra, do que seja cumprimento de deveres, do que seja cavalleirismo."
-"E a prova disto, tivestes à noute do dia da vossa prisão, quando o povo desta localidade foi levar seu eloquente protesto de solidariedade, estigmatisando o procedimento vil e baixo da policia." 
-"E a prova disto está em que hoje não ha pessoa digna e honesta que não louve vosso procedimento, bendizendo a hora em que para aqui viestes estabelecer vossa tenda de defensor interessado dos fr4acos e opprimidos, da verdade e da justiça."
-"E a prova disto está em que hoje em cada coração digno encontrarás um altar em que vosso nome é consagrado e vossa pessoa venerada."
-"Por isso agradecendo do fundo do coração o procedimento que acabais de ter para com minha familia, e lamentando a injustiça contra vós praticada, venho respeitosamente beijar vossas mãos."
-"Com a mais sincera amizade e elevado apreço, tenho a honra de subsscrever me D. V.S.amº. attm e crº. recº. e obr.º - Antonio Mariani. – Santa Cruz do Rio Pardo, 5 de Janeiro de 1903.
-(Correio do Sertão ano I nº 43, de 10 de janeiro de 1903, página 1).
O Padre Francisco Botti e outros cidadãos foram solidários ao Diretor do Correio do Sertão conforme mensagens encaminhadas e publicadas pelo citado semanário.
Sem nenhum aviso prévio, o 'Correio do Sertão', edição de 31 de dezembro de 1903 comunica seu fechamento em Santa Cruz do Rio Pardo, mudando-se para Avaré, sob a justificativa que aquela localidade já se achava servida por estrada de ferro: "... collocando-se, dest'arte, em condições de poder cooperar melhor e com mais efficacia no progresso da zona sertaneja, cujos interesses continuará a defender com o mesmo ardor e com a mesma sobranceria e elevação de vistas, como até aqui."
Apenas uma desculpa. A estrada de ferro já estava em Avaré desde 1896, deixando evidente que o Correio do Sertão, sem aportes para subsistência diante das opressões políticas e dos atentados, encerrou suas atividades em Santa Cruz do Rio Pardo e mudou-se levando os equipamentos sobre um 'carro de boi.' 
Em Avaré o hedomadário manteve a denominação 'Correio do Sertão', de acordo com referência à publicação de uma carta na Seção do semanário santacruzense 'O Progresso', edição de 26 de junho de 1904: "Conforme disse na minha ultima missiva do 'Correio do Sertão', de Avaré, realizou-se nesta villa ha 2 do corrente a desta do mes de Maria, com toda pompa e brilhantismo.
Sem qualquer exemplar do concorrente 'D'O Rebate', o 'Correio do Sertão' é a única fonte de informação, nos dois primeiros anos, do século XX, de Santa Cruz do Rio Pardo e região.
São os indicativos e os primeiros anunciantes destacados do 'Correio do Sertão':
-"Juiz de Direito: Augusto José da Costa."
-"Promotor Público e Curador de Órfãos: José Amadeu Cezar."
-"1º Tabelião: Tenente João Manoel de Almeida."
-"2º Tabelião e Oficial Internino do Registro Hipotecário e Partidor: Major Francisco Xavier de Dantas Vasconcellos."
-"Distribuidor e Partidor: Tenente Victório Besana."
-"Oficial do Registro civil: Benedicto Ricardo Marques."
-"Juiz de Paz: Major João Evangelista da Silva."
-"Presidente da Câmara: Dr. Francisco Sodré."
-"Intendente: Dr. Estevam Ribeiro de Assis Resende."
-"Secretário da Câmara: Jacob Antonio Molitor."
-"Fiscal da Câmara: Gustavo José Camargo."
-"Tesoureiro da Câmara: Capitão João Damasceno Negrão."
-"Coletor Federal e Estadual: Capitão Ismael de Barros."
-"Escrivão das Coletorias: Capitão João Bonifácio Figueira."
-"Agente do Correio: Frediano Colli."
-"Delegado de Polícia: Alferes Benedicto M. da Chagas Junior."
-"Escrivão de Delegacia: José Garcia de Oliveira."
-"Sub-Delegado: Capitão Silvestre Setti."
-"Carcereiro: João de Almeida Ribeiro."
-"Oficiais de Justiça: José Julio de Oliveira e Sebastião Barbosa Coelho."
-"Advogados: Arlindo Vieira Paes; Cleophano Pitaguary de Araujo; Olympio Rodrigues Pimentel; Heitor Gambara; José Amadeu Cesar; Fernando Eugenio Martins Ribeiro; Frederico Carr Ribeiro; Tenente Coronel João Castanho de Almeida."
-"Médicos: Ernesto Torres Cotrim; Francisco Sodré."
-"Farmácias: Major Manoel Antonio de Oliveira; Tenente Coronel Balthazar de Abreu Sodré; Capitão Antonio Sanches Pitaguary."
-"Dentistas: Capitão Julio Estevam de Sant'Anna; Capitão Zeferino Bretas."
-"Engenheiros e Agrimensores: Estevam Ribeiro de Assis Rezende; Antonio Bernardino Ribeiro; José Nestor de França; Constante Trevisani."
-"Vigário da Paróquia: Padre Francisco Botti."
-"Coadjutor do Pároco: Padre Affonso Aloia."
-"Professoras: 1ª Escola Pública: Dona Evangelina Gentil; 2ª Escola Pública: Dona Anna Possidonia Marques."
-"Escola Colégio Nossa Senhora do Amparo: Dona Augusta Pinto Ferreira."
-"Professor de Música: José Cypriano Ferreira Nene."
-"Ministro da Igreja - Evangélica Presbiteriana: Otoniel Motta."
-"Selaria: Bartholomeu Gonsalves de Oliveira, Rua Conselheiro Antonio Prado."
-"Fàbrica de Cerveja, de Eráclito Sandano, também com vendas de xaropes, licores e gasosas; a empresa funcionava na Vila Nova 'em frente à loja do sr. Israel Machado'."
-"Clinica Cirúrgico-Dentária: Zeferino Bretas."
-"Hotel Familiar, de Joaquim Ricardo Marques, no Largo da Liberdade equina com a Rua Senador Euzebio de Queiroz."
-"Casa do Lista, de Antonio Evangelista da Silva, de variado sortimento de perfumarias, chapéus, bebidas, louças, ferragens, silhões, que 'Vende-se barato mas a dinheiro'."
"Funilaria Paulista, de Francisco Alóe e Filho."
-"Pasto de Aluguel: para animais dos viajantes, propriedade de Lauro e Germano,"
"Empresa de Trole: de Lauro e Germano."
3. O PROGRESSO - 1904
Instalou-se em Santa Cruz do Rio Pardo no mês de março de 1904, o hebdomadário 'O Progresso', identificado como órgão republicano situacionista, dirigido por José A. Pereira Junior, de família jornalista itapetiningana, sobrinho de Antonio Galvão, o diretor-proprietário do Correio do Sertão, que tanto combatera, com ou sem razão, a dominação e violência política do grupo Costa Junior/Abreu Sodré.
O Progresso foi, sem dúvidas, o retrato fiel das boas referências do Diretório Republicano, cujas ações apologeticamente destacadas para os líderes Dr. Antonio José da Costa Junior e o genro Dr. Francisco de Paula de Abreu Sodré. 
'O Progresso' não destacou as ondas de violências políticas cometidas pelo grupo político dominante, porém lembrava todas as incontinências praticadas pelos dissidentes perrepistas liderados pelo advogado Olympio Rodrigues Pimentel, caracterizados maus, traiçoeiros e contrários ao progresso santacruzense.
Folha tendenciosa, reflete a época em que os mandatários políticos digladiavam-se para a conquista do poder local.
Constam do indicador de 'O Progresso' os principais cargos públicos e seus ocupantes: 
-"Juiz de Direito: Dr. José Augusto da Costa, com audiências (públicas) aos sábados às 11,00 horas no Salão do Fórum."
-"Promotor Público e Curador Geral dos Órfãos: Dr. Aristides de Toledo Piza."
-"Juiz de Paz, Tenente Coronel Moyses Nelli, audiência às segundas-feiras na Câmara Municipal."
-"Delegado de Polícia em exercício: Capitão Ezequiel da Silva Guedes."
-"Escrivão de Paz e de Polícia: Tenente José Gonçalves de Oliveira." 
-"Oficial de Registro Hipotecário e Escrivão do Juri: Comendador Manoel Jorge Gonçalves de Campos."
-"1º Tabelião de Notas: Tenente João Manoel de Almeida."
-"2º Tabelião: Major Francisco Xavier D. de Vasconcellos."
-"Coletoria Estadual: Tenente Coronel Balthazar de Abreu Sodré."
-"Escrivão: Capitão João Bonifácio Figueira."
-"Coletoria Federal: Major Manoel Pereira de Castro."
-"Advogados: Frederico Carr Ribeiro; Fernando Eugenio Martinsa Ribeiro; Aristides de Toledo Piza; Sebastião Possidon; Arlindo Vieira Paes; Olympio Rodrigues Pimentel; Cleophano Pitaguari de Araujo; Tenente Coronel João Castanho de Almeida."
-"Solicitador: Major Calixto A. de Pontes Vilella."
-"Contador e Distribuidor: Tenente Victorio Besana."
-"Câmara Municipal: Presidente Dr. Francisco de Paula de Abreu Sodré." 
-"Vice-Presidente da Câmara: Tenente Henrique Hardt."
-"Intendente da Câmara: Dr. Fernando Eugenio Martins Ribeiro."
-"Secretário da Câmara: Capitão Jacob Antonio Molitor."
-"Tesoureiro da Câmara: Capitão João Damasceno Negrão." 
-"Fiscais da Câmara: Gustavo J. Marques e José Sebastião."
-"Engenheiros: José Nestor de França; Lars Swenson; Constanti Trevisani; Antonio Bernardino Ribeiro."
-"Médicos: Dr. Francisco de Paula de Abreu Sodré; Ernesto Torres Cotrim."
-"Dentistas: Capitão Damaso Duarte e Silva e Zeferino Bretas."
-"Vigário da Paróquia: Padre Luiz Priulli."
São anunciantes destacados: 
-"Fábrica de Macarrão de João Dalmati, no Largo da Liberdade."
-"Loja do Lista - de Antonio Evangelista da Silva."
-"Hotel Familiar, de Joaquim R Marques."
-"Alfaiataria do Povo, de José Alóe."
-"Selaria do Povo, de A. G. D'Oliveira, Rua Antonio Prado esquina da Saldanha Marinho."
-"Farmácia Popular, de Balthazar de Abreu Sodré."
-"Sapataria do Juca: botinas de pelica, no Largo da Liberdade."
Tratou-se de semanário apologético ao partido comandado pelas famílias Costa e Sodré, refletido em declaração de um adesista ao diretório 'sodrelista':
-"Convencido, longe observação; de que o pujante partido opposicionista local, de Santa Cruz do Rio Pardo, de que é digno Chefe o Dr. Francisco de paula Abreu Sodré; tem primados pela ordem, tolerancia, progresso do municipio, e de claro aos meus amigos e ao publico á elle filiar d'ora avante. Assim procedendo, o sr. Dr. Francisco Sodré, poderá dispor dos meus lemitados prestimos, Fermino Laurindo Pereira." (edição de 14 de outubro de 1904, mencionando que o documento apresentava-se com firma reconhecida). 
O semanário informa o Dr. Costa Junior como Deputado Federal em viagem para a Capital Federal,
"... onde vae tomar parte nos trabalhos legislativo, seguiu o nosso amigo e prestigioso chefe, Dr. Costa Junior" (26 de junho de 1904). Numa outra edição Dr. Costa Junior é chamado de "(...) venerando Paulista." (02 de setembro de 1906).
Positivista, 'O Progresso' jamais destacou a decepção política do grupo 'sodrelista' pela ausência do Dr. Costa Junior na Câmara Federal em 1905; porém quando em setembro de 1906 o Dr. Costa Junior foi o indicado 'perrepista', já com eleição certa para a vaga deixada pelo falecido Dr. Rebouças de Carvalho, fez circular diversas efusivas edições quanto a representatividade paulista de Costa Junior no cenário político brasileiro, e cuja indicação:
-"(...) expontaneamente pelas influencias politicas do 4º Districto, pela illustre bancada paulista da Camara Federal e recomendado pella Commissão Directora do partido ...:"
-"O nome immaculado do velho servidor da Patria, Dr. Antonio José da Costa Junior."
-"É uma candidatura ja verdadeiramente glorificada"
-"(...)." - (02 de setembro de 1906). 
De Francisco de Paula Abreu Sodré: "Jubilosa sente-se a população de Santa Cruz do Rio Pardo por haver regressado hontem da Capital, o nosso idolatrado chefe Dr. F. Sodré, digno Presidente da Camara e Deputado Estadual" (28 de julho de 1907, página 2).
Nesta época referente ao ano de 1907, o Dr. Francisco Sodré, a despeito de estar em exercício do mandato de Deputado Estadual, tem edital municipal por ele assinado em 04 de julho do 1907, como Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo - prática aparentemente permitida, de acordo com a publicação de 28 de julho daquele ano pelo 'O Progresso', mas não foi encontrado livro-ata ou da sessão legislativa correspondente.
Aliás, após o livro-ata camarário iniciado em 07 de janeiro de 1906 e encerrado aos 29 de dezembro do mesmo ano, tem por sequencia o livro-ata 1907 a 1910, iniciando-se este ultimo em 23 de dezembro de 1907, com a ultima sessão registrada em 15 de junho de 1910, cumprindo, portanto, observação de ausência real de registros de sessões, período de 01 de janeiro de 1907 a 22 de dezembro de 1907.
Em 23 de dezembro de 1907, Dr. Frederico Carr Ribeiro, o vice-presidente da Câmara Municipal, assumiu a presidência pelo não comparecimento do efetivo Dr. Francisco de Paula Abreu Sodré, sem informar razões e a lacuna de sessões legislativas realizadas entre janeiro a 22 de dezembro de 1907.
Todavia, sessões ocorreram e a própria Câmara Municipal comprova-as. Assuntos da sessão de 03 de julho de 1907 - sobre aprovações quanto as destinações de recursos municipais e arrecadações previstas para 1908 para pagamentos e amortizações de dívidas do município com o preparo e contrução do leito do ramal ferroviário; e das sessões de 28 de outubro e 21 de dezembro de 1907, que tratam de obras públicas - contratos da Câmara com a Superintendência de Obras Públicas do Estado, são referenciadas em ata de sessão extraordinária realizada aos 23 de dezembro de 1907:
-"... com isso a indicar efetivamente o desaparecimento de um livro-ata de 1907 - de 01/01 a 22/12/1907, são referenciadas em ata de sessão extraordinária realizada aos 23 de dezembro de 1907, com isso a indicar efetivamente desaparecimento de um livro-ata de 1907 - de 01/01 a 22/12/1907" (Observações dos autores). 
Dr. Abreu Sodré foi eleito Deputado Estadual em 1907 - triênio 1908-1910, pelo 3º Distrito Eleitoral do Estado de São Paulo, depois 1910-1912; 1913-1915; 1916-1918; 1919-1921 e 1922-1924, pelo 2º Distrito, nenhuma vez pelo 5º do qual Santa Cruz fazia parte.
O semanário 'O Progresso', tendencioso, não mencionou os acontecimentos políticos do período, e nem a mutilação histórica santacruzense, por não interessar ao Diretório chefiado pelo Dr. Francisco de Paula Abreu Sodré.
4. CORREIO DE SANTA CRUZ - 1908
Folha dominical circulante a partir de março de 1908, sob a responsabilidade de Sebastião Lino Marianno. Sem revelar tendência política inicial, o órgão, no entanto, parece destinado a reproduzir atos oficiais da municipalidade.
Em edição de 21 de junho de 1908 o hebdomadário retrata a época de chegada dos trilhos da Sorocabana em Santa Cruz do Rio Pardo, anunciando os estudos para a construção da Avenida Tibiriçá que "(...) ligará esta florescente cidade à bella e aprasivel esplanada, onde serà construida a Estação da ferrovia Sorocabana".
Nesta mesma edição louva-se, em duas inserções, o mérito do Major Vicente Finamore "(...) approvado em exame prestado no Tribunal de Justiça do Estado (...)", nomeado para o cargo de Oficial do Registro de Hopotecas e Anexos da Comarca.
Nesta mesma edição o Semanário revela-se simpatizante ao então Capitão Antonio Evangelista de Souza, o Tonico Lista, que ainda não era o nome destacado e temido na política local, mas sem dúvidas já era a eminência parda no poder, através do diretório político municipal, do qual Presidente, reconhecido como o representativo 'perrepista' pela Comissão Diretora do Partido Republicano Paulista.
O Correio de Santa Cruz não destaca a violência contra adversários a 'mando de Lista', porém noticia simples simples mudança de domicílio do, então, Capitão "Transferiu temporariamente a residencia para sua importante fazenda neste municipio, o nosso distincto e prestigioso amigo, Snr. Capitão Antonio Evangelista da Silva" (21 de junho de 1908).
Outra publicação do mesmo semanário, de interesse social - a instalação do Banco do Custeio Rural em Santa Cruz do Rio Pardo, aproveita a oportunidade para apologizar o então Prefeito Dr. Olympio Rodrigues Pimentel, qualificando-o de prestigioso líder político:
-"Banco do Custeio Rural".
-"Esta importante instituição de credito teve sua organisação definitiva à 12 de corrente, nesta cidade, com a presença do Snr. Antonio Machado Cezar, gerente da Sociedade incorporadora. Pela leitura dos estatutos desta util instituição, os Srs. lavradores e interessados, facilmente comprehenderão as grandes vantagens que decorrem da organisação de tão proficua, momentosa e util organisação."
-"Por ella, a lavoura, á braços com a tremenda crise da actualidade, encontrará, á medida de suas necessidades, os mais indispensáveis meios para seu custeio, portanto, o preciso para atravessar com felicidade a apavorante crise da actualidade, podendo aguardar um futuro relativamente proximo e promissor."
-"A organisação de Banco do Custeio Rural, è incontestavelmente mais um importante melhoramento devido à operosidade e esforços do Snr. Dr. Olympio Rodrigues Pimentel, prestigioso Chefe político." - (edição de 26 de julho de 1908, página 1).
Numa publicação de 1908 consta publicidade da Casa Azul, de José Elias e Cia, com os dizeres: "O silvo da locomotiva! A Revolução no commercio!" anunciando roupas em geral, ferragens, arreios, artigos para seleiros e sapateiros e secos e molhados.
5. CIDADE DE SANTA CRUZ/A CIDADE  (...) 
A imprensa interiorana do início do século XX era financiada pelos partidos políticos, sendo comum, mesmo nas pequenas localidades, dois hebdomadários de posições diferentes.
Nem todos os semanários eram aceitos pelo público, mas quase todos alfabetizados liam as notícias nos dois informativos, Alguns eram tão associados com o leitor que se encerrada a sua circulação outro 'jornal' seria fundado, o qual, de alguma maneira procuraria associar-se à denominação consagrada.
Assim foi com o semanário 'Cidade de Santa Cruz', fundado em 1909 e que teve existência de quatorze anos, com  tantos diretores proprietários, até ser substituído, em 1923, por novo órgão, 'Cidade', que até ensaiou linha própria em algumas edições - Ano I nº 1 e a seguir, mas não tardou evocar identificação com o anterior e até usurpar-lhe a antiguidade - anos e números.
Em 1939 a empresa editora experimentou, ainda, 'A Cidade Comercial', espécie de publicação especial da folha 'A Cidade'.
5.1. CIDADE DE SANTA CRUZ - 1909
Em janeiro de 1909 surgiu mais um periódico santacruzense, órgão vinculado ao Partido Republicano, de propriedade e direção do Dr. Joaquim Silvado, Inspetor Escolar quando Santa Cruz do Rio Pardo era o 33º Distrito Escolar do Estado de São Paulo, de acordo com Decreto Estadual de nº 330, de 18 publicado aos 19 de janeiro de 1896.
A primeira página do exemplar 'Cidade de Santa Cruz', ano I - nº 33, de 21 de 1909, identificava o Dr. Silvado em ambas as profissões: Diretor de Jornal e Empregado Público; e Silvado também era advogado e atendia em uma sala na redação do 'Cidade de Santa Cruz', na Praça da Liberdade, local conhecido por Largo do Jardim e que, pouco depois, seria a Praça da República e o imóvel identificado sob o nº 17.
Nascido órgão republicano tornou-se independente, ainda que fortemente político, o periódico teve diversos diretores proprietários ou responsáveis, uma mudança de nome ao longo da existência, conhecido como o Jornal dos Taveiros, alusão ao nome da família que mais tempo o dirigiu. 
A fundação do hebdomadário aconteceu com o Coronel Antonio Evangelista da Silva ascenso ao poder santacruzense. Saber das notícias, tendenciosas ou não, publicadas pelo 'Cidade de Santa Cruz', ou simplesmente 'A Cidade', é vivenciar toda a história local - e um tanto regional, por meio século, de informações gerais, de políticas, de intrigas sociais e a evolução / involução do próprio município com seus ganhos e perdas.
Quando o 'Cidade de Santa Cruz' surgiu, o indicador de profissionais, de estabelecimentos e de propagandas publicados em referido hebdomadário revela os seguintes quadros para a Santa Cruz do Rio Pardo dos anos 1910 e 1911:
-"Médicos: Dr. Ernesto Torres Cotrim; Dr. J. P. Teixeira Guimarães."
-"Advogados: Dr. Olympio Rodrigues Pimentel; Dr Americo França Paranhos; Dr. Fernando Eugenio Ribeiro; Dr. Ocatiavo C. Azevedo; Dr. Frederico Carr Ribeiro; Dr. Ovidio Badaró; Dr. Pedro Camarinha; Dr. Joaquim Silvado; Dr. Arlindo Vieira Paes; Joaquim Silvado."
-"Engenheiros: Dr. Lars Swensson; Dr. José Maria de Lacerda; Dr. José Nestor de França; Dr. Antonio Bernardino Ribeiro; Dr. Julio Lucante; Dr. Constanti Trevisani; Dr. Hemengardo Ferraz da Rosa; José Nuderloch (?) - engenheiro civil)."
-"Arquitetos e eletricistas: Dr. Octavio Moraes; Dr. Manuel d'Aguiar."
-"Cirurgiões Dentistas: Dr. Ubirajara Pinto e Dr. Eduardo de Andrade."
-"Farmácias: Josué de Toledo; Oliveiro Pilar de Mattos; Manoel Antonio O. Alvim."
-"Cartórios: 1º Ofício: J. Galvão de Albuquerque; 2º Ofício: Dr. Juvenal Carvalho."
-"Registro de Hipotecas: Major Vicente Finamóre."
"Oficial do Registro Civil: Fernando Motta."
-"Colectorias: Constancio Carlos da Silva - Coletor Municipal; Manoel Pereira de Castro - Colector Federal; Cel. João Evangelista da Silva - Colector Estadual."
-"Bancos: Banco de Custeio Rural."
-"Hotéis: Hotel Santa Cruz - D. Francisca Novaes Cortez; Hotel Bela Vista - Carlos Kuhne; Hotel Paulista - Francisco Pinto Ferreira; Hotel dos Operarios - Aristides da Silva Rocha; Hotel Familia de Joaquim Ricardo Marques." 
-"Cinemas: Oriente - de Bichara Elias Eide; e Theatre Bijou [este de José Alóe - edição de 05 de março de 1911]."
-"Salão de Barbeiro e Cabeleireiro: José Ravedutti, que se situava à Rua do Andrade defronte a uma relojoaria denomina Lamoglia."
-"Alfaiataria Bardella, de Mário Bardella, na rua Antonio Pardo em 'frente ao Jardim."
-"Casa José Elias, com vendas de perfumarias, armarinhos, chapelaria, ferragens e arreios."
-"Oficina de Armeiro, de Francisco Magdalena Filho, Rua do Andrade."
-"Grande Armazem de Sccos e Molhados, de Sebastião P. das Chagas."
-"Casa Lotérica Esperança, de Antonio Leite do Amparo (Totó Leite), na Rua Conselheiro Dantas -"Vila Nova, próximo da residência de Candido Lami."
-"Chalet de Loterias S. Benedicto, de Fernando Motta, Largo do Jardim junto à casa de Victório Besana."
-"Casa Jorge Honório: "Negócio de fazendas, armarinho, roupas feitas, tanto para homem como criança, chapéos de sol e de cabeça, louças, ferragens, calçados, arreios, seccos e molhados, etc. etc. - O proprietario deste sortido estabelecimento onde todos os artigos são finos e baratos chama a attenção do respeitavel publico e dos seus distinctos cliente para o grande e variado sortimento de fazendas de lã e seda, lã e algodão tanto para Homens como para Senhoras ultimamente recebido. - Além dos artigos acima, tem tambem um respeitavel stoch de cortes de colletes de fustão. - Tudo por preços ao alcance de todas as bolsas e sem competidores na praça. - VER PARA CRER - Todos à Casa Jorge Honorio à rua da Ponte Velha - Santa Cruz do Rio Pardo." (Propaganda de 1910).
No ano da fundação do 'Cidade de Santa Cruz', em 1909, localidade "(...) possuia pequena usina de 0,5 MW, localizada no rio Pardo (...)" (CFLSC). Este acontecimento que possibilitou para Santa Cruz do Rio Pardo os divertimentos motrizes, como os parques e melhores cinemas, evidentemente com as limitações decorrentes da capacidade da Empresa, cujo escritório funcionava à Rua Saldanha Marinho, depois transferida, em julho de 1911, para a Rua Conselheiro Antonio Prado (edição de 04 de julho de 1911, página 1). 
Com energia elétrica Santa Cruz do Rio Pardo teve melhores casas de espetáculos, e a primeira 'partida dançante', em 07 de setembro de 1910, com a inauguração do Clube Recreativo Sete de Setembro, pelo médico Dr. Ernesto Torres Cotrim.
'Cidade de Santa Cruz' apresentava alguns outros acontecimentos sociais entre 1909 e 1910, por exemplo, o facultativo Alcides Torres oferecia "(...) consultas gratis aos pobres: ellas serão dadas das 10 as 2 da manhan." (edição de 27 de novembro de 1910).
Diz o Semanário da inauguração, em 1910, do 2º Clube da Alfaiataria Bardella, com inscrições de interessados na tal alfaiataria, situada na Praça da República nº 16, pela Rua Conselheiro Antonio Prado - (edição de 04 de dezembro de 1910), desconhecendo-se desde quando e onde o primeiro.
A conhecida Loja do Tonico Lista, 'A Rainha do Sertão', tem anúncio de seu novo proprietário, Affonso Celso Baptista - primo e sócio do antigo dono, em novo endereço, Rua Coronel Emygdio da Piedade, nº 7 - deixando o tradicional endereço que era na Rua do Andrade.
-Pouco  depois a Rainha do Sertão teve endereço transferido para a esquina da mesma Emygdio José da Piedade com a Rua Visconde de Pelotas, e, mais adiante no tempo, sob nova direção a Rainha do Sertão estava instalada no antigo Largo do Rosário. 
Em 01 de junho de 1911, a Empresa Telefonica Marcondes e Mory, dos sócios Alfredo Soares Marcondes e Emilio Moya, foi vendida para a empresa João Baptista de Souza Meirelles, livre de quaisquer ônus - (Publicação em 04 de julho de 1911).
Aos 04 de julho de 1911 o Cidade de Santa Cruz apresentava seu novo responsável, o 'Dr. José Bulcão', advogado e contabilista [guarda-livros]. O hebdomadário não mudaria o seu perfil republicano.
Na mesma edição de 04 de julho de 1911 tem-se novo cinema em Santa Cruz do Rio Pardo, sob o nome de Cine Brasil. Aos 26 de novembro de 1911 o Cidade Santa Cruz anunciava em funcionamento o Cine Teatro São Luiz (de 1906), com apresentação do filme 'Astúcia de um Marido', de Max Linder, esclarecendo a notícia que, durante a projeção do filme uma orquestra apresentava-se ao vivo. 
O Cine São Luiz funcionava na praça da Matriz com a Eusébio Queiroz, e suas dependências podiam ser alugadas para reuniões partidárias e outros eventos sociais. Referida casa de espetáculos era de propriedade de Augusto Swenson, próspero comerciante e dono de Armazem de artigos nacionais e importados.
Santa Cruz em 1911 tinha quatro cinemas: Oriente, Brasil, Theatre Bijou e São Luiz, já no anúncio de mais uma sala de espetáculos cinematrográficos, o Casino Cinema de propriedade Xavier e Vianna, com inauguração prevista para o mes de dezembro de 1911.
A edição do Santa Cruz Cidade de 10 de março de 1912 - página 2, mostrava como eram as sessões cinematográficas da época, diversas apresentações, na época do cinema mudo, quando orquestras tocavam enquanto as fitas eram exibidas.
O hebdomadário Cidade de Santa Cruz coincidiu sua época com as inaugurações das salas de apresentações santacruzenses, o tempo dos cine-teatros e cine-cassinos.
Em 10 de março de 1912 'Dr. José Bulcão' não era mais o responsável pelo 'Cidade de Santa Cruz', substituido pela 'Empresa Bastos e Cia, sendo seu Gerente L. Bastos', e a redação e oficina transferidas para a Rua Saldanha Marinho, nº 33. 
Bulcão readquire o Semanário, por compra, conforme noticiado em 20 de maio de 1913, e é, também, proprietário da Casa Bulcão - livraria e papelaria à Praça da República nº 1.
5.2. CIDADE DE SANTA CRUZ - 1920
Em 1921 o 'Cidade de Santa Cruz' está sob a responsabilidade de 'M. Faria Valença' - edição de 06 de fevereiro, Ano I nº 8, sendo o início do  semanário em dezembro de 1920, o que não o vincularia ao 'Cidade de Santa Cruz' original ,fundado em 1909.
Sem alguma melhor explicação, , no entanto, a edição de 13 de março de 1921 atribuiu ao semanário o 'ano XII', vinculando-o desta maneira à folha homônima fundada em 1909. O número doze da referida edição, no entanto, traía a pretensão de antiguidade.
A edição de 09 de novembro de 1921 (Ano XII nº 42) revelava que o hebdomadário 'Cidade de Santa Cruz' estava arrolado no espólio de 'M. Faria Valença', sendo redator o Avelino Taveiros e colaboradores diversos.
Dois anos depois, em 1923 - pretenso 14º ano de circulação, conforme arquivos, o hebdomadário 'Cidade de Santa Cruz' estava substituído pelo 'A Cidade', sob a direção de J. A. Campos e Cia, mantendo a referencia anual (Ano XIV), com a  mesma sequencia numérica para suas edições.
5.3. A CIDADE - 1923
No ano de 1923, de acordo com exemplar de 18 de setembro de 1923 (ano XIV nº 134), a circulação do semanário 'A Cidade', Órgão do Partido Republicano,  informava-o propriedade de 'J. A. Campos e Cia', aparentemente sucessor do 'Cidade de Santa Cruz', e assim a prosseguir até a edição de 03 de novembro de 1923 (Ano XIV nº 141).
As edições seguintes, de 10 de novembro (Ano XIV nº 142) a 26 de novembro do mesmo de 1923 (Ano XIV nº 144) circularam sem a identificação de qualquer responsável.
C. Martins assumiria a direção, como Diretor Gerente do 'A Cidade' em 1º de dezembro de 1923, e nesta condição permaneceu, pelo menos, até 11 de de dezembro de 1924 (Ano XV nº 192), respeitada a coleção incompleta dos autores, sendo que em 05 de março de 1925 (Ano XV nº 203) surgia no nome de F. Bressane Cunha, como Diretor Gerente.
Após Bressane Cunha, sem nenhum outro indicativo de qualquer nome intermediário, na edição de 20 de setembro de 1925 (Ano XVI nº 231), apareceu o nome de Avelino A. de Oliveira Borges, como Gerente, Avelino Taveiros como Redator e Dr. Vasco de Andrade como Redator Político, sendo que na edição de 28 de março de 1926 já não constava o nome de Oliveira Borges, mantendo-se, no entanto, inalterados os redatores.
Na circulação de 02 de maio de 1926, Carlos Rios estava Diretor do Semanário (Ano XVII nº 263), continuando os mesmos redatores. Rios permaneceu pouco tempo, substituído por Oscar F. Ramos (Ano XVII nº 270), com esclarecimentos da troca de Diretores, e a justificativa para a saída de Rios: "Multiplos negocios commerciaes reclamam a presença desse nosso auxiliar privando-nos por esse motivo da sua valiosa collaboração". 
Até a edição de 19 outubro de 1930 a equipe do 'A Cidade' (Ano XXI nº 494) circulava sob a direção de Oscar F Ramos, redação de Avelino Taveiros o Redator, e a redação política ao encargo do Dr. Vasco de Andrade. Estava o auge da conclamação revolucionária de 1930 e que taria significativas mudanças políticas para Santa Cruz do Rio Pardo e Região (Revolução de 1930). 
A ausência de exemplar nº 495, na coleção dos autores, não permite juízo algum, mas a edição de 31 de maio de 1931 compreende ao ano XXII nº 496, evidenciando um período que o hebdomadário deixou de ser editado. A referida edição nº 496 trazia Avelino Taveiros como redator, e o seu filho Renato Taveiros como Diretor [proprietário] do 'A Cidade'.
Renato Taveiros e 'A Cidade' locupletaram-se. De órgão republicano o semanário tornou-se noticioso e independente, em 1933, assim definido num exemplo ao acaso, a edição de 02 de abril de 1933 (Ano XXIV nº 587), todavia vinculado ao poder local, ao qual Taveiros sempre presente, inclusive Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo cargo para o qual nomeado pela Lei n 03 de 28 de janeiro de 1948, mediante aprovação em concurso de provas, realizado em 23 de janeiro de 1948 (Câmara, Lei 03 de 1948). 
A família Taveiros, por Avelino Taveiros, desde 1921 já responsabilizava-se pela redação do semanário 'A Cidade' ou 'A Cidade de Santa Cruz'. José Herculano Pires (jornalista, filósofo, educador e escritor espírita), em 1933 agradece Avelino Taveiros, em face da acolhida à sua obra pelo Jornal 'A Cidade de Santa Cruz' - (Herculano Pires, 2005: 72).
-A nominação 'Cidade de Santa Cruz' para o semanário em 1933, quando o nome era, em verdade, 'A Cidade', demonstra o vínculo desejado entre as duas folhas.
Como o ultimo exemplar, nos arquivos dos autores, consta a edição de nº 1909 - (Ano XLIII, publicação de 18 de agosto de 1957), sob a direção de Renato Taveiros e redação de Wladimir Rui Taveiros. 
O cabeçalho informa 1909 como o ano da fundação do hebdomadário, com redação, oficina e administração situadas à Rua Marechal Bittencourt nº 383. O lema consagrado pela família Taveiros: "A liberdade não morre enquanto restar uma folha de papel".
5.3.1. A CIDADE COMERCIAL - 1939
Em 1939 a empresa editora do hebdomadário 'Cidade de Santa Cruz', cujo nome associado à folha 'A Cidade', foi a responsável pelo lançamento do informativo 'Cidade Comercial', semelhante a um tabloide com folhas encartadas, espécie de revista ilustrada, genuinamente política e de extremado partidarismo ao líder Leônidas 'Lulu' Camarinha. 
Para a 'Cidade Comercial' Santa Cruz tudo devia a Leônidas Camarinha, inclusive a pujança comercial e para isto criada, divulgando o potencial local na expectativa de atrair indústrias e empresas empregadoras e que fizessem crescer o município.
Periódico endereçado aos leitores mais esclarecidos, atrativo para hábito da leitura e tratamento de questões essenciais para sociedade entrante nos anos de 1940, sob pontos de vistas cultural e ético acoplado à história desenvolvimentista.
Podia-se dizer publicação midiático para bons assuntos, cumprindo-lhe processo ufano varguista da época, comum à imprensa interiorana, e evidenciava Santa Cruz envolvida com a responsabilidade em contribuir para um Brasil melhor.
A existência de poucos exemplares ainda disponíveis evidencia que era um informativo distribuído em outras regiões, a propagandear o político Leônidas Camarinha; como informe apologético, todo colorido e bom de se ler.
6. O SUL PAULISTA - 1910
Bi-semanário fundado em 1910, sob a direção de José Wernek, o 'Sul Paulista' foi veículo informativo de uma só folha, frente e verso, cujo lema: "Somos do Povo...Tudo pelo Povo".
O endereço da redação e oficina era na Rua Visconde [atual Barão] do Rio Branco, nº 17, telefone nº 32.
O 'Sul Paulista', sem vínculo partidário ou de representação política, limitava-se a publicar notas ou acontecimentos locais, sem discutir méritos, mais voltado para publicações de editais, atos do governo, informes publicitários e pequenas notas, atraindo aqueles que não concordavam com a linha de pensamento do concorrente e melhor estruturado 'Cidade de Santa Cruz'. 
Apesar de Santa Cruz viver conturbações entre adversários políticos e já sob a dominação do coronelismo, na pessoa de seu representante maior, o Coronel Antonio Evangelista da Solva - Tonico Lista - o 'Sul Paulista', de maneira prudente evitava noticiar acontecimentos do lugar, optando pelas transcrições de notícias de outras localidades, fatos e acontecimentos singulares, despertando interesses de seus leitores.
Talvez mera coincidência, num dos seus números o 'Sul Paulista' relatou fato ou acontecimento numa localidade chamada Jardinópolis: 
-"Um Caso Curioso:"
-"Diz 'A Notícia', de Jardinopolis:"
-"O dr. Sapucaia foi em Jardinopolis, segundo nos informam, um medico democrata, humanitario e trabalhador."
-"Foi o primeiro Prefeito Municipal e foi sob a sua administração que se fez o actual cemiterio."
-"Contam-nos que o dr. Sapucaia quando fazia esse serviço, gracejava com os amigos dizendo que daria um conto de rèis para a familia do morto que inaugurasse o cemiterio."
-"Quiz o fatalidade que fosse elle proprio o inaugurador!"
-"Prompto o cemiterio faleceu o Prefeito, victima da tuberculose que minava-lhe o organismo."
-"Foi inumado na entrada do portão, do lado direito, sepultura nº 1."
-"Por casualidade quiz o destino que, oito dias depois da morte do Prefeito, fallecesse tambem o Secretario da Camara."
-"E lá estão os dois, Prefeito e Secretario, como inauguradores do cemiterio, um dos primeiros serviços publicos feitos pela Camara do novel municipio de Jardinopolis." (Edição ano III nº 179, de maio de de 1913, página 1). 
Quase impossível não associar  o noticiado de 1913, com a novela "O Bem Amado', do dramaturgo Alfredo de Freitas Dias - (Rede Globo de Televisão, 1973), na qual a obsessão do fictício prefeito Odorico Paraguaçu em inaugurar um cemitério na sua Sucupira. 
De outros assuntos do gênero, destacam-se 'Menina phenomenal', 'Boi que sobe no telhado', 'Comer Aranhas', e o incrível caso relatado em 'A Sorocabana de Mal a Peior: Um comboio chega a Botucatu sem... a cauda':
-"Para provar como anda bem administrada a 'Sorocabana', citamos o seguinte facto, que attesta o desmazelo, o mais revoltante:"
-"No dia 27 do fluente, o trem mixto de Baurú chegou a Botucatú... sem o carro de passageiros."
-"Isto é simplesmente a mais eloquente prova da superioridade do material rolante da 'Sorocabana' ..."
-"De Botucatú, voltou a machina em procura do carro que repleto de passageiros... ficára perdido no Sahara, em que vive quanto à ordem, a excellente 'Sorocabana'..."
-"É um facto virgem na historia do relaxamento do serviço em todas as Estradas de ferro do mundo inteiro."
-"Para quem appellar?" (Edição ano III nº 176, de 30 de abril de 1913).
O bi-semanário também publicava mensagens de boas vindas a ilustres chegadores, editais, propagandas e ou informes publicitários, e até dos presentes recebidos de seus anunciantes ou amigos, como as "(...) tres lindas gravatas da mais fina seda (...)" doadas pelo empresário Bichara Elias Eid, "proprietário da Loja Oriente .." (edição ano III nº 179, de 10 de maio de 1913, página 1), daí a destacar as qualidades da empresa.
Na mesma edição de 10 de maio de 1913, destaca importante matéria jornalística sobre a "Misericordia Santa Cruz (...) uma necessidade inadiável (...)", numa linguagem eivada de floreios, como se pode observar em cópia anexada.
Dropes noticiosos à página 2 da edição, ainda de 10 de maio de 1913, Santa Cruz do Rio Pardo contava com dois cinemas anunciantes: O Cine Oriente - uma casa de espetáculos e de projeções, e o Cine São Luiz. 
Da existência de casa de espetáculos estabelecidas na cidade, também surgiam as empresas visitantes. Por exemplo, numa das poucas matérias de interesse local inseridas na edição de 30 de abril de 1913, página 2, O Sul Paulista alerta quanto ao reduzido número de pessoal para o Destacamento Policial, reduzido ao número de cinco praças [soldados] para um contingente de trinta e dois presos, situação na época agravada: "Funcionam, actualmente, dois theatros e um Circo de Touros".
A preocupação é justificada: "Como poderá o Delegado de Policia, mandar policiar esses centros de agglomeração?
Nisto da informação: "Retirar alguma praça da Cadeia, seria uma medida, cujas consequencias poderiam ser funestas", o bi-semanário observa a necessidade de aumento do efetivo policial do lugar.
Alguns informes publicitários revelam algumas situações da época, como o funcionamento do Hotel Prado, de João Nonato Prado, ainda à rua Visconde [atual Barão] do Rio Branco, número 16 e o telefone é 94.
Os advogados anunciantes são o Dr. Pedro Sampaio Doria, residente no Hotel Bella Vista, e o Dr. Agnello Villas Boas, pai dos irmãos indianistas Villas Boas, com escritório na Rua Coronel Emygdio José da Piedade.
Um médico, identificado como Dr. Teixeira Guimães tem seu consultório e residência à rua Baptista Botelho, nº 26 e telefone 11.
O Juiz de Direito em Santa Cruz do Rio Pardo, em 1913, é o Dr. José Manoel Machado de Araujo.
Em sua edição de 10 de maio de 1913 o bi-semanário relata um jornalista processado: 
-"O Tribunal de Justiça, em sua sessão de 5 do corrente, de provimento à appellação do nosso ilustre correligionário, residente em Avaré, cel José Manoel da Fonseca, na questão crime que è auctor esse nosso digno amigo e réu o Sr. Benjamim A. Ribeiro, redactor de 'A Tribuna de Avarè'." 
-"O A. pede a comndenação de R. pelo crime de calumnia."
A partir de 1914/1915 o Sul Paulista foi transferido para Ilha Grande - Ipaussu, sob a direção do mesmo Werneck.
7. A ORDEM
No município circularam dois hebdomadários com essa mesma denominação, em épocas diferentes: 1911 e 1921, respectivamente, de partidos políticos e proprietários diferentes.
7.1. A ORDEM: 1911
No mês de setembro de 1911 surgiu o semanário 'A Ordem', do diretor proprietário Sebastião Lino Mariano, tratando-se de Órgão do Partido Republicano Conservador - PRC.
O Partido Republicano Conservador tem o histórico de fundação em outubro de 1910, inspirado pelo senador rio-grandense-do-sul José Pinheiro Machado.
O líder do PRC, consequentemente o Partido, representava os republicanos da elite agrária descontente com a política do 'café com leite' sistema sucessório presidencial que detinha o poder federal entre paulistas e mineiros. 
O Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca certamente era o nome mais conhecido do PRC, por ter sido ele o Presidente do Brasil, de 15/11/1910 a 15/11/1914, porém o Partido tornou-se enfraquecido com a morte do líder Pinheiro Machado, em 1916, culminando com a extinção partidária em Santa Cruz do Rio Pardo em 1921. 
Em Santa Cruz do Rio Pardo o 'PRC' surgira do esfacelamento político do grupo 'sodrelista', de Francisco de Paula de Abreu Sodré, e assim manter oposição ou tornar-se opção em relação ao PRP nas mão de Antonio Evangelista da Silva, o Tonico Lista.
Todavia, em suas origens e assim observável, 'A Ordem' não se apresentava focada na política local e sim nas doutrinas do Partido e no engrandecimento dos seus principais nomes e expressões de ordens nacional e estadual, o que muito entendiam como temor em defrontar-se com Tonico Lista.
A linha de pensamento do 'A Ordem': pode ser mais bem compreendida na publicação 'Situação Política' (ano I nº 9, de 11 de novembro de 1911, página 1):
-"Desde muitos annos que jamais se registrou na imprensa nacional uma tão extraordinária e vehemente campanha, como a que tem movido nestes ultimos tempos o governo e o civilismo paulista ao preclaro chefe conservador, sr. Rodolpho Miranda e ao pujante partido que, neste Estado, prestigia o marechal Hermes e o governo federal."
-"Isso prova, de sobejo, a força e o valor do reeferido partido demonstrando, ao mesmo tempo que, não lhe cabem os epithetos de 'grupinho reduzido' e outros com que a imprensa officiosa e alguns jornaes alugados, a elle se tem referido, combatendo a candidatura sympatica e triumphante do illustre democrata e verdadeiro republicano, contra a qual se arremettem, a ferro e fogo, os olygarchas paulistas, prevendo a sua proxima queda, o completo aniquilamento desta politica de odios, de interesses pessoais, sem idéas nem principios de que tantos resultados hão alferidos nestes vinte annos de falseamento do actual regimen."
-"É assim que se explicam esse capitulo de publicações editoriaes e não editoriaes de que se enchem diariamente os jornais paulistanos e cariocas." 
Com o desaparecimento de seus tradicionais nomes estaduais e nacionais, 'A Ordem', como órgão de informação e divulgação do Partido Republicano Conservador - PRC perdeu a razão de existir, e, aparentemente extinto junto com a sigla partidária, quando os republicanos conservadores locais procuraram filiação na nova e forte sigla partidária, o Partido Municipal, fundado em Santa Cruz aos 13 de março de 1921, sob a inspiração direta do Juiz Cardoso Ribeiro, então Secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública (Governo Washington Luiz) para fazer oposição ao Coronel Antonio Evangelista da Silva, o seu maior desafeto e que o fizera às pressas abandonar a Comarca.
Sem qualquer conotação política com Santa Cruz, o Partido Republicano Conservador, em âmbito nacional, foi extinto com a Revolução de 1930, quando a política econômica brasileira deixou de ser quase exclusivamente agrária, sustentada na exportação do café, para ênfase na industrialização; no entanto, de interesse e com a participação de Santa Cruz, a Revolução de 1930 desmontou a denominada política dos governadores e, com isto, o fim das oligarquias representadas pelo coronelismo. 
7.2. A ORDEM: 1921
Um mês depois, aos 14 de abril de 1921 o novel partido político fazia ressurgir o nome 'A Ordem', como seu órgão oficial, porém não ideológico, e sim como o principal veículo informativo das desgraças do Coronel Lista e seus aliados, valendo-se da força do Partido Municipal - leia-se do Juiz Cardoso Ribeiro, reproduzindo praticamente na íntegra todos os processos contra Lista e valorizando cada um testemunhos de acusação.
Representava o Partido Municipal em Santa Cruz o Coronel Arlindo Crescêncio Piedade, aliado a outros importantes nomes locais, desta maneira influente no editorial do santacruzense 'A Ordem" e ourinhense 'A Razão', "semanarios respectivamente, da facção dissidente deste municipio e do de Ourinhos, desta Comarca." (A Ordem, 02/06/1921: 1).
Estava, portanto, reinaugurado o semanário 'A Ordem', ou seja, o aproveitamento do mesmo nome para se tornar porta-voz do Partido Municipal, veementemente crítico ao PRP comandado por Antonio Evangelista da Silva - Coronel Tonico Lista, e, principalmente, à pessoa deste.
'A Ordem', nesta segunda fase de existência, circulou com 'redactores diversos' até que no exemplar ano II nº 61, de 10 de agosto de 1922, consta como proprietário Teo Franco, sem precisar exatamente desde quando assumida a responsabilidade.
Teo Franco, parece ser o mesmo Coronel Teodorico Franco, renomado músico, duas vezes espancado a mando do Coronel Antonio Evangelista da Silva - o Tonico Lista ('O Combate', 03/11/1921: 3 – expediente forense, e 'A Ordem', 02/06/1921: 1). 
8. O MUNICÍPIO: 1913
Identificado como Órgão do Partido Republicano, teve início no mês de maio ano de 1913, sob a responsabilidade, também, de José Werneck, identificando-se propriedade de uma associação.
A oficina de 'O Município' era a mesma de 'O Sul Paulista', e a este idêntico  no estilo uma folha - duas páginas, com os mesmos anunciantes e maneira em apresentar os acontecimentos, notícias e editais, porém com a promessa de atualizar o formato  e número de páginas, "para o dobro do actual, tendo sido encommendadas machinas de grande formato". 
Notoriamente o diretor Werneck pretendia a transferência de 'O Sul Paulista' para Ilha Grande - Ipaussu, o que efetivamente aconteceu. ficando 'O Município' operando em Santa Cruz, favorecido pelo Partido Republicano, sob a dominação forte do Coronel Antonio Evangelista da Silva - Tonico Lista. 
O exemplar de 27 de agosto de 1913 trouxe uma notícia referente ao Antonio Evangelista de Souza:
-"Pedio exoneração do cargo de 1º Supplente do Delegado de Policia da Comarca, nosso prestigioso chefe coronel Antonio Evangelista da Silva."
-"Muito deve a manutenção da ordem, ao correcto cidadão que agio sempre com inperceptivel espirito de justiça."
-"Para preencher esta vaga foi nomeado o sr. Benedicto Xavier." 
Ainda na edição de 27 de agosto de 1913, página 1, traz uma curta matéria:
-"Notas Falsas"
-"Chamamos a attenção do publiuco para a grande quantidade de cedulas falsas, que circularm nesta zona."
-"Por um respeitavel cidadão, nos foi mostrada uma cedula falsa do valor de duzentos mil réis, Série 1ª - Estampa 11ª do Thesouro Nacional." 
-"Tão semelhantes às verdadeiras, são essas notas falsas, de difficilimo reconhecimento."
Uma outra matéria sobre Tonico Lista:
-"Locaes"
-"Em São Paulo"
-"Esteve em São Paulo, o sr. coronel Antonio Evangelista da Silva, digno presidente do directorio politico deste municipio".
9. O CONTEMPORANEO: 1915
Tendo como redator chefe, Raymundo Vianna, e Redator Secretário, Luiz O. de Souza, 'O Contemporaneo' estreou em Santa Cruz do Rio Pardo em 1º de maio de 1915, para tornar-se um semanário de ampla circulação. Sua redação e oficinas situavam-se à rua Coronel Emygdio José da Piedade.
O concorrente 'A Cidade' felicitou a inauguração de 'O Contemporaneo', conforme por este divulgado: "A Cidade de Santa Cruz, sympathico semanario que se publica nesta cidade, noticiando no nosso apparecimento, disse que na apparencia somos mais que bonitos, somos bello. Gracias".
Sem dúvidas 'O Contemporaneo' tornou-se exemplo de jornal bem feito, informativo, com notícias atuais, críticas e sugestivas, identificado como "ORGAM DEDICADO AOS INTERESSES  DO MUNICIPIO". 
Sua independência partidária, no entanto, não foi além dos dois meses de existência. Após 12 de junho de 1915 negociou-se o controle do semanário para o Partido Republicano, anunciado em seu número 13, de 31 de julho de 1915, como "gerenciado por uma empreza" já a estampar "JORNAL OFFICIAL DO PARTIDO REPUBLICANO", porém o redator gerente é o mesmo Raymundo Vianna.  
Ainda assim, o memorialista Junqueira mencionou 'O Contemporaneo': "(...) também um órgão do Partido Republicano. Este jornal era propriedade de uma empresa gerenciada por César Macedo, e avançaria até a década de 20, assistindo, com neutralidade, aos embates políticos ferrenhos que outros jornais santa-cruzenses travavam em torno das brigas entre o Partido Republicano e o Partido Municipal," (2006: 74).
Efetivamente se sabe que o semanário, mesmo sob o controle republicano, manteve o mesmo estilo noticioso, mas não mais independente conforme observado nas referências dadas ao chefe político, Coronel Antonio Evangelista de Souza e demais membros do partido.
Em 30 de outubro de 1915, através do semanário, o médico Alcides Torres rebateu com veemência  notícia publicada pelo paulistano 'Jornal da Noite', sobre o crítico estado sanitário de Santa Cruz do Rio Pardo. O Dr. Torres fez-se esclarecedor: "Não é exato que Santa Cruz, seja uma cidade assolada por epidemias; clinicando em 9 annos apenas observei 3 e a ultima do verão passado que foi a maior foi a mais benigna que se estendeu na mesma epocha em todas as cidades e villas da zona Sorocabana", e que o índice de letalidade foi o normal da cidade, "apezar de parte da população por ignorancia não procurar recursos medicos". 
Nas páginas do semanário eram veiculados diversos anúncios, por exemplos, o da Farmácia Santa Cruz, cuja responsável é a farmacêutica Maria Benedicta de França, e o estabelecimento situava-se à Rua Coronel Emygdio José da Piedade, nº 16. São mencionadas, igualmente, as farmácias: Camargo, de Agenor Camargo, no Largo do Jardim; a Santa Maria, de Leonidas do Amaral Vieira, na Conselheiro Dantas com a Benjamin Constant; e a Farmácia Toledo, de Jozué de Toledo, à "Rua Antonio Prado atraz da Cadeia", intitulando-se "A mais antiga de Santa Cruz.", o que, evidentemente não correspondia com a verdade, pois já conhecidas outras farmácias desde 1876. 
Na edição de 30 de outubro de 1915 - ano I nº 25, dizia-se da apresentação do filme 'Vendetta', e anunciava-se, para breve, 'A Caminho do Supplicio' ou 'Um coração por um bilhão', tres grandes sucessos da época, apresentações no Cimena Santa Cruz.
10. O TRABUCO: 1921
Semanário de oposição foi fundado em 1921, de acordo com requerimento ao Prefeito Municipal Coronel Antonio Evangelista da Silva, assinado pelos redatores Benedicto Andrade e Francisco Bressane da Cunha, para que aquela autoridade se dignasse "... admmitil-os a assignarem o termo de responsabilidade de redactores responsaveis do jornal critico, humoristico e litterario, "O Trabuco", impresso na Casa Gomes, desta cidade." A solicitação de 14 de junho de 1921, teve despacho de Tonico Lista no mesma data: "Como requer. SCruz do Rio Pardo 14 de junho de 1921 - Antonio Evangelista da Silva." (Prefeitura Municipal, 1921 - cópia de requerimento e despacho). 
Já na edição de 23 de outubro de 1921 de 'O Trabuco' trazia veemente publicação sobre a prisão de Tonico Lista:   José Ricardo Rios, páginas 142 e 143: 
-"Publicamos (...) o triste fim dos bandidos. Antonio Evangelista da Silva, mais conhecido por Tonico Lista, o chefe político da situação, está hoje, onde devia estar, ha muito tempo. O futuro do Tonico Lista, é o presente com todo o seu cortejo de horrores. Elle que tanto mandou, que tanto sangue derramou, que espalhou a desgraça e o lucto em tantos lares honrados. O seu prestígio está reduzido a cinza fria do passado. Como sofrerá aquella alma maldicta, aquelle coração de tigre subjugado, que das janellas do cárcere espia o infinito, contrahidos os lábios num ricto hediondo. E ainda os assoldados caciqueiros, cretinos e idiotas não compreendem o seu aviltamento, a ladroagem por ahi que o célebre bandido Tonico Lista, ainda mandara, esquecendo-se que todo canalha tem castigo. Ao despertar da liberdade, a justiça apparece. Tonico é hoje um desclassificado, um reles bandido punido pela Justiça, a quem todos desprezam, sem consciência, sem coração, sem alma, incapaz de chorar a sua desdita. Dentro em pouco tempo o veremos com a camisa de forçado, curvado sob o peso dos remorços, tal qual está ahi no cliché porque aquelle coração empedernido, chegará o dia em que sentirá remorsos, de todos os seus crimes; porque o cárcere e a solidão, convidam a meditação. Silêncio, pois caciqueiros, immundos crápulas e vagabundos, acostumados a roer o osso atirado pelo chefão, ora encalacrado; calem porque muito mais esta reservado ao bandido e tocaeiro, ao cacique de pala, que espalhou a desgraça em Santa Cruz do Rio Pardo."
-"E tú, Tonico Lista, ou Antonio Candido, gostaste de cadeia?"
"Procure na tua consciencia e encontraras o castigo de Deus, para o teu coração de pedra, na voz do remorso."
"Transcrito do Trabuco, edição de 23 de outubro de 1921." – (Rios, 2004: 142-143). 
Sem se importar com decisão da Justiça a favor de Tonico Lista, o Trabuco, em 1922, sob a responsabilidade de Benedicto Andrade, Francisco  Bressane da Cunha e João Padua Fleury, consolidava-se o inimigo mais implacável de Tonico Lista, acusando-o de violências cometidas no passado e o então presente, estando o semanário declaradamente ao lado dos partidários municipalistas - Partido Municipalista de Arlindo Crescencio Piedade, ou seja, dos opositores a Lista e o PRP.
-O redator João Padua Fleury, um dos responsáveis pelo Trabuco, assassinou João de Paula Garcia, dito capanga de Tonico Lista, no célebre tiroteio político de 29 de abril de 1922, defronte a Câmara, onde também morreram João Cunha - eliminado por Rachid Queiroz, e Antonio Andrade morto por Pio Rodrigues da Silva e Evaristo de Souza, respectivamente, sendo Cunha e Andrade nomes contrários a Lista. 
Das desavenças geradas entre Lista e os redatores do Trabuco aconteceriam desdobramentos posteriores à morte do próprio Coronel, em 08 de julho de 1922, quando algum tempo depois Cristalino Rodrigues da Silva teria assassinado José Dalmati - o Rato.
-Cristalino, da mesma maneira  que o irmão Pio Rodrigues da Silva, era capanga de Tonico Lista e partícipe no tiroteio de 29 de abril de 1922.  
O 'Debate' (nº 1502, edição de 17 de janeiro de 2010) reportando-se ao crime, através de parente da vítima, Maria Aparecida Machado,  descreveu que "José Dalmati, o 'Rato', já tinha uma briga antiga com Tonico Lista e ainda ajudou a fundar o jornal oposicionista 'O Trabuco'. Com os artigos que escrevia contra o coronel, ganhou de vez a antipatia do 'manda-chuva' da cidade das décadas de 10 e 20 do século XX". O articulista esclarece: "Cida Machado relatou que o assassinato do tio ocorreu quando Tonico Lista já havia morrido, mas cujos mandantes eram ligados ao coronel. Cida era criança na época (ela nasceu em 1926), mas se lembra do drama da família com a morte do tio." O assassino de 'Rato' foi morto, posteriormente, por Ângelo Dalmati que foi absolvido do crime.
-A história não relaciona o assassinato com intrigas entre Tonico Lista e o clã dos Dalmati.
11. O JORNAL: 1928
Em 1928, primeiro semestre, surgiu O Jornal, órgão de imprensa escrita do Partido Democrático.
Com gerencia, redação e oficina à Rua Conselheiro Dantas nº 310 e 328, o hebdomadário tinha como Redator Chefe o Dr. Ruy Gama e Silva, Diretor o Dr. Abelardo Pinheiro Guimarães e Gerente o José Carlomagno.
Semanário bem modelado, sem agressividades de seus contemporâneos, estava, no entanto, voltado para as eleições de 1928, anunciando seus candidatos, o médico Abelardo Pinheiro Guimarães e o advogado Ruy Gama e Silva como vereadores, e os senhores Levino Lobo - comerciante, Alzim de Souza Lemos - guarda-livros, e José Raphael Antonio - artista.
Assim dizia o anúncio:
-"CORRELIGIONARIOS!"
-"Num paiz em que o voto é uma mentira, em que as actas falsas conseguiram tornar-se banaes, à força de uso quasi exclusivo por parte dos detentores do poder, é de espantar, venha um partido de opposição pleitear ainda cargos electivos."
-"Só a fé que nos anima e dá forças para persevear na lucta, poderia obter esse resultado, porque, certamente, é impossivel, que por muito tempo perdure o achincalhe das nossas leis, a degradação cada vez maior dos nossos costumes politicos, a absorpção disfarçada de todos os poderes pelo executivo, transformado, em nossos dias, em verdadeira dictadura."
-"(...)."
-"CONCIDADÃOS!"
-"Não precisamos salientar o que o valor dos vossos suffragios representa para o nosso Partido, que jamais esmorecerà na campanha saneadora contra os processos políticos corrompidos, contra o falseamento acintoso do regimem por nòs adoptado, no qual o povo devêra tomar parte activa, mas nem sequer è ouvido."
-"Eleitos, ou não, os nossos candidatos reconhecidos ou esbulhados nos seus direitos, os votos que lhes forem dados significarão que ainda não desappareceu o civismo em S.Cruz, pois que ainda ha quem proteste contra os abusos e usurpações do Poder!"
-"A's urnas, portanto, eleitores livres e democraticos de S. Cruz certos de que os vossos votos não serão dados em vão, ainda que escamoteados, porque não virá longe, sem duvida, o dia da verdadeira republicanização do nosso amado Brasil!"
-(Edição ano I nº 25, de 18 de outubro de 1928, página).
São nomes expressivos no Partido e associados ao semanário, além dos mencionados, os senhores Aureliano Antonio Gonçalves, Manoel Pereira e Castro Simões, Claudino José Duarte. Balbibo de Souza Pinto, Philomeno Antonio Mendonça, Manoel José Barbosa, Jossé Aquino Figueira, Antonio Ribeiro dos Santos e José Carlomagno.
12. O TRABALHO: 1931 
José Bulcão é agora o Diretor Gerente do informativo santacruzense 'O Trabalho', fundado em 1931, com a responsabilidade redacional de Domingos Rizzo.
Aparentemente imparcial, 'O Trabalho' era órgão de publicidade do governo municipal, Dr. Aberlardo Pinheiro Guimarães, instalado em 1930 por força da Revolução.
Ao exemplo do líder político Dr. Abelardo, a linha do 'O Trabalho' era polida e erudita, em suas matérias extensas, necessitando, às vezes, seguimentos em edições seguintes, que os ditos cultos e politizados tanto apreciavam.
No entanto alternava as longas matérias com 'drops' - notícias curtas porém variadas em blocoinformes, sobre acontecimentos variados de interesse local, dirigidos aos menos esclarecidos. Assim era um jornal de grande circulação, extremamente educado, sem respostas ríspidas aos concorrentes, em especial 'A Cidade'.
Qualquer assunto servia de notícia para publicações em duas ou três linhas, até os expedientes despachados pelo Prefeito, como baixas de firmas, transferências de nomes e aberturas de novas empresas. 
No sistema dropes também são destacadas as viagens do Prefeito e de outras autoridades a São Paulo para missões de interesses do município ou convocações. Também são dados valores aos telegramas recebidos com as boas notícias dos Governos / Interventores, Federal e Estadual.
Outras pequenas notícias estão, ainda, para os serviços públicos federais e estaduais, como necessidades em mostrar que na localidade a máquina administrativa funciona e bem. Até as aferições de pesos e medidas "... por todo este mez, o senhor collector municipal fara a aferição (...) de accordo com a lei." (Ano I nº 6, edição de 15 de março de 1931, página 2).
Apresentava outras informações, no mesmo estilo, como as partidas de futebol, as falências, as chegadas de autoridades ou profissionais ilustres. 
Em edição de 22 de março de 1931 (Ano I nº 7, página 2) comunica "Concerto Musical: Hoje, domingo, a banda 'Sete de Setembro Independente', regida pelo maestro Eugenio Vecturelli, dará um concerto no jardim publico, executando um optimo programma ...".
Matérias de maiores alcances também podem ser vistas, por exemplo, assunto referente a "Escola Normal Livre - A Campanha Derrotista":
-"Ante os boatos alarmantes, adredes preparado com o fim de desmoralizar o nosso instituto educacional - a Escola Normal Livre - faltariamos ao dever que nos impuzemos, se silenciassemos ante a monstruosidade que se está praticando. A defesa dessa bella causa, que é a de toda a população local, se fará com vehemencia, em termos candentes e com a energia que o caso requer. O despeito, esse sentimento malsão, que só viceja em espiritos tacanhos, cria phantasias proprias de cerebros doentios, que bem reflecte o estado d'alma de quem os concebe. Não atinamos com o motivo em que se fundam, para moverem esta campanha mesquinha e vil, fructos de uma epocha anarchica e dissolvente, que deante dos factos consumados, serão reduzidos a expressão mais simples. Cremos nós e assim toda a população ordeira, sensata e laboriosa, de que o desprestigio da nossa Escola Normal Livre, fatalmente reflectirá sobre toda a collectividade, principalmente a classe pobre, que é a mais beneficiada e assim tornar-se-á prejudicada."
-"A campanha emprehendida não surtirá os effeitos que pretendem, pois tudo que se propala não passa de falsidades monstruosas, refalsados boatos, aos quaes oppomos formal e vehemente protesto, e a exacração publica. O funccionamento desse estabelecimento de ensino, se processa normalmente, sem exhibição e nem alarde, dentro das normas de ordem, trabalho e respeito. O financiamento está garantido pela Prefeitura local, que com a abnegação e patriotismo, fez copnsignar no orçamento municipal uma verba especialmente para esse fim. O corpo docente está completo e se compõe de preclaros professores que se recommendam pela proficiencia, dedicação, capacidade moral e intelectual, portanto penhor seguro e garantia absoluta, de que o ensino será ministrado de accordo com as exigencias da Directoria da Instrução Pública. O primeiro anno lectivo breve funccionará, estando bem adeantado as 'demarches' para esse fim. Os demais annos estão com numero sufficiente e em pleno funccionamento. A equiparação official muito breve será conceguida, para esse fim se congregam todos os esforços para tornar-se realidade. É preciso que a população local e das circumvizisinhança se mantenham calmas, confiem na acção energica, pugnaz e desassombrada dos actuaes dirigentes e que não liguem e nem dêm ouvidos aos boatos e noticias. Aos paes e alumnos, fazemos fervoroso appello para que não acreditem em noticias e aguardem com serenidade a palavra official. Nada de temor, sobressaltos e desanimos, para a frente é o lema dos fortes, e assim teremos vencida a ardua batalha e a nossa Escola Normal, proseguindo sem desfallecimentos a rota luminosa que se traçara, vencendo as barreiras dos insensatos, maldizentes e derrotistas. Os que se interessam pela grandeza e prosperidade daquelle estabelecimento, deverão prestigiar os dirigentes locaes, que tudo farão para o triumpho dessa bella e grandiosa instituição educacional, padrão inniludivel do adeantamento e cultura deste povo." (Ano I nº 7, 22 de março de 1931, página 1). 
Por este semanário foi-nos transmitido o falecimento da senhorita Maria Eugênia de Abreu Sodré, filha do Dr. Francisco de Paula de Abreu sodré e de dona Idalina Costa Abreu Sodré, falecida na madruga de 19 de março de 1931 na localidade de Botucatu (ano I nº 8, 29 de março de 1931, página 1). A nota menciona: "Era irmã dos snrs. drs. Francisco Sodré Filho, agricultor neste municpio; Antonio Carlos de Abreu Sodré, advogado de renome nos auditórios da comarca de S. Paulo; Luiz Costa Abreu Sodré, médico; Maria Alice Sodré Lombardi, José, Armando, Sylvia, Reynaldo e Roberto de Abreu Sodré, todos residentes em São Paulo. - O féretro consoante informação, partiu de Botucatu em trem especial com destino á capital dando-se o sepultamento no Cemitério da Consolação."
A polemica política maior revelada pelo 'O Trabalho' trata-se de uma 'carta aberta' do Juiz de Direito da Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, Dr. Eugenio Fortes Coelho, envolvido numa polêmica com o chefe político local - porém na oposição, o ex-deputado Leônidas do Amaral Vieira então acusado de desvio de recursos públicos da municipalidade.
-"(...)."
-"Tendo chegado ao meu conhecimento que se procura, com o manifesto intento de me colocar mal perante a opinião publica, espalhar o boato de haver eu escrito uma carta ao solicitador Leonidas Vieira, retratando-me de supostas referencias caluniosas que lhe fizera, venho tornar publico, por seu obsequioso intermedio, que isso não passa de uma invencionice, aproveitando a oportunidade para, em sintese, restabelecer a verdade dos fatos."
-"Fui, ha dias, notificado, pelo Dr. Odilon Bueno, de uma reunião havida, em casa do solicitador Leonidas Vieira e na qual se tratou da minha humilde pessoa. Nessa reunião, segundo me declarou o Dr. Odilon Bueno, o referido solicitador declarara que de mim tinha apenas uma magua e que esta nascera da noticia que lhe chegara ao conhecimento, de ter eu o chamado de ladrão."
-"Acrescentou o Dr. Odilon haver contestado a veracidade de semelhante informe, garantindo, desde logo, ao solicitador Leonidas, que seria eu incapaz de externar semelhante acusação a seu respeito e que este se prontificava a fazer cessar a campanha contra mim levantada, pela folha local, 'A CIDADE', uma vez que eu fizesse a declaração de que não o chamara de ladrão. Ouvindo esse relato que me fez o Dr. Odilon, declarei-lhe desde logo, que, graças a Deus, não me arreceiava de qualquer campanha pela imprensa, mas que não punha a menor duvida em fazer, até por escrito, a declaração de que jamais chamara de ladrão o solicitador Leonidas Vieira. Sugeri até, por essa ocasião, ao Dr. Odilon, o alvitre de me escrever o citado solicitador, uma carta, pedindo-me, ao pé da mesma, uma resposta."
-"Essa a verdade dos fatos que desafia qualquer contestação."
-"Devo, agora, declarar que esse caso não passa de mais uma intriga em que venho sendo envolvido. É verdade que li o relatorio, apresentado ao Dr. Prefeito Municipal, pelo perito que aqui esteve para examinar a escrita da municipalidade e que vi bilhetes assinados pelo solicitador Leonidas Vieira, com os quaes foram retiradas dos cofres da Prefeitura, vultuosas importancias, tendo verificado, igualmente, uma certidão do Tesouro do Estado, pela qual se constata, ter o mencionado solicitador recebido, para obras municipaes, a importancia aproximadamente de duzentos contos, sem que conste, da escrita da Camara, a entrada desse dinheiro."
-"Tendo embora conhecimento desses fatos não firmei, como não poderia firmar, juizo sobre a conduta do solicitador Leonidas Vieira e, muito menos, emiti conceitos desfavoraveis à sua honestidade, tendo até fornecido ao mesmo, posteriormente a isso, um atestado de capacidade intelectual e idoneidade moral, a fim de que ele se inscrevesse em concurso, para preenchimento de uma vaga de solicitador, nesta comarca. E ainda recentemente determinei a sua inclusão no quadro de jurados, embora o seu nome não figurasse, como não figura, em qualquer das listas dos contribuintes de impostos."
-"É bem dever, pois, que os meus proprios atos estariam desmentindo a intriga urdida em torno do caso, não havendo necessidade de qualquer declaração a respeito, si os conhecidos pescadores de aguas turvas não se aproveitassem do momento para dbaralhar os fatos e confundir a opinião publica."
-"Tenho, felismente, noção de minhas responsabilidades, prezo-me de ser um homem educado, mas me ufano, tambem, de manter sempre em nivel bem elevado a minha dignidade pessoal e a dignidade do cargo que exerço."
-"Certo que não negará agasalho, em as colunas de seu jornal, a esta carta, antecipo-lhe os meus agradecimentos e me subscrevo, "
-"Atº. Crdº. as ordens,"
-"Eugenio Fortes Coelho." (O Trabalho, ano II nº 53, 28 de fevereiro de 1932, página 2).
De interesse esclarecer que Leônidas fora aprovado em concurso público para o cargo de Solicitador, com atribuições de procurador legalmente habilitado para requerer em juízo ou promover acompanhamentos e andamentos de negócios forenses e atos cartoriais.  
Leônidas do Amaral Vieira apesar de ser chefe político e partidário, ex-deputado e atuante político municipal / regional, era funcionário da Justiça, hierarquicamente inferior ao Juiz Fortes Coelho. Isto NE entanto não bastou: tão logo Leônidas reassumiu a plenitude política, Fortes foi obrigado deixar a Comarca.
13. SANTA CRUZ JORNAL: 1932 
Em complemento ao 'O Trabalho' os situacionistas políticos criaram o 'Santa Cruz Jornal', aos 29 de maio de 1932, dirigido por Aristoteles Belisario Couto, como chicote da administração sem aparentemente estar a ela vinculado: "Os programmas de jornal e Governo já não illudem ninguem. Apparecemos na arena para servir a população de Santa Cruz que, pode-se dizer, não tem um jornal à altura de seus meritos." - (Ano I - nº 1, de 29 de maio de 1932, página 1). 
Referentes aos problemas da Escola Normal Livre, o 'Santa Cruz Jornal' informa da conclusão do curso pela primeira turma e desfere contra os opositores: 
-"No corrente anno sahirá a primeira turma de professores."
-"Dezena e meia de moças receberão o diploma - o mais honroso, no magisterio de nossa terra - elevando o nome do Estabelecimento e disseminando o que aprenderam, por essas cidades alem."
-"Por que razão a Escola Normal não será sempre o patrimonio social da nossa cidade, ou viveiro dessas intelligencias moças que vicejam no municpio?"
-"Se a querem tirar de Santa Cruz, destruam então tudo o que possímos e que attestem a nossa vida de cidade: Grupo Escolar, Egreja, Cinema, Campos de Sport e acabem por fim dando um tiro na cabeça..." (Ano I nº 1 de 22 de maio de 1932, página 1). 
Conforme a mesma edição de 22 de maio de 1932, num apanhado de informes, o hebdomadário é extremamente sarcástico com Leonidas do Amaral Vieira, referindo-se a ele como chefe político 'Leon Vivi', o ex-prefeito Avelino Taveiros como 'Caveira' ou 'Prefeito Jornalista', e com apelidos do gênero aos outros ditos asseclas "... que não souberam zelar pelo patriônio publico."
As acusações são severas:
-"O povo quer satisfações, as mais amplas, porque entende que serão sempre dignos os que sabem defender, em qualquer momento a reputação posta em duvida. O inquerito que se processa na Camara Municipal desta cidade, revela indicios fortissimos de uma administração prevaricadora". 
-"Todos, querem saber, porque foram feitos vultuosos pagamentos de obrigações cambeaes, de terceiras pessoas, cujos interesses não se poderiam collocar sob o patrocinio das rendas municipaes."
-"Todos querem saber, porque foram expedidos talões de impostos, cujos pagamentos ou rendimentos não foram recolhidos ao thesouro municipal."
Leonidas do Amaral Viera era o alvo preferido do 'Santa Cruz Jornal'.
14.  O REGIONAL
Teve duas etapas de circulação no município, em 1951 e, depois, em 1961.
14.1. O REGIONAL: 1951
Órgão noticioso da região, 'O Regional' foi fundado em agosto de 1951, situado à rua Conselheiro Dantas, nº 469-B, sob a direção de Francisco Mariano, e redação de Oswaldo Scuccuglia.
Tratava-se de folha 'udenista' surgida no período de dominação política do grupo adversário liderado por Leônidas 'Lulu' Camarinha, então Deputado Estadual. A UDN local não era páreo para o grupo que desde 1938 se instalara no poder municipal, através do mesmo Lulu Camarinha, prefeito imposto por quase dez anos e que fizera de Lucio Casanova Neto o sucessor. 
'O Regional' foi criado, ao final do governo Lucio Casanova Neto, para divulgar a mensagem 'udenista' e propagandar os seus candidatos às eleições de 1951, com críticas veladas aos governos, nacional e estadual, porém incapaz de qualquer agressividade maior para o nível local.
A despeito do vínculo partidário podia-se dizer um informativo consistente, mas não empolgava e nem explorava as deficiências ou o oportunismo do grupo adversário. 
A edição de 23 de setembro de 1951 (Ano I nº 9), por exemplo, que poderia explorar as circunstâncias inaugurativas eleitoreiras dos adversários, ao contrário, foi toda elogios à presença do Governador para a promoção dos antagonistas, numa quase declaração da eficiência política dos mandatários do lugar: o "... ilustre Chefe do Executivo Estadual que vem manifestar, nesta honrosa visita, sua especial simpatia pelos interesses desta terra."
Dizia matéria publicada pelo 'O Regional', que Governador do Estado de São Paulo, Dr. Lucas Nogueira Garcez (PSP: 1951 - 1955), chegaria ao aeroporto local, por volta das 9,30 horas, para uma série de eventos, acompanhado dos Secretários da Saúde, Viação e Educação, para uma série de compromissos políticos, entre os quais a inauguração da Delegacia de Saúde, em prédio alugado, que se situava à Rua Marechal Bittencourt ao lado da atual Drogalar, lançamento das pedras fundamentais da ponte sobre o Rio Pardo - na atual Dr. Alziro de Souza Santos, e do Fórum na hoje Avenida Dr. Cyro de Mello Camarinha.
A equipe visitante inspecionaria, também, a estrada oficial Ipaussu - Santa Cruz - Bauru, recentemente iniciada no Governo Lucas Nogueira Garcez. 
Ainda, na ocasião seria autorizada a construção do prédio do 2º Grupo Escolar e da Delegacia de Saúde. Somente o edifício escolar seria edificado, o Grupo Escolar Maria Joaquina do Espírito Santo, de breve duração e no lugar instalada a Escola de Segundo Grau denominada 'Leônidas do Amaral Vieira.'
Sem dúvidas a presença do governador e sua equipe, a despeito das importâncias das obras e projetos, era descaradamente oportunista, como o inaugurar a Delegacia de Saúde, tardiamente posto que por supedâneo a Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, vista a localidade ter sido estabelecida sede regional desde a edição do Decreto Lei nº 14.334, de 30 de novembro de 1944 - Quadro Territorial, Administrativo e Judiciário do Estado. 
Até regulamentação legal já tinha tempo decorrido de dois anos, pelo Decreto nº 18.583, de 28 de abril de 1949 (DOESP, 30 de abril de 1949, página 1): "Anexa as unidades sanitárias creadas nos novos municípios a que se refere a Lei nº 233, de 24 de dezembro de 1948, às respectivas Delegacias de Saúde.", sendo para Santa Cruz a 6ª Delegacia de Saúde.
'O Regional' tinha notícias variadas, de esportes às notas policias, passando pelo quadro social, conforme a mesma edição com os resultados da 4ª apuração de votos para Miss Santa Cruz, destacando Alice Pereira com 1.316 votos, em primeiro lugar, seguida de Heloiza Machado com 1.047 votos, depois Maria S. Ferreira (648 votos) e Iris Vieira - 316 votos.
Naquele ano de 1951, o objeto do jornal era mesmo anunciar as candidaturas políticas da coligação do Partido Trabalhista Brasileiro - PTB com União Democrática Nacional - UDN, e PTN, destacando para Prefeito o cidadão Filadelfo Franca Aranha, vice Lindolfo Ferdinando de Assis, e para vereadores, pelo PTB: Alonço José Castilho - representante de Sodrélia, Florindo Pazzini, Cícero Leoncio dos Santos, Augusto Mendes, Angelo Zanetti e Antonio Ban; pela UDN: Aristides Moacir Nelli, Alziro de Souza Santos, Celso Silveira da Rocha, Querubim Dias Chaves Filho. Oswaldo Succuglia também era disputante de cargo eletivo para a Câmara Municipal, mas sem a identificação por qual Partido.
Ainda, pelo PTB - em 1951, era aspirante à Câmara Municipal a senhora 'Ana [Anna] Maria Cotrim Monteiro', a primeira mulher a se candidatar, mas somente em 1982 Aparecida de Lima Martins, a Dona Mara, esposa do ex-prefeito Joaquim Severino Martins, seria eleita a primeira vereadora. 
De Ana Maria Cotrim Monteiro dizia um anúncio político: "O PTB, em Santa Cruz do Rio Pardo, é a primeira cidade no interland brasileiro, a incluir em sua chapa uma candidata a vereador." (O Regional, 23/09/1951). Ana também foi pioneira em outras atividades relacionadas à comunidade, inclusive na área de esportes, pelo Esporte Clube XX de Janeiro, em Santa Cruz do Rio Pardo. 
Outros redatores de 'O Regional' seriam anunciados ao longo de sua existência, a exemplo, na edição nº 30 (02/03/1952), quando assinam juntamente com Scuccuglia, Dr. Urbano Moraes Alves e Cicero Leoncio dos Santos. 
'O Regional' manteve a dignidade dos quase 600 votos de seu candidado a deputado estadual, José Osisiris 'Biju', em 1955, diante dos 6.590 sufragados a favor do adversário Leônidas 'Lulu' Camarinha. Também 'O Regional' acompanhou com muita discrição a cisão do grupo de Lulu Camarinha, em 1957, e saudou a união dos dissidentes com a UDN, e a vitória que, enfim, encerrou o período de dominação do Camarinha. 
Após dez anos de existência, 'O Regional' encerrou sua primeira fase de existência, quando deixaria de ser o discreto porta-voz da UDN local para transformar-se no jornal de 'Onofre I - o Único'.
14.2. O REGIONAL: 1961
Sob a direção de José Benedito Pinheiro Ribeiro, com redação, administração e oficina à rua Visconde de Pelotas (Dr. Alziro de Souza Santos) nº 353, ressurgiu em 02 de setembro de 1961, em ano I número 1, com a seguinte apresentação:
-"No firme propósito de melhor servir ao povo desta tão nobre cidade, quer no ramo cultural, quer no campo noticioso, eis porque concedemos em assumir a direção deste Jornal."
-"Nos dias tormentuosos que a Pátria vive, sentindo o terrível pêso de seu desenvolvimento, não poderiamos crer que o 'O REGIONAL' já tão conhecido dos Santacruzenses, deixasse de levar o conforto aos corações tão nobres deste grande povo."
-"Alguém nos perguntaria se somos imparciais: Sim. Somos. Caso contrário seria desmentir a verdadeira finalidade da Imprensa."
-"Não esperamos louvores, pois, sabemos, que a carreira é espinhosa, mas, jamais nos envergamos diante da luta."
-"So contamos com o povo a complacência em nossos enganos, pois, como diz o ditado latino: -'Errare humanus est'."
-"Eis a razão e eis os principios de 'O REGIONAL', em sua nova fase. - O Diretor."
Não era mais o mesmo 'O Regional' senão o nome, a tratar-se de veículo propagandista e apologético ao Prefeito Onofre Rosa de Oliveira:
-"Parabéns Senhor Prefeito:"
-"(...)."
"Inumeras pontes surgem no municipio, umas reformadas, outras novas; o maravilhoso asfaltamento; a conservação de estradas dantes impossíveis serem transitadas, como era caso daquele pequeno trecho entre Ipauçu e Santa Cruz que todo Santacruzense bem conhecia; a Instação do tão necessitado Dema solvendo o prblema da mecanização; a próxima construção da Unidade Sanitária; a construção do tão esperado Grupo Escolar tão necessitado pelo povo de São José; a inauguração do Instituto de Educação, tudo isto são exemplos maravilhosos de uma administração de sadia de nosso Prefeito."
-"(...)." - (26/11/1961: 1).
E o noticioso chega às vias em identificar o prefeito como 'Onofre I - O Único', em matéria intitulada 'O Reinado de Onofrinho I': 
-"Não é preciso ir muito longe, não é preciso ter memória muito aguda para se ver como mudou a feição de Santa Cruz do Rio Pardo. Industrias não há, dizem eles. No entanto, o feudo de certo deputado [Leônidas Camarinha] não é mais colonia asfaltada para sua alta recreação e passeio. Mais ruas foram pavimentadas. Quem não gosta de andar, faça um sacrifício. Suba ao alto, alí pelas ruas da Igreja Nossa Senhora de Fátima, descendo até a casa do amigo Faria. Não vamos longe. Dali mesmo, ver-se a um prédio grande a beira do asfalto que virá, a noite, uma resplandecencia de acetileno soldando aço e construindo em ferro uma fabrica que começou no reinado do nosso Prefeito Onfore I, e Único." 
-"Depois, vamos descer o velho e sonolento Rio Pardo, cheio de pedras, ali perto da ponte. Passemos por elas, pois pedra são as unicas coisas de que se lançam mão os detratores que pretendem destruir uma obra que é aplaudida por todos. Não importa, pois com pedras recolhidas dos ataques irá o Prefeito construir mais pontes e mais prédios."
-"Assim, desçamos o Rio Pardo e lá onde ele faz uma volta, alem do matadouro, todos verão um outro prédio, branco, novo, mais outro marco da administração do nosso Prefeito. Se disserem que não é obra sua, pelo menos é fruto do encorajamento, da oportunidade que a direção do município dirigiu, insuflou e aleitou."
-(08/04/1962: 1).
No ano de 1962 Santa Cruz do Rio Pardo contava com 9.177 eleitores na sede e, em todo município, 11.090, e a Comarca com 19.238 votantes, consoante dados de 29 de agosto de 1921 (Ano II - nº 50, de 02 de setembro de 1962, página 1). A mesma edição propagava seus candidatos, ainda incertos:
-"Governador José Bonifácio - Vice-Governador Laudo Natel; Senadores Abreu Sodré e Queiróz Filho; Deputado Estadual José Osires (Biju) ou Lucio Casanova." Havia apontamento, para Deputado Federal, Silvestre Ferraz Egreja.
Em 1962, Guiné Arques Picão era o Diretor Responsável pelo 'O Regional'.
15. A FOLHA: 1959
Em 1º de fevereiro de 1959, Carlos Queiroz criou 'A Folha' como veículo informativo da sua verdade expressa, o seu alter-ego impresso. Alguns estudiosos dão conta que o hebdomadário em questão nasceu sob a inspiração do Deputado Leônidas Camarinha, como resposta ao grupo dissidente liderado por Lucio Casanova Neto.
Em seus primeiros tempos 'A Folha' contou com a direção do Professor Chafic Jábali, e teve como revisor o Professor Teófilo de Queiroz Filho, nomes tão representativos da intelectualidade santacruzense da época. 
Embora partidário foi um jornal profissional, inteligente e de conteúdo, e tinha tudo para prosperar e tornar-se grande órgão de informação. Soube focar nas indefinições do governo municipal de Onofre Rosa de Oliveira (1960 - 1963), representando a insatisfação popular.
Onofre reagiu fazendo ressurgir 'O Regional' com receita vitaminada pelos serviços pagos pela Municipalidade, em forma de grandes editais e informes publicitários.
Carlos Queiroz ganhou a eleição municipal e guindou 'A Folha' à condição de, praticamente, 'Semanário Oficial do Município', versão melhorada do rival 'O Regional', ilustrando a administração governante sem o ridículo apologético, passando ao munícipe a figura de Carlos Queiroz como prefeito competente, realizador e tocador de obras.
Também a receita do semanário governista tinha origem naquilo que a Municipalidade garantia, através dos editais e das publicidades de governo que Carlos Queiroz sabia explorar com aptidão.
Essa sustentação financeira garantia aos diretores e redatores da 'A Folha', confortável prestígio social e razoável lucro financeiro, além da proximidade com o poder político. 
Com a morte prematura de Carlos Queiroz e os caminhos diferentes seguidos pelos primeiros Diretores e Redatores, 'A Folha' abandonou seu aspecto mais profissional em troca da natureza política e do amadorismo abnegado de seus quadros.
Onofre de novo ganhou a eleição municipal (1969 - 1973) e 'A Folha' viu-se forçada assumir nova fase no ano XII de sua existência, sob a responsabilidade jornalística de Ernesto Morbi de Souza, direção comercial de Adauto Pires de Souza, e Luiz Ari Berna como redator chefe, com versatilidade informativa agradável, fácil de se ler, com boa e inteira página voltada aos esportes, às vezes duas, notícias regionais, artigos religiosos, crônicas e agrados familiares, destacando esse ou aquele membro, além das matérias políticas.
Retornaria como porta-voz da Prefeitura nos anos de 1973 a 1976, agora com Joaquim Severino Martins, líder político desde o desaparecimento de Carlos Queiroz e a retirada de Lulu Camarinha. 
Desde então 'A Folha' tornou-se apenas aquilo que a Administração queria mostrar, além de servir aos interesses de defesas de correligionários e acusações aos adversários. Os seus gerentes sabiam da força da imprensa escrita e não hesitavam disponibilizá-la em favor do chefe político, mesmo contra companheiros renitentes ou rebeldes.
Com bom ativo financeiro, realmente não era fácil algum outro informativo fazer-lhe frente, e assim o semanário se manteria ao longo de três administrações daquela facção política, praticamente como semanário oficial com opiniões concordes com o chefe do executivo ou sua assessoria.
'A Folha' permaneceria no 'poder' de 1977 a 1982, com o governo de Aniceto Gonçalves, porém entrou em declínio a partir de 1978 quando o líder político, Joaquim Severino Martins, não conseguiu eleger-se Deputado Estadual, apesar de quase 25 mil votos. O Prefeito Aniceto não tinha pretensões políticas e não soube ou não quis prestigiar o grupo político que o elegera.
16. O CENTENÁRIO: 1971
Onofre Rosa de Oliveira, prefeito eleito para o período 1970/1973, e fez surgir o hebdomadário 'O Centenário', nome sugestivo porque pela oficialidade em 1970 Santa Cruz do Rio Pardo completava cem anos 'de fundação'.
Evidentemente tratava-se de jornal vinculado à Administração, editado sob a responsabilidade do Jornalista Benedicto da Silva Eloy, cuja empresa também realizava as impressões.
Apesar desta característica de apoio incondicional ao Prefeito, e para isto fora criado, tratava-se de jornal aberto à expressões diversas, tanto religiosas quanto civis, além de bom informador dos acontecimentos sociais de visão ou alcance mais positivista.
Os números quase todos revelavam preocupações dos governos, estadual e federal com a população, nos campos da educação, saúde, promoção social e transportes. Na saúde, por exemplo, era notória, tanto na saúde pública quando na assistência médico-hospitalar, destacando, assim, "... a batalha que o Brasil vem travando para assegurar ao seu povo saúde e bem estar (Ano I nº 18, 16 de maio de 1971, página 3), ou "A elevação dos padrões sanitários do povo brasileiro insere os objetivos prioritários da ação do Governo do Presidente Médici." (página 2 da mesma edição nº 18).
17. DEBATE: 1977
O Debate teve origem na sequencia do Jornal Furinho, um periódico infanto- juvenil que circulou em Santa Cruz do Rio Pardo, entre 1970 a 1977, feito, mimeografado e vendido, casa a casa, por Sérgio Fleury Moraes.
Aos 17 de setembro de 1977 circulava a primeira edição do, então, decenário Debate, número zero, de feitura artesanal e impresso no sistema ofsete. 
A ousadia deu certa, e logo a tiragem Debate chegava aos quinhentos exemplares - hoje são dez mil deles, com circulação semanal, linha independente e, dita até, atrevida quando nos assuntos políticos.
O Debate circulava sob a responsabilidade do Professor Celso Fleury, pai de Sérgio porque este não tinha maioridade civil. 
Dois anos depois, aos 06 agosto de 1979, Sérgio Fleury Moraes, viria requerer em seu nome a efetiva matrícula do Debate, junto ao Oficial Cartório de Registro de Imóveis, Anexos do Júri, Tabelionato de Protestos e Títulos e Documentos da Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, apresentando o seu Estatuto, competente publicação em Diário Oficial, identificação de endereço, outros documentos de praxe e pertences da empresa, constando, inclusive, impressora própria - a primeira. Estava legalizado e firmado semanário, de credibilidade.
Ao longo de quatro décadas o Debate, assumindo a época do Furinho, construiu sua própria história identificada e amadurecida com o seu Diretor Proprietário, superando todos os obstáculos para se manter no mercado. 
Ainda 'Furinho' e tiram-lhe o mimeógrafo; já Debate, principiante, e proíbem-lhe o uso da impressora que não era própria. Jornal adulto e tentam cassar-lhe a liberdade, um juiz que se sente ofendido e ordena a prisão do Diretor Proprietário, ainda que num canil, e por fim a exigência de indenização milionária que se arrasta na Justiça desde 1995 até os anos de 2010. Esta é uma história de perseguição judicial à imprensa livre que chocou todo o pais, e contada em Observatório da Imprensa (Matéria de 28 de fevereiro de 2001). 
Os acontecimentos que assolaram o Debate e seu proprietário ganharam manchetes dos principais jornais do país, programas de televisão e até a imprensa internacional.
Politicamente imparcial e mordaz crítico de administrações sofríveis e incapazes de convivência democrática, o Debate sofreu perseguições e boicotes, com agravantes destacadas no século XXI quando o Prefeito Municipal (2001/2004 e reeleito 2005/2008) fez mover contra o Debate e seu Diretor Proprietário, no primeiro período de governo, mais de cem processos e quase todos deram em nada, mas conturbaram o caminhar da empresa e dificultaram suas finanças. 
Voltado também à cultura, o Debate experimentou edição da Revista D Mais, encartada mensalmente numa das suas edições, por curto período, inviabilizada pelo custo elevado e diante dos gastos da empresa para livrar-se de processos. Os números da Revista D Mais são disputados por pesquisadores, historiadores e memorialistas.
Outro suplemento, infelizmente encerrado foi o Debate Rural, mas foi mantido o Caderno D como Suplemento Especial e permanece a publicação anual do Debatinho, voltado às crianças escolares.
Rumo aos 34 anos [2011], o Debate tem dado sua contribuição para o resgate histórico santacruzense, publicando e reportando 'descobertas' de novos fatos documentados, além de sua concorridíssima Seção de Cartas, que vem se transformando em Tribuna Livre ou Fórum de Discussões ecléticas, onde até revelados talentos da escrita. 
O Debate é o jornal com maior tempo de existência sob uma única direção e denominação em Santa Cruz do Rio Pardo. Também o único com independência política e livre das influências externas, mantendo a neutralidade das notícias, comportamento adotado desde sua origem, evidentemente amadurecido no decorrer dos tempos, reconhecidamente no compromisso sempre com a verdade.
O Debate teve importantes colaboradores / colunistas em suas páginas, destacando o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso e o Frei Beto.
Foi dos poucos jornais interioranos e engajar-se na 'Diretas-Já' e não poupou críticas à Ditadura Militar.
É possível consultar edições anteriores do Debate, via internet, desde a edição nº 1080, de 16 de dezembro de 2001.
18. SANTA CRUZ NOTÍCIAS: 1983
Onofre Rosa de Oliveira foi eleito, em 1982, para um período de quatro anos de governo de 1983 a 1986 que seria estendido até 1988. Por sua orientação, os principais assessores, Professor João José 'Dedé' Correa e o advogado Dr. Amaury Cesar, resolveram pela criação de um hebdomadário com redação de Hélio Leme Brisola.
Para a legalização do semanário procuraram por Celso Prado, para ser o Diretor Proprietário - enquanto o Dr. Amaury Cesar seria do Diretor, discutindo as diretrizes: seria um jornal com seis páginas sendo: uma para esportes - com matérias produzidas por Hélio Leme Brisola; outra para coluna social ao encargo de Wanderley Ferreira Lopes - o Jaburu, com auxílio redacional de Brisola; duas outras para assuntos da política local, pró-Onofre, sob a responsabilidade de Dedé Correa e Dr. Amaury, com matérias também de Celso Prado e Hélio Leme Brisola.
Uma página estava reservada ao Diretor Proprietário, com liberdade de críticas e ataques a adversários políticos e mesmo companheiros, até ao Onofre, para este desde que o texto discutido e aprovado pela 'censura' - [Dedé e Amaury], e os textos eram amenizados ou mesmo suprimidos. 
O nome escolhido foi Santa Cruz Notícias, e o primeiro número lançado aos 02 de outubro de 1983, sendo Jornalista Responsável o senhor Benedicto da Silva Eloy, da Empresa Editora de Jornais de Ourinhos Ltda, onde impresso o semanário. 
Em 06 de fevereiro de 1984 Celso Prado requeria o registro do jornal 'Santa Cruz Notícia' apresentando os documentos: "Cópia do Estatuto; Cópia do Diário Oficial do Estado - Ineditoriais, 94(023) sexta-feira, 03 de fevereiro de 1984, página 13, onde se acha publicado o estado - resumido; e os documentos de praxe, inclusive do Diretor do Semanário, Dr. Amaury Cesar, e do Redator Chefe o Jornalista Benedicto da Silva Eloy."
O 'Santa Cruz Notícias' apologizava Onofre e centrava críticas aos vereadores oposicionistas, os Arenistas 1: José Carlos Nascimento Camarinha, Pedro Luiz Renófio e Aparecido Rodrigues Mouco. Partindo para a dissidência peemedebista, os ataques foram constantes aos edis José Aldevino da Silva - o Vino, e Antonio Francisco Zanete - o Batatão. 
Eram poupados os vereadores que apoiavam Onofre: 
-Do grupo de Joaquim Severino Martins - Arena 2: Luiz Clovis Maximiano; Aparecida Lima Martins - Dona Mara; Paulo Fernandes Sanches - Paulinho da Farmácia. e Luiz Besson. 
-Do PMDB - os fiéis a Onofre: Roberto Mariano Marsola; Israel Benedito de Oliveira; Luiz Roberto Giacon; Luiz Antonio Tavares - Luizão da Onça; e Aparecido Pereira Borges - Cido Leiteiro.
Mas o jornal não poupava críticas a quaisquer deslizes de companheiros, sendo costumeiras as notas de alertas aos Vereadores Marsola, Giacon, Cido Leiteiro e Luiz Clóvis Maximiano. 
Uma passagem divertida: o Vereador Giacon estava rebelde e propenso a acompanhar Vino e Batatão. Mas Giaon era vereador apenas de voto, nunca havia pronunciado uma palavra na tribuna, e somente dizia “presente” quando da chamada ou verificação de quorum. Certa feita, instado por Vino a dizer que horas ocorrera determinada reunião Giacom disse "Oito horas", e na edição do Jornal saiu estampado: "Giacon fala oito horas na Câmara." Entrou para o anedotário político, e Giacom rapidamente compreendeu melhor seguir o grupo 'onofrista'.
O 'Santa Cruz Notícias', dizia-se, por Prado sabia bater e batia bem, "... chutava a 'medalhinha' ..."
Certa feita Prado e Brizola vinham sistematicamente publicando notícias que não agradavam a SABESP e preocupava Dedé e Amaury. Por conta de uma publicidade vantajosa pela SABESP, foi determinado exclusão do artigo da semana. Prado escolheu charge de um homem sendo sugado por uma torneira e tascou: "Se a água sai pelo cano, em Santa Cruz do Rio Pardo o contribuinte entra ..." e Brizola completou "A imprensa é livre, o articulista não o é.", mas a matéria não foi publicada e o hebdomadário ganhou muitas edições com os informes 'sabespianos' 
Prado lembra de muitas outras histórias políticas, risiveis algumas, dramáticas outras, que aqui não cumprem o objeto da matéria.
Não tardou e o concorrente 'Debate' também tornou-se alvo de ataque principal do 'Santa Cruz Notícias', numa renhida 'batalha' edição a edição, até fevereiro de 1985, quando Prado se desentendeu com a 'Direção do Semanário' e transferiu a titularidade do jornal para Ayrton José do Amaral - Touchê, que o repassou a Inácio de Barros, em 1º de julho de 1986, ocasião em que Wilson Carlomagno assumiu a direção em lugar de Amaury Cesar.
O desentendimento foi acerca de publicidades exigidas de fornecedores, quanto aos valores efetivamente recebidos e as determinações de depósitos, menores, em conta do semanário. À indagação: "Você acha que estou metendo a mão?", ao qual Prado retrucou: "O ladrão, sou eu quem assina os recibos!" Prado deixou o jornal e devolveu a gráfica, adquirida entre cotizadores, para confecção do jornal e prestações de serviços outros. "Foi o fim de um sonho" diria Prado uma década depois, "... mas eu não podia compactuar com aquilo, nem com o pretendido pool das gráficas ..." o que existia antes e ele denunciou existir no Governo Manoel Carlos Manezinho Pereira.
O Santa Cruz Notícias perdera suas características, e em 10 de junho de 1987 é ensaiado retorno de Celso Prado ao comando do semanário, com assinatura de transferência, mas as exigências de Prado não foram aceitas.
Numa ação indenizatória movida pelo 'Debate' contra a Municipalidade por perdas e danos de publicações de editais do qual excluído (Processo 26/1984 - 1º Cartório Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo), a Prefeitura colocou toda a carga contra o Jornal Santa Cruz Notícias que "... foi causador do 'prejuízo' alegado." que, portanto, não poderia ela ser condenada e nem o prefeito responsabilizado pela "... inexistência juridica do Jornal que passou a divulgar seus atos". 
A Prefeitura fez juntar cópia de documento assinado por Celso Prado, que este reassumira o Jornal, em 10 de junho de 1987. 
Tratava-se de cópia daquele acordo que não prosperara, mas do qual uma cópia extraída antes do original ser destruído (Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo, Declaração de 26 de maio de 1988, assinada pelo seu Presidente, Dr. Luiz Antonio Tavares).
Prado reassumiu então a Santa Cruz Notícias e requisitou da Municipalidade todos os documentos referentes a editais e informes publicitários publicados no 'Santa Cruz Notícias', período de outubro de 1983 a agosto de 1988, das participações do hebdomadário nas contratações de serviços do gênero, dos valores pagos, qual pessoa representava o semanário nestas ocasiões, e em nome de quem emitido os cheques pelos serviços prestados. Ao mesmo tempo requereu os documentos fiscais do Jornal, a conta bancária - com depósitos consideráveis e as retiradas injustificadas, e, assim um escândalo prestes a surgir num ano eletivo em que Onofre pretendia fazer o sucessor.
A Prefeitura, pelo Jurídico, comprometeu-se assumir sua responsabilidade e isentar o 'Santa Cruz Notícias' no processo movido pelo Debate. 
Em maio de 1988 Prado recebeu original de documento, amassado e descartado no lixo, com data de 25 de novembro de 1987, comprobatório que o Jornal Santa Cruz Notícias continuava propriedade de Inácio de Barros - Diretor Proprietário, Benedicto da Silva Eloy - ainda o Jornalista Responsável, e Geraldo Peres Generoso assumia a Direção em lugar de Wilson Carlomagno, então falecido. 
O próprio Generoso Peres, em sua 'Bio-Biografia' (Virtualbooks, Revista Agulha - Jornal de Poesia, SD: 3 de 18) anota que foi "Diretor Responsável do Jornal SC Notícias - Sta. Cruz do R. Pardo.", que em outra época não poderia ser senão aquela assinada e apresentada, a coincidir ou não com o período em que o mesmo foi Assessor de Comunicação da Municipalidade local e Vereador em Ipaussu - legislatura informada em mesma fonte, de 1983 - 1988.
Prado, de posse dos documentos que lhe interessavam, fez encerrar, de vez, o 'Santa Cruz Notícias', em 1988.
20. 2010: SANTA CRUZ NEWS - EM CONSTRUÇÃO
Os primeiros jornais eletrônicos surgiram no final dos anos 1990, com a grande imprensa disponibilizando em conexão as principais e últimas informações do dia, e o assinante tinha acesso integral à versão eletrônica. Aparentemente os grandes diários não tinham algum novo negócio eletrônico, apenas facilitavam acesso à mão a qualquer momento, dando inclusive acesso parcial aos noticiários e acontecimentos do dia.  
O número de leitores eletrônicos superou as expectativas, e já em 2010 alguns dos grandes jornais deixaram a impressão em papel para edições apenas via internet. Para os especialistas um dia todos os jornais serão eletrônicos.
No interior os hebdomadários começaram publicar  notícias urgentes e últimas como chamariz para o leitor na edição seguinte. 
Em 2001 o Debate, em Santa Cruz do Rio Pardo, tornou possível o acesso integral às matérias, vinte e quatro horas após a distribuição do convencional. Foi um sucesso.
Alguns anos depois surgiu em Santa Cruz um jornal genuinamente eletrônico, o 'Santa Cruz News', dos radialistas, Adriano Ferdin e Claudio Antoniolli, voltado às informações jornalísticas do dia a dia, distinguindo-se da pessoalidade até às vezes informativa dos blogs.
O 'Santa Cruz News', além da identificação informativa profissional dos acontecimentos, também apresenta propósito comercial, através de anúncios.
A evolução do 'Santa Cruz News' é notória, e já transmite sessões do legislativo em tempo real, ou quase, quando de outras notícias - tipo repórter de rua. Transmite ao vivo as realizações esportivas, as entrevistas, e depois as mantém disponibilizadas para acessos.
O sócio Adriano Ferdin "... conta que a ideia da criação do 'Santa Cruz News' foi dar ao leitor a informação na mesma velocidade que é veiculada no rádio, mas com a opção da notícia ser atualizada quantas vezes forem necessárias. 'O rádio é tão ou mais veloz que a internet. Mas a notícia veiculada nas FMs ou AMs não volta, enquanto na internet está sempre à disposição do leitor’, avaliou." (Debate, 1544, 7 de novembro de 2010). 
B)  ALGUNS PEQUENOS JORNAIS
São muitos os jornais menores que circularam em Santa Cruz do Rio Pardo, quase sempre vinculados a alguma agremiação e centrada num editor. Uns não passaram de edição única, outros foram intermitentes, e quase todos desapareceram sem deixar nenhum exemplar como prova de existência e condições de saber sua linha de conduta. 
Destes informativos menores, alguns certamente independentes, foram sufocados, outros apenas sonhos desfeitos. Dos exemplares que chegaram aos dias atuais, por páginas ou referências, são lembrados: 
-O Grulha: 
"Órgãm crítico, humoristico e noticioso", surgido em 09 de fevereiro de 1919, sob a direção de Pedro Totti e diversos colaboradores, com redação à Praça da República [Deputado Leônidas Camarinha] nº 17. Outro dos responsáveis pelo 'O Grulha' foi o Capitão Sérvulo de Oliveira, encarregado do recebimento de assinaturas.
Tratou-se de hebdomadário social juvenil, inteiramente voltado para sua época, mencionando pessoas da sociedade, sem a preocupação dos acontecimentos políticos e administrativos, conforme sua própria apresentação:
-"Não sei porque me intitularam de Grulha! Por pretender ser falador, creio não ser razão plausivel, pois, não ha quem fale mais do que o Agripino quando discute, principalmente da meia noite para o dia, e ainda não lhe deram tal alcunha."
-"Porem, já que assim me denominaram, assim seja, isto é, 'O Grulha', que tem por fim provocar o riso de todos pisando nos calos das exmas. senhoritas e dos senhores senhoritos desta cidade, sem, porem, para evitar paù, ferir o amor proprio de quem quer que seja."
-"(...)." - (O Grulha, ano I nº 1, 9 de fevereiro de 1919, página 1).
-A Alavanca: Informativo do Sport Clube Santa Cruz, reportava as atividades internas da associação, comentava sobre os membros, e era aberto às pequenas notícias de interesse geral, como as lembranças de reuniões e festas comemorativas.
A circulação semanal de 'A Alavanca', nos anos de 1910, estava sob a responsabilidade de João de Pádua Fleury, então ainda jovem e que gostava de escrever e meter-se em assuntos políticos, cujas lembranças ditam-no contestador notório. 
O nome 'A Alavanca', o endereço fictício - 'Rua Mistério', parece evocar a Maçonaria, onde 'a alavanca' é o instrumento símbolo usado ao lado de uma 'régua' para o significado que 'toda força deve ser prudentemente medida' para as superações das dificuldades, ou mover - tirar do lugar, os obstáculos. 
O pequeno semanário tinha diversos redatores, assim informam, mas o grande destaque foi mesmo Pádua Fleury, que alguns anos depois encabeçaria 'O Trabuco', semanário que circulou por algum tempo, a partir de 14 de junho de 1921, com a autorização do prefeito Antonio Evangelista da Silva, Tonico Lista, então autoridade (prefeito) a quem competia o deferimento ou não de registro. Lista deu despacho favorável à circulação do Trabuco, órgão que lhe seria sistemática oposição.
-A Colmeia: Afeto à vida estudantil, nos anos de 1920, e feito para esse público, estimulado pelas causas em comum dentro de uma Escola.
-O Invisível: Iniciado e maio de 1927, redacionado por J. Martins e O. F. dos Santos, crítico, humorístico e literário, disputando espaço e qualidade com o contemporâneo denominado 'O Martelo'. 
-Garoto: Surgiu como suplemento infantil vinculado ao semanário 'A Cidade', com circulação iniciada em 1935. Apesar da proposta de circulação tratava-se de órgão bastante politizado e polêmico, por exemplo, "O manifesto ao povo livre e consciente de Santa Cruz", matéria nada infantil, nem mesmo infanto-juvenil. 
-Gazeta Estudantina: "(...) jornal dos alunos da então Escola Normal e Ginásio Estadual de Santa Cruz do Rio Pardo." - (Professor José Augusto Dias - Debate nº 1586).
-Alvorada: Um dos melhores informativos estudantis de Santa Cruz do Rio Pardo, 'Alvorada' era o mensário da Escola Normal Livre - Colégio Companhia de Maria, nos anos de 1950, cuja redação  composta e dirigida apenas por mulheres - Maria Antonia Botelho, Alice Caiado, Nair Queiroz, Diva de Souza Amaral Costa, Maria Alice Pereira e Maria Alice Botelho, sob orientação de Clio D'Angelo Aloe.
Fortemente cultural com tendência religiosa não exacerbada, o mensário não se prendia aos limites da escola, e, apesar da 'Comissão de Redatoras' e a 'Orientação' da Professora Clio, também era dirigido ao público masculino.
-O Lanterna: Iniciou suas publicações em 1972, com os talentosos Walney Pimentel, e Gonçalo L Melo. Para alguns 'O Lanterna' foi o melhor e o mais inteligente jornal santacruzense, e tinha colaboradores consagrados, como o Professor Wilson Gonçalves - o Jacinto Q. Torra, que depois emprestaria seu brilhantismo ao 'Debate'. 
Para outros, a despeito do talento de seus editores e qualidades dos colaboradores, era um jornal sem identidade própria, forjado na direita apoiadora do regime militar que se instalara no Brasil desde os anos de 1964.
Independente disto era um jornal apresentável e bastante noticioso, que trazia duas colunas bastante apreciadas: a 'Bigorna de Ouro', e a do 'Zé Resposta'. 
Anunciava o jornal concorrente, 'A Folha', não se afinava e nem criticava o governo local, mas sua simpatia pelo regime militar não passava desapercebido, conforme observado na matéria "9º Aniversário da Revolução de 1964":
-"(...)."
-"Foi editado um Ato Institucional, que conferiu ao Executivo poderes extraordinários."
-" - 'Este ato do Supremo Comando Revolucionário, era uma resposta nova à crise de autoridade política que se evidenciava no Brasil desde os meados da década de 1950'. O Ato Institucional era, pois, nova e decisiva resposta à manifesta incapacidade do Executivo brasileiro de exercer a necessária autoridade. No dia 11 de abril, de acordo com o que estipulava o Ato Institucional, foi eleito, pelo Congresso Nacional, o novo presidente da República, general Humberto de Alencar Castelo Branco, que transferido para a reserva com o posto de marechal, foi empossado a 15 de abril de 1964."
-"Começa neste ano o despertar o gigante que hoje marcha em passos largos. Após o presidente Castelo Branco, seguiu o general Arthur da Costa e Silva e hoje o general Emílio Garrastazu Médici, todos trabalhando na construção de um novo Brasil, Brasil da Transamazônica, Brasil das 200 milhas, Brasil da Petrobrás, este Brasil de todos nós que confiramos no seu desenvolvimento." (O Lanterna - ano I nº 22, 30 de março de 1973, página 1). 
Assumia essa condição. 
-Furinho: Sempre no afã em divulgar furos jornalísticos, Sérgio Fleury Moraes com apenas treze anos de idade, fundou o Furinho, em 1973, que evoluiu e deu ao seu diretor a condição prática de fundar o Debate.
-O Galo: Criado em 1974 com finalidade política, a favor de Claudio Catalano, candidato a prefeito pelo então MDB - depois seria PMDB. Apesar da inteligência e brilhantismo na área social, Catalano perdeu a eleição e faleceu pouco tempo depois, em 1978. 
O Galo foi um semanário - formato tabloide surgido para ser grande e porta voz político do Movimento Democrático Brasileiro, MDB, depois PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), e que tinha tudo para dar certo, bem equipado, inclusive dono da própria impressora off set. No entanto, foi apenas comunicador partidário, com uma página voltada ao esporte local, sendo as demais matérias transcritas de seleções diversas.
Tinha alguns anunciantes e publicava editais forenses.   
-L.A.V. em Notícias: Folha estudantil fundada em 1992, como Órgão Informativo da Escola, sob a Coordenação Geral dos Professores da Área de Comunicação e Expressão da EESG (Escola Estadual do Segundo Grau) 'Leônidas do Amaral Vieira', tendo como colaboradores os: Diretor, Professores e Alunos da Escola. Não se prendia apenas ao meio, publicando notícias de esportes, saúde, assuntos religiosos, culturais e sociais.
Uma das principais qualidades do 'LAV' era debater temas polêmicos, por exemplo, "A vida do Professor Rumo ao Século XXI - Crime de lesa-pátria", criticando o sistema educacional brasileiro: 
-"A educação nos nossos dias apresenta-se decadente, falida, desestruturada e menos - prezada por toda sociedade. Vários fatores contribuíram para que a situação chegasse a esse ponto. O professor, antes de tudo, vem sofrendo com o estrangulamento das classes sociais e, principalmente, perdeu de vista o seu objetivo principal que é difundir a cultura." (LAV, ano III nº 1, página 2, artigo assinado pela Professora Maria da Graça Garcia Ribeiro, julho de 1995, página 2).
II - IMPRENSA FALADA
1. EMISSORAS DE RÁDIO
1.1. SOCIEDADE RÁDIO DIFUSORA SANTA CRUZ LTDA
Ao final de seu governo municipal, Leônidas Camarinha pretendia a Assembléia Legislativa e, para isso precisava de grande votação em Santa Cruz do Rio Pardo, seu reduto eleitoral. Vinha investindo em publicidade desde o início de seu governo, financiando em parte edição do livro 'Cidades que Renascem' - do autor Leo Azeredo, ou com investimento no Semanário 'A Cidade', de 1939 a 1941, com Celso Augusto Lucante, depois com Renato Taveiros, sendo que, para tal veículo de comunicação deu-lhe, numa aparente desvinculação da administração pública, a retroatividade desde 1909 - 'Cidade de Santa Cruz'. 
Em 1946 Leônidas foi o fundador da 'Sociedade Rádio Difusora Santa Cruz (ZYQ-8)', a emissora pioneira em Santa Cruz do Rio Pardo, colocando sócios o comerciante João Queiroz Junior e o bancário [gerente] José Antonio Ramos, com endereço à Rua Conselheiro Antonio Prado, local onde funcionara o Grêmio Santa Cruz e depois o Clube dos Vinte.  
Coincidentemente no mesmo prédio funcionou o primeiro aparelho de rádio receptor em Santa Cruz do Rio Pardo, em 1928. 
Foi acontecimento ímpar na história santacruzense, a população acompanhou passo a passo as adaptações do prédio, as instalações de aparelhos e a torre. As visitas eram agendadas e muitos contribuíram com doações de discos 78 rotações para a discoteca da emissora.
Após o caráter experimental foi autorizado funcionamento regular, com inauguração oficial aos 15 de maio de 1949 (Debate, 1199, 28 de março de 2004, Caderno D – 1ª). José Eduardo Piedade Catalano e Benedito Camarinha Machado, foram os primeiros funcionários registrados pela emissora, em 1948, ambos responsáveis pelas transmissões da emissora. Catalano, ainda em 2010 e com certeza de continuação, respondia por programa diário, sendo um dos mais antigos brasileiros prestador de serviços de locução numa só emissora.
A efetividade da emissora fez cessar os serviços de alto-falante na praça atual Leônidas Camarinha.
Eminentemente 'chapa branca - vinculada ao poder público municipal' fundada por político e a ele subserviente, posteriormente tornou-se 'propriedade' do comerciante e político Carlos Queiróz, genro de Leônidas Camarinha, e filho de João Queiroz, mantendo a mesma finalidade política, além de informativa.
A empresa obteve licença para operar FM - frequência modulada, a Rádio Alvorada FM, e utilizou equipamentos para transmissões externas, na fase experimental, mas o funcionamento comercial mostrou-se desinteressante na época.
Carlos Queiroz fez fundar, adrede à emissora, o Clube Social denominado Umuarama Rádio Clube. No final de seu governo Queiroz repassou o controle da emissora ao José Cezário Pimentel, por cem mil cruzeiros – dinheiro da época, em vinte prestações mensais de Cr$. 5.000,00, numa 'negociação' batizada de 'armação', não aparecendo o mais o nome de Carlos Queiroz, nem do outro 'dono', Joaquim Severino Martins. O filho de Pimentel era casado com a filha de Queiroz.
Queiroz morreu pouco depois, em 08 de outubro de 1969. Segundo sítio eletrônico oficial da emissora: "Com a morte de Carlos Queiroz, assumiram a empresa seus filhos Carlos Antonio Camarinha Queiroz e João Queiroz Neto." (Rádio difusora Santa Cruz – Nossa História, 2005).
A Rádio Difusora não ia bem administrativa e financeiramente, precisando de 'um dono' com dedicação exclusiva, e, em 1974, Joaquim Severino o encontrou em Amerquiz Julio Ferreira, pessoa certa para 'tocar' a emissora. Necessitava, também, de dinheiro para modernização e manutenção da empresa e, assim, outro sócio ideal, o gerente de banco Clóvis Guerra.
Amerquiz J Ferreira, conforme conhecido, era gerente das Casas Pernambucanas – filial Santa Cruz do Rio Pardo.
Durante muitos anos Amerquiz foi considerado o 'dono' da Rádio Difusora, sempre à frente em todos os momentos de sucessos e dificuldades, inclusive enfrentando concorrências de emissoras clandestinas. Segundo Amerquiz J Ferreira, em entrevista ao Jornal Debate (edição 1185, 21 de dezembro de 2003 – Cidade: 19e): "Cheguei a conviver com oito ‘piratas’ o que me prejudicou muito."
Em 23 de março de 2004, após acerto com os sócios, Amerquiz desfez-se da emissora a favor dos radialistas Odelair Ferdin e Pedro Donizete Dias, gerente da rádio Cabiúna de Bandeirantes (PR), por compra.
A dupla Ferdin e Donizete Dias imprimiram novo dinamismo à empresa que se mostra de grande sucesso e audiência elevada em toda sua rede de programação, mantendo estreitas relações com o poder público municipal, com notória submissão ao ex-prefeito Adilson Donizeti Mira (2001-2008).
Adilson Donizeti Mira chegou a vetar entrevista - direito de resposta do diretor-proprietário do Jornal Debate: "a emissora decidiu não veicular a gravação após visita do prefeito Adilson Donizeti à sede da Difusora. A rádio possui profissionais na folha de pagamentos de fornecedores da prefeitura - entre eles o comentarista político -, fato que fere o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros." (Debate, 1428, 17 de agosto de 2008, página 1 – "CHAPA BRANCA" — Gravação feita na própria emissora não foi levada ao ar).
3.2. RÁDIO MORENA FM
Fundada pelo empresário Edson Marreiro, em 1995, em Frequência Modulada 99,9, sem registro oficial, embora contando com o beneplácito das autoridades locais, especialmente em âmbito político, enfrentou problemas com os órgãos fiscalizadores
Em constantes e desgastantes processos jurídicos, a emissora sempre funcionou clandestinamente ou com liminares obtidas na Justiça Federal. 
Teve ordem de despejo por falta de pagamento de aluguel (Juizo de Direito Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, Processo 539.01.1999.001052-4/000001-000 - nº ordem 167/1999).
Em 2009 a emissora foi fechada pela Polícia Federal, diante da ausência de autorização oficial de funcionamento (Debate, 1494, 22 de novembro de 2009, Cidade: 06).
Duas semanas após o fechamento a emissora voltou a funcionar, transmitindo músicas sertanejas, informando que o fechamento pela Operação Anatel e Polícia Federal havia sido equivocada: "O delegado da Polícia Federal de Marília, dr. José Navas Júnior, disse que, desde o fechamento da emissora, em novembro, recebeu dezenas de emails relatando que a emissora havia voltado ao ar. Segundo os emails, a emissora anunciava que a operação da Anatel e da Polícia Federal teria sido 'um equívoco' e que a emissora voltaria ao ar amparada por documentos." (TudoRádio.com, Pirataria: Anatel fecha emissora clandestina em São Paulo, edição de 15 de março de 2010).
Em verdade a empresa procurava transferência social, ou de dono, afirmando novos proprietários, sem identificá-los.
A Polícia Federal retornou a Santa Cruz, com Dr. Navas à frente, para conferir denúncias e documentos, mas e emissora estava 'abandonada', com transmissões por meio de computador, e não localizados os proprietários foram apreendidos os diversos equipamentos, e depois disto a emissora não mais operou na cidade.
'TudoRádio.com' informava, ainda, naquela sua edição: "Segundo o delegado [José Navas Junior], o próximo passo é identificar o real proprietário da emissora, já que a pessoa que está registrada na Anatel não confirma a propriedade da emissora. Navas informou ainda que a emissora funcionava com base em uma liminar que permitia seu funcionamento. Porém, a rádio já havia sido lacrada outras quatro vezes durante os 15 anos que permaneceu no ar." (Edição de 15 de março de 2010).
Nos tempos de funcionamento regular, ainda que ilegal, foi a melhor emissora informativa, esportiva, política e cultural de Santa Cruz do Rio Pardo.
3.3. ALTERNATIVA FM 104,9
A emissora "... 104FM + Alternativa foi inaugurada em 24 de junho de 2006, - em 104,9MHz - potência de 25 Watts. ZYU 685 - Canal 285 – emissora de Radiodifusão Comunitária em Santa Cruz do Rio Pardo, Estado de São Paulo. Possui programação voltada para o público adulto contemporâneo." (104 FM + Alternativa - A Rádio, histórico em sítio eletrônico). 
Funciona sob a regulamentação das rádios comunitárias, tendo sua primeira diretoria formada, entre outros, por Aurélio Alonso, Moretti, Netinho e seu irmão Tony Junior. 
3.4. RÁDIO BANDEIRANTES FM
No início dos anos de 1990 o Governo Federal – Collor de Mello anunciou concorrência para concessão de emissora FM para Santa Cruz do Rio Pardo, com vários grupos interessados, inclusive políticos.
O ex-prefeito Onofre Rosa de Oliveira era um dos pretendentes ao lado da vereadora Marizilda Martins Camilo de Lima.
Entre outros pretendentes destacavam o agro-pecuarista Aloysio Pinheiro Guimarães, e o jornalista Amerquiz Júlio Ferreira, então sócio-proprietário da Difusora AM. Com o fim do Governo Collor, a concorrência foi cancelada por ordem do Ministro das Comunicações, Sérgio Motta. 
Com abertura de nova licitação, em 2000, novos grupos se formaram para a concorrência, mantendo-se o grupo da AM Difusora pelo sócio Amerquiz, a empresa jornalística responsável pelo Jornal Debate, o empresário Eduardo Pereira Lima, o empresário Ricardo Magdalena vinculado ao político Milton Monti (PMDB), e a Empresa Real Cafelândia FM – ME, representada pelo empresário José Carlos Hernandez, de Araçatuba, que se sagrou vitoriosa.
A Real-Cafelândia FM-ME 89,1 sob identificação a Rádio Band FM de Santa Cruz do Rio Pardo apresentou seus dois sócios radialistas, José Carlos Hernandes e Jorge Vinicius, e  teve seu início em 17 de julho de 2006: "Foi nesse dia que a Band FM iniciou oficialmente, às 15h,11, a retransmissão da programação da Band FM para Santa Cruz do Rio Pardo e região." (Debate, 1320, 23 de julho de 2006, Cidade, página 06). 
Em 2010 anunciava-se direção assumiu controle da Band FM a partir de 2011.
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