SatoPrado - coletâneas

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domingo, 4 de abril de 2010

DE ONDE OS CAMPOS E AS MATARIAS DO PARDO

1.  REGIÃO DENOMINADA SUL PAULISTA
Cópia de antigo mapa cedida por Marciano Aparecido Nantes
Em 1886 o Mapa da Provincia de São Paulo, elaborado pela Sociedade Promotora de Imigração, menciona 'Terrenos Despovoados'  para todo imenso sertão, entre os rios Tietê e Paranapanema, adiante da atual Estância Climática Campos Novos Paulista, ao rio Paraná.
Quase duas décadas antes, a Carta Geográfica de 1868 para a Província de São Paulo, trazia a célebre advertência para os  'Terrenos Desconhecidos', desde os cursos das águas dos Jacuí e Guareí, nas antigas divisas de Botucatu, da margem do Tietê à do Paranapanema rumo às barrancas do rio Paraná.
As duas referências surpreendem, quando já se sabia dos primeiros assentamentos jesuíticos, às margens do Paranapanema iniciadas em 1608, assinaladas no mapa espanhol 'Paraquaria'; além dos arranchados - oficialmente reconhecidos, ao longo de caminhos tropeiros, religiosos e militares (1771/1772), uns e outros compreendidos desde 1719, além do rumo pré-colombiano Peabiru, do Atlântico ao Pacífico, todos a tomar o Vale Paranapanema, ou parte dele, por corredor de passagem àqueles que ousavam demandar o sertão, por qual razão a estranha adversão 'terrenos Desconhecidos ou Despovoados' priva-se, até, dos fundamentos. 
O argumento completa-se com os estudos e levantamentos topográficos preliminares, de toda bacia Santo Anastácio e partes do extremo oeste paulista, estão inseridos em mapas a partir de 1770; enquanto a Serra Botucatu, com as nascentes de seus principais rios para as margens do Paranapanema, aparecem com detalhes no mapa espanhol de 1756, 'Carta do Paraguai e dos Paises Vizinhos', elaborado pelo Padre Pedro Francisco Xavier de Charlevoix.
-A Serra Botucatu aparece primeiro nos apontamentos do entradista Antônio Bicudo, em 1620, com indicativos e descrições, inclusive adjacentes, depois transpostos em cartas geográficas como referências para bandeirantes e entradistas.
Das regiões da Serra dos Agudos, Lençóis [Paulista] e terrenos para as margens do Tietê, os primeiros estudos constam de 1737, conforme relatório da Comissão Geográfica e Geologia do Estado.
Então questiona-se: "(...) que causas podem ter actuado para fazer com que os paulistas deixem figurar como terrenos desconhecidos, no mapa geographico, tão rica e grande extensão de seu territorio?" (Dr. Jaguaribe Filho, 'O Sul Paulista', 1885, apud Correio Paulistano nº 8792, Ano XXXII, 11 de dezembro de 1885: 3).
  • Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, cearense de tradicional família brasileira, fazendeiro em Rio Claro - São Paulo, profundo conhecedor do Vale Paranapanema.
O ideal para melhor compreensão estaria nalguma alguma obra da época, ou próxima dela, que tratasse destes assuntos e das justificativas, nisto a situar-se eficaz a transcrição do trabalho 'O Sul Paulista', do Dr. Jaguaribe Filho, que teve publicação seriada pelo Correio Paulistano, em sete capítulos, apresentados aqui com a máxima fidelidade possível, dada às péssimas condições dos exemplares e os meios para sua leitura, em microfilmes do Arquivo do Estado [de São Paulo], cedidos pela servidora pública Maria Helena Cadamuro, responsável pelo Museu Municipal de Chavantes - SP.
À obra, mantida a grafia original, com destaques em itálico, pelos autores, e as palavras colchetadas para aquelas não legíveis, porém aproximadas e que, a juízo, dão sentido ao assunto. 
1.1.  PRIMEIRA CARTA
"Cartas do sertão"
-"I"
-"O Sul de São Paulo"
-"Amigo sr. Redactor"
-"Uma das questões que mais podem interessar no presente e no futuro desta grande provincia, é o estudo das mais ricas regiões de seu território, que por causas diversas ficaram occultas á energia e actividade dos paulistas, os quaes tendo levado o seu espirito de iniciativa e de dominio até Piauhy, entretanto deixaram abandonado uma extensão enorme de riquissima terras roxas, onde abundam mattas frondosas, altas serras e campos, sem rival em toda provincia, sendo alliás estas terras sempre [candidas] entre os dois maiores rios de S. Paulo, e participam da riquesa do valle do Paraná, que há apenas algumas semanas, foi descripto pelo illustrado dr. Derby com o [trato] rios do Brazil." 
-*Orville Adalbert Derby, geólogo e geógrafo estadunidense (nascido em Nova Iorque, 23/07/  1851) naturalizado brasileiro, fundador e dirigente da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo (1886-1904) e o Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. Faleceu no Rio de Janeiro aos 27/11/1915).
-"É portanto aquella região uma das que estão destinadas a ser transformadas pelos elementos da civilização, de modo a poder ser o emporio da riqueza e da população frugal e laboriosa de S. Paulo."
-"Que causas podem ter actuado para fazer com que os paulistas deixem figurar como terrenos desconhecidos, no mapa geographico, tão rica e grande extensão de seu territorio?"
-"Que motivos actuaram os estimados administradores da provincia, para esquecerem aquella região, sem duvidas uma das mais faceis pelas communicações em grande extensão [de area agricola], porque tem rios navegaveis que as margeiam?"
-"Taes são os assumptos que queremos estudar e desenvolver, pois se nos [afigura] que assim como a natureza esconde em seu seio os brilhantes e os metaes preciosos, como que, querendo provar que o valor delles provém de trabalho e das difficuldades de se achar, assim tambem quiz a Providencia que esta terra paulistana, que occupa a primasia entre as provincias, para maior incentivo e [amolação] de seus filhos e habitantes, somente depois de uma [epocha] em que a população [onde] industriaes e os capitaes accumulados, pudessem abrir novos horisontes á felicidade de S. Paulo, pudesse attrahir para as margens do Paranapanema, o [concurso] generoso de toda as energias, produzindo-se assim uma nova era de arrojados [commettimentos]."
-"São os terrenos desconhecidos de S. Paulo coberto de mattas frondosas, altas serranias, tendo, logo após as mattas virgens, que cobrem as margens do Paranapanema, campos magnificos, com a singularidade de serem todos muito bem fechados, de mais que muitos delles, apenas dão entradas por estreitas aberturas feitas nas mattas que os rodeiam."
-"Esta caracteristrica além do belo aspecto que tem se distingue as regiões do sul de S. Paulo, permitte o desenvolvimento da creação de gado de raça, pela facilidade com que junto a cada campo se póde formar capinzaes novos, pois com estes, os campos, só por si, não criam, porque a regularidadedo clima apressa o amadurecimento das varias qualidades de capins, de modo a tornarem-se depois das geadas do mez de Agosto, imprestaveis a boas nutrições dos animaes."
-"Os mappas de S. Paulo não dão idêa exacta de que sejam os terrenos desconhecidos, e hoje elles estão sendo invadidos por homens energicos, e conhece-se quase todo o terreno e os numerosos rios, dos quaes nos occuparemos em outras series."
-"O rio Paranapanema, cuja ultima parte do nome na lingua indigena quer dizer [com] peixes, nasce na serra do mar nas contravertentes de aguas do rio Iguape, despeja no Paraná, tendo-se na margem esquerda os afluentes Itapetininga e Pardo reunido ao Turvo e Guarey e [São] José reunido no Santo Ignacio, e o rio Taquara, o rio dos Veados, o rio da Inhuma, o rio Laranja Doce (1), pela direita o Apihay, Taquary, Itarare reunido ao Rio Verde, e o rio das [Cinsas] reunido ao Rio do Peixe e o Tibagy que vem em rumo N.O. O rio Pirapora entra quasi paralelo com este ultimo. No Salto de Pirapora ha uma depressão estavel para o lado do Tibagy. Neste lugar o saudoso Barão de Antonina mandou fazer uma casa, por quem foram encontrados vestigios de grandes edificados, talves dos tempos dos jesuitas, e meu amigo Coronel Thomaz Prestes ahi esteve, e informou-me da existencia de uma arvores chamada Chimbura (da familia das Acacias) a qual media 5 palmos de diametro, e nascera nas ruinas de uma antiga casa cujas portas são por ella enlaçadas. Vê-se alli telhas velhas enterradas, e vestigios de grandes edificios."
-As margens do Paranapanema são contadas a partir da foz rumo às nascentes - Notas dos Autores.
-"A margem esquerda do Paranapanema é a que interessa a S. Paulo, porque depois da foz do rio Itarare toda a margem direita pertence ao Paraná."
-"Os terrenos devolutos, no do Estado são ainda em grandes extensões, mas desde os Campos Novos até, trinta legoas adiante nas margens do rio [Cuiabá] rio pouco conhecido, os terrenos estão tomados por diversos possuidores."
-"Estes ultimos terrenos até onde se tem chegado, pertencem aos herdeiros de João da Silva, e ficam na margem do ribeirão do Cuiabá, onde ha indios pretos em grande abundancia."
-"São Paulo, 10 de Dezembro de 85"
-"Dr. Jaguaribe Filho"
(1) (Laranja Doce) - Estes ultimos rios não vêm nos mappas, foram descobertos ultimamente. Do Rio Inhuma até as margens do Paraná, parece que todas as aguas correm para este grande rio. O rio dos Peixes parece ser o mesmo que em sua foz no Paraná, é conhecido por Aguapéhy."
(Correio Paulistano, Ano XXXII nº 8792, 11 de dezembro de 1885: 3).
1.2.  SEGUNDA CARTA
"Cartas do Sertão"
-"O sul de S. Paulo"
-"II"
-"Parece certo que o trabalho que mais mobilita o homem, é aquelle que directamente provem das conquistas, de modo a transformar a superficie do solo improductivo, em fortes activas das industrias diversas, que fazem a riqueza de uma provincia."
-"Esta inclinação natural do homem que procura dominar a natureza da qual elle é parte, constitue o maus difficil, porém, tambem a mais util das manifestações da força do homem, e S. Paulo, tem, devido a ella, a superioridade de seus commettimentos, pois, é certo que o individuo reflecte a terra e o lugar em que viver, do mesmo modo que este lugar será grande ou pequeno, conforme a indole e capacidade de seus habitantes."
-"Em parte, se deve attribuir á resignação e á actividade dos homens do sul, a consciente crença em que vivem, de que o valor do homemm provem-se do trabalho e da influencia que elle possa exercer entre aquelles que o cercam. O homem do sul, é assim, nada quer para si, nada pede, e chega a esquecer-se que, sendo um dos factores da riqueza de São Paulo, deve, tambem, ser interessado na fiscalização das rendas e applicação das despesas na provincia."
-"Os habitantes do sul, na zona comprehendida entre Sorocaba e os limites do Paraná, ao sul, e as margens do rio Tieté, ao oeste, são uma frugalidade e actividades notaveis, não tem os habitos de luxo, nem conhecem os defeitos da hypocrisia, francos, lhanos, aparecem taes como são, e têm esta boa fé que é pedra de toque do caracter sincero, mas não póde, facilmente, ser dirigida para os tortuosos caminhos, que muitos pensão poder dirigir à fins inconfessaveis. Dahi provem uma natural desconfiança, que é o reflexo da prudencia. Os homens, naturalmente, se inclinarão a crêr no que lhes dizem, mas, as lições da experiencia são sempre as mais proveitosas, e as desillusões obrigam a uma prudente e cautelosa reserva, que constituem [cada] um dos caracteristicos dos paulistas, e sendo, entretanto esta qualidade muito menos generalisada no sul da provincia."
-"Muitos annos hão de ser precisos para que se venha a dar no sul de S. paulo, a importancia que ha de vir a exercer nos destinos desta terra privilegiada, porque dos res periodos diversos com que a civilização progride em sua marcha triumphante, que vem a ser: 1º o estado pastoril; 2º o agricola; 3º o commercial e industrial; é, aquela zona, a que se acha em plena phase de exploração pastoril. Tem magnificos campos, abundantes mattas cortadas de mananciaes, a uberdade do solo, o clima ameno, convidam a vida primitiva. O systema das derrubadas dos mineiros, que, ao principio, nos pareceu selvagem, é o adaptado para inicio da industria pastoril."
-"Vê-se realmente desde Tatuhy, até onde tem entrado o trabalho humano, immensas derrubadas, grandes creações de porcos. Os homens mais intelligentes, aquelles que preparam futuro, estes porem, dão gratuitamente suas matas ao machado devastador do empleiteiro que as quizer derrubar com o auxilio dos sub empleiteiros, com a condição de plantarem, nas roças de milho, o capim fino. O Preço das sub empleitadas do capim cujo plantio, como o do milho e outros cereaes é feito com chaço, regula 6$ a 8$ por alqueire."
-"Feita a plantação dessa graminea, todo trabalho futuro pertence ao fogo, favorecido pelas geadas, que lhe prepara o alimento creando os depositos."
-"São assim formados os capinzaos, que cobrem largas superficies nas margens do Paranapanema, onde a familia Camargo, que foi representada pelo finado Coronel Fortunato, apossou-se, a titulo legal, de uma area maior de 16 leguas em quadra, no municipio de Faxina."
-"A posse das terras, constituidas em grandes fazendas de creação, não impede o desenvolvimento da industria pastoril, o que convém é o desenvolvimento do gado, de raça, gado hollandez e tourino, que é o que se acommoda perfeitamente no sul de S. Paulo."
-"A creação de porcos, prepara a creação do gado, e deixa resultados seguros, sendo para lastimar o atrazo em que estão os creadores do sul, no que diz respeito aos processos de engorda."
-"O sertão do sul desta provincia, tem o clima temperado, com uma media de temperaturade 20º centigrados, e todo o solo acha-se elevado a cima do nivel do mar mais de 400 metros, tendo ramificações diversas de altas serras originadas desiguaes grandes cordilheiras Oriental e do Espinhaço, porque a cordilheira da Serra do mar, que entra na provincia pelo municipio do Bananal e vem até o municipio do Apiahy, passa para o Paraná, dividindo a provincia de S. Paulo em duas partes, sendo ellas pequena a proção que fica abaixo da serra, a beira mar."
-"Todo o resto da provincia é elevado, e participa da cordilheira do Espinhaço, com o nome de Mantiqueira."
-"A disposição destas cordilheiras orientaes, muito altas e proximas do Oceano, dão as dois rios Tieté e parahyba, um percurso singular, porque nascem ambos, embora para rumos oppostos, em lugares d'onde se avista o mar, parecendo que procuram voltar ao lugar de origem."
-"O Parahyba que nasce nos campos da Bocaina a: 1500 metros acima do mar, corre quase sempre paralelo a si mesmo depois de fazer uma curva em U e depois de percorrer mais de 200 milhas vem á passar de novo perto das cabeceiras, como sabem todos que viajam pela estrada de ferro do Norte de S. Paulo."
-"Dizia o dr. Joaquim Manoel de Macedo, que a maior vassalagem que recebe o Paraná, é prestada pelo Tieté, o Anhemby dos gentios. O Parayba que é o: escoadouro das aguas que descem da serra do mar, faz todas essas voltas, porque a cordilheira da serra do mar é unida com a do Espinhaço por: um contraforte, a serra do Quebra Cangalha, que só no lugar é onde passa o rio, permitte que elle procure o oceano mas o Tieté, este grande rio tão sympathico, tão util a S. Paulo, recebe as aguas das contra vertentes da cordilheira do mar, e leva-as para a bacia do Prata, confunindo suas aguas, como o Paranapanema, com as aguas do Paraná, e marcham ambos em linha mais ou menos parallelos, deixando entre si as terras incultas, ricas sem rival na provincia, e onde moram os indios pretos denominados chavantes os Ouatós, que moram nos campos, os Lainos, Camacosos, Quiniquinau, Coroados, Charraos, e Botocudos, os quaes se escondem para que a civilização não lhes penetre em seus territórios."
-"Dr. Jaguaribe Filho"
(Correio Paulistano, Anno XXXII nº 8794, de 13 de dezembro de 1885: 1). 
1.3.  TERCEIRA CARTA
-"Cartas do sertão"
-"O sul de S. Paulo"
-"III"
-O rio Paranapanema é navegavel desde sua foz no Paraná, até a desembocadura do Tibagy, o qual quando despeja suas aguas no Paranapanema, é maior do que este, até o ponto de juncção de suas aguas. Apesar de poder ser navegavel em canôas, tem o Paranapanema dahi para cima os obstaculosde duas cahoeiras: Salto dos Dourados, ou Salto Grande, e Salto do Tijuco Preto."
-"No Salto Grande, é preciso baldear as cargas, porque na barra do corrego do Rio Claro, onde está o salto e entre os dois rios Itarare e Rio das Cinsas o Paranapanema se divide em dois canaes, deixando o maio uma ilha."
-"O canal esquerdo dá passagem a canôas, sem grande difficuldades, mas o da direita fôrma o salto de uma queda de 9 m, 14. A largura do rio na barra do Itarare é de 134 m, abaixo do salto grande é de 220 m. Entre o Tibagy e a aldeia de Ignacio é de 820 m [W...], dahy a serra do Diabo é de 607 m, dai ao Paraná é de 374 m, a profundidade media é de 2m,2, e na foz de 4 m,4."
-"Não qwueremos porem interromper as nossas considerações sobre os habitantes desta zona, pois elles tem a preferencia no assumpto, depois descreveremos as derrotas, seus rios e a sua collocação e vantagens."
-"Das colonias fundadas pelo governo para aldeamento de indios, uma das que mais floreceu, que foi o de Jatahy, nas margens do Tibagy, na provincia do Paraná. Parece que hoje apenas está entregue a um frade caridoso que alli vive."
-"Infelizmente os homens do sertão asseguram que os malefficios produzidos são maiores que os benefficios, porque os indios mansos são os que frequentam as tribos do interior, os guiam no furto e no assassinato que praticam."
-"Alem disso a exploração que domina o commercio do interior, faz com que não haja correctivo algum, e os indios Chavantes e Ouatós, que são os empregados no serviço das canôas para o commercio de Matto Grosso, são por indole trahidoras."
-"Os indios mansos tem sido aproveitados para o serviço, sendo as mulheres mais trabalhadeiras que os homens, alias muito inconstantes."
-"Os serviços nos quaes se pôde contar com elles, são os de carpição de roças, mas somente quando ha muchirão, que quer dizer ajuntamento de homens e mulheres com grande algazarra, alegria e trabalho braçal, interrompido nas horas da refeição, que é sempre abundante e variada."
-"Nada se paga, nem as recebe, é uma festa de trabalho em que este se anima na proporção das bebidas."
-"Os indios mansos não deixam porém suas relações com tribos bravias, e tem seus emmissarios que se revesam, fazem furtos, e são muito dados a traição, empregam o tempo de muitos dias, para fazer o furto de um machado, ou qualquer instrumento agrario, e são de uma timidez, sem exemplo na historia colonial do Brazil."
-"Uma familia, ou um grupo de individuos, póde ir até o interior onde vivem os bugres, nada lhes acontecerá, enquanto houver uma creança que volte, ou um guarda que rende o barraco, dia e noite, ao redor delle, ou da fogueira, pois os indios se ajuntam, ao longe certos de que não são vistos e estão promptos a invadir, mas não o farão jamais emquanto a sentinella vigiar, um cochilo, e eis quanto basta para o assalto."
-"No geral os indios nunca deram um assalto, sem serem victoriosos; porque, como fizemos notar, a idea de poder perder a vida, os prende e os domina, e é por isso que poucos homens reunidos, são sufficientes para dar combate a um aldeamento."
-"São os indios mansos Chavantes os que percorrem, desde Jatahy até Campos Novos e Santa Barbara, as povoações novas, são os exploradores, e avisam os bugres do que se passa entre os novos possuidores de terra".
-"É crença entre os bugres que S.M. não quer que sejam dadas as terras alem de Campos Novos, provindo esta crença, desde a epoca da reforma dalei de terras de 1855, que acabou com os titulos de posse."
-"Os morticinios que se tem dado nestes ultimos annos, são [com] numero, pois mata-se bugre adiante de Campos Novos, como se mata caça."
-"Antes de conhecer o sul de S. Paulo e ter alli fazendas de creação, meu espirito vacilava em aceitar esta verdade, pois não parecia crivel que em tão adiantada epoca de civilisação, houvesse áquem do Paranapanema, uma região de pleno dominio selvagem, onde a lei da força rege e dirige os homens."
-"Mesmo admittindo a represalia, porque muitas familias têm sido reduzidas a pedações pelos indios, convinha ver até que ponto eram verdadeiras as noticias apenas narradas nas [boccas] dos sertanejos, e que so a imprensa tem transmittido, a [miude] e vacillante [...]."
-"Entretanto, é verdade tudo o que diz a respeito do modo de afugentar os bugres, e a noticia de morticinio feito por elles em Santa Barbara, ainda este mez, é analoga o que os indios fizeram, assassinando dois filhos do sr. José Vicente de Figueiredo e um escravo, os quaes juntos trabalhavam na roça de milho na fazenda daquelle senhor, e foram traiçoeramente assassinados e reduzidos a pedaços."
-"Os audaciosos exploradores que desejam preparar um futuro para suas familias, tem pago com a vida as tentativas de posse com que compram as fazendas de Campos Novos."
-"O povo, porém, que não julga senão pelo que vê, não achando [rasuras] contra o perigo que os ameaça, recusa-se algumas vezes, e pagam a morte de alguns innocentes, com o morticinio de dezenas de indios."
-"No dia 30 de Outubro os habitantes de S. José dos Campos Novos, indignados com os assassinatos feitos nos membros da familia Figueiredo, reuniram-se e [imedia]tamente foram a caça dos bugres, tendo colhido d'um assalto em uma aldeamento, grande porção de indios. Pessoas da localidade informaram subir a mais de 30 os que foram assassinados. É assim que se tem feito respeitar o direito de propriedade legalmente adquirido!"
-"Temos tido em nosso poder algumas mantas dos bugres, são feitas de fibras [de] urtiga (fam. das urtigaceas). É um tecido encorpado e parece ser a unica riquesa que elles trazem consigo, tão miseraveis são!"
-"A fazenda do sr, Figueiredo dista apenas 6 leguas adiante de Campos Novos."
-"Ha diversos aldeamentos de indios, e alguns fazendeiros mais avisados, entre elles o sr. [Branha] em Fartura, tem aldeamentos e desfrutam o trabalho dos indios, mas a inconstancia, os furtos que fazem, obrigam a uma vigilancia, que só a paciente e corajosa assistencia de um homemresoluto, podem permittir que uma tal [sciencia] colonia, sempre de elementos novos e [inttacto], possa ser mantido em uma fazenda. É conhecido pelo nome de Jacutinga o aldeamento de que fallo."
-"Nas costas do rio das Cinsas ha outro aldeamento de indios mansos, faz parte de S. João Baptista da Itarare, a distancia de 12 kilometros do pequeno povoado."
-"Se alguma vez o assalto força os acontecimentos a correrem atraz da civilisação, esta vez chegou para S. paulo, pois está na direcção do governo da provincia, o estadista mais energico, mais observador e conhecedor do paiz, o que reunido prstigio de um nome illustre por todos os titulos, e qualidade de um patriotismo a toda prova."
-"O distincto e illustrado conselheiro Prado. que tão nobremente representa a provincia e o governo, é actualmente o ministro da agricultura, e póde levar avante em plano honroso e glorioso  para o povoamento dos terrenos devolutos.
A s.ex. e sr. conselheiro João Alfredo certamente interessará tomar medidas energicas para que os terrenos desconhecidos, mas dos quaes grande parte está hoje em poder de possuidores indefezos, possam ser aproveitados de modo que uma corrente de emigração assegure alli os [altos] destinos que que esperam os lugares fertilissimos desta zona da provincia."
-"Os planos de uma reação benefica cobram a s. ex., mas lembrarei alguns na serie destas cartas."
-"N[...] é despertar a opinião dos homens esclarecidos."
-"Dr. Jaguaribe Filho"
(Correio Paulistano, Ano XXXII nº 8796, 16 de dezembro de 1885: 2).
1.4.  QUARTA CARTA
-"Cartas do Sertão"
-"O sul de S. Paulo"
-"IV"
-"O caminho que mais diretamente leva os viajantes á Campos Novos, passa pelas florescentes povoações de Rio Novo e Santa Cruz do Rio Pardo, e entre estas duas villas medeia a distancia de 80 kilometros, continua passando em S. Pedro do Turvo, que dista da ultima villa 24 kilometros, e dahi a S. José dos Campos Novos tem 36 kilometros."
-"Os mappas geographcos mais recentes, apenas dão os nomes destes lugares, mas hoje todo este territorio está occupado e o que é denominado terrenos desconhecidos, em grande parte está occupado, como se verá pela rapida descripção da viagem que se deve fazer para chegar aos extremos, até onde tem ido os compradores de terras."
-"Partindo-se de Campos Novos vae-se a Capella do Rio Capivara, com 30 kil. A fazenda do sr. Figueiredo que margeia o ribeirão do veado, foi onde os bugres fizeram o morttticinio, que provocou a represalia de que demos nototicia, está situada adiante dos Campos Novos, e ha ahi muitos moradores. Segue-se em direcção dos Campos do Ribeirão do Taquara, depois passa-se pelo Ribeirão do Café (não há cafezal) segue-se para o Rio Capivara, rio que tem bastanteagua e é tributario do Paranapanema. Deste rio se vae a propriedade dos srs. Paiva e Pereira, mineiros que a denominaram pelo nome de S. Matheus, segue-se para o ribeirão da Rancharia terreno que tem dono, mas está desprezado, continuando-se pelo ribeirão do Garaete, onde mora o sr. A. Alves Nantes, afamado caçador de bugres."
-"Vae-se deste lugar a capellinha do Sapé, que fica na margem esquerda do rio Laranja Doce, cuja margem é encampada pela familia Brandão, e deste ponto ao ribeirão de Inhuma dista apenas 18 kil. São moradores e proprietarios destes lugares Domingos de Medeiros, José Custodio Vencio, e os terrenos que se seguem em uma extensão de 70 kil, são todos de proprietarios que lá não moram."
-"Os srs. coronel Luciano e Tucunduva, compraram nas contravertentes das aguas de Inhumas e Laranja Doce grandes fazendas."
-"Depois destes terrenos os herdeiros de João da Silva tem excellentes propriedades, que são possuidas [a] titulo legal."
-"É por ahi que as aguas que descem a serra do Diabo se vão engrossando para passar o rio dos Peixes, que como já dissemsos, é o mesmo que em sua foz no Paraná, se chama Aguapehy."
-"Subindo em alguns picos mais elevados da Serra do diabo alguns viajantes têm avistado, ao longe, campos magnificos, e ha dois annos, para estes lados houve uma queimada, que durou mezes, mas estes lugares não tem sido ainda visitadose estão em pleno dominio selvagem."
-"Nas margens do ribeirão Inhuma o finado sr. Fernando de Mello, fazendeiro distincto, ia comprar uma fazenda, quando foi surprehendido pela morte. Os indios no tempo de sua morte, haviam destruido a casa e roças que lle mandára fazer."
-"Os ribeirões do Mosquito e do Rabejo, pertencentes aos srs.A. de Souza e Miguel de Paula, são ainda tributarios do Paranapanema, e servem de limite as duas grandes fazendas destes senhores."
-"Finalmente os herdeiros de João da Silva têm no ribeirão do Cuiabá as suas fazendas, que são as ultimas que tem possuidores legalmente constituidos."
-"João da Silva foi em vida um dos mais arrohjados exploradores, levou consigo um engenheiro estrangeiro, fez medições, e consta-nos que ha uma planta da zona explorada; é talves possivel que ella venha a nossas mãos, e os leitores possam assim conhecer quanto tem pedido a iniciativa dos paulistas e dos mineiros avançar naquelles sertões."
-"Pela exposição que fica feita laconicamente, se vê que mais de 130 kilometros, além dos Campos Novos, estão occupados, e são conhecidos ribeirões e rios que regam esta uberrima região, quasi toda ella de terra roxa, com manchas arenosas."
-"Póde-se organisar um mappa destas regiões, hoje entregues a fazendeiros laboriosos, fazendo assim prova de quanto póde o interesse individual, quando é animadopela legitima ambição da riqueza e do trabalho."
-"É para notar, com satisfação, que hoje alguns homens conhecidos por seu espirito de iniciativa, já se encaminharem para aquellas regiões, entre elles o dr. Barreto e seu mano, já tem alli propriedades."
-"A comparticipação de homens distinctos nestes lugares que tanto necessitam de quem as torne conhecido e chame para lá a attenção do governo, deve provocar a emigração dos capitães e dos homens ricos para o sul da provincia."
-"O que torna crivel o rapido desenvolvimento e provoamento do sul de S. Paulo, é a facilidade de communicação e transporte de generos que vão a Campos Novos."
-"Em geral o caminho mais seguido para as viagens do sertão, é o que descrevemos, ha entretanto um outro, facilimo de chegar á Campos Novos pela navegação do Tieté até o porto de Lençóes. De Lençóes a Campos Novos, projectam os moradores deste lugar fazer um caminho em linha recta, todo elle em terreno plano, e que não ficará a menos de 80 kilometro."
-"É pelo caminho velho de Lençóes que se tem transportado o sal e mercadorias, que chegam, apesar disso, no povoado a preço mais vantajoso que em Faxina."
-"Sabe-se que um dos embaraços no desenvolvimento dos proprios municipios, de Tijuco Preto, Santo Antonio Fartura e Bom-Sucesso é a falta de uma ponte no Paranapanema."
-"Os povos que por alli moram pagam, além dos outros impostos, um tributo nas balsas que dão passagem no rio, de modo que parece que se é paulista aquem do rio e não se é além."
-"Os creadores que exportam gado tem de pegar barreira em Sorocaba, de modo que não tem senão impecilhos criados a sombra da lei para embaraçar o desenvolvimento da creação, que é em geral de gado de raçã, em todo sul de S. Paulo. A industria de queijo é já em grande escala, mas infelizmente em S. Paulo chama-se queijo mina ao produto da industria de S. Paulo, o qual em nada é inferior ao queijo, tão conhecido pelo nome queijo minas. É ridículo dizer-se e annunciar-se (para achar compradores) com o nome de queijo mina o que é legitimo producto da industria paulistana."
-"Os pezados impostos que pagam os fazendeiros de creação, para receber o gado do Paraná, e o vender gado, em S. Paulo, reconhecem. Tambem sobre o gado creoulo, e sobre os de outras procedencias. Os impostos municipaes sobre o queijo que o vender em S. Paulo, vão obrigando a alguns fazendeiros a procurar outras cidades e a desviar de S. Paulo, esta ultima industria."
-"Para escapar dos impostos, os fazendeiros passam o gado do Paraná para S. Paulo na fozz do rio Tibagy."
-"É provavel que logo se torne effectiva a cobrança dos impostos para aquelles que assim julgarem evital-os procurando os sertões, pois o [findo] é inexorável, e a culpa do mal provem dos legisladores que não tributam o gado que entra de outras procedencias como Goyaz e Matto Grosso e só olham os que vem do sul de S. Paulo."
-"É tal a iniquidade de imposto, que o gado que vae do oeste para o sul, paga imposto de 1$500 por cabeça, sendo [a collectoria] de Sorocaba um ponto cruel de 'pressão', pois o gado da mesma provincia não pode passar naquelle ponto, sem soffrer o sello da injustiça, [assassinada] pela lei."
-"Cumpre acaber com estes impostos vexatorios, dentro da provincia, tornando impossivel a passagem do gado e a nimaes de uns municipios para outros."
-"Dr. Jaguaribe Filho".
(Correio Paulistano, Ano XXXII nº 8798, 18 de dezembro de 1885: 2).
1.5.  QUINTA CARTA
-"Cartas do Sertão"
-"O sul de S. Paulo"
-"V"
-"São os homens e não o espirito que nelles domina que estragam e pervertem o progresso, desviando do caminho que levará á felicidade e á grandeza, os elementos civilizadores, que são transformados em fontes de especulação."
-"O immortal Visconde do Rio Branco, que assignalou uma passagem na vida, como se elle fosse um marco glorioso que indicasse na história patria e talves de como era de prosperidade para o Brazil, foi quem melhor previu o futuro deste grande paiz, fez o seu sabio parecer sobre o caminho que a natureza abrio, no seu proprio desenvolvimento, para futuras regiões de Matto-Grosso."
-]'Hoje que se conhece melhor o sul de S. Paulo, é que se pode avalliar a importancia da opinião esclarecida e do espirito saudoso de saudoso brazileiro, que oppondo-se aos outros viajantes para a avoacção de Matto Grosso, indicou a provincia do Paraná, como pouso de partida, para aproveitar-se a navegação fluvial de Matto Grosso."
-"Entretanto hoje a provincia de S. Paulo está a disputara preferencia, porque os seus progressos rapidos aproximam a civilização, de razão, que se poderá chegar em breve as margens do Paranapanema, muito mais rapidamente do que pela provincia do Paraná, nas margens do Tibagy,  no ponto onde elle é navegavel, desde a colonia [Yutahy]."
-"Hoje, os paulistas devem fazer esforço para conseguir do governo geral e provincial, todo o auxilio possivel para levar a via-ferrea sorocabana as margens do Paranapanema."
-"Não são precisos mais de [87] kilometros para que esta vital arteria chege as margens do rio; mas devendo servir esta viação aos maiores emprehendimentos do futuro do Brazil, convem que elle, apesar de procurar a zona que margea o Paranapanema, tenha como objetivo transpôr o Salto Grande, porque como já dissemos, só d'ahi em diante a navegação é franca e abre todas as barreiras da mais importante zona do Brazil."
-"Nada ha mais que corrobore a confiança deste paiz immenso, ainda que ressalte, mas guardadas intactas para todos os grandes commettimentos, que se vão accrescendo e descortinando, a proporçãoque a civilisaçãoe emmigração invade os sertões do sul do imperio."
-"As palavras do digno General Costa Magalhães, que transcrevemos de seu livro 'O Selvagem' pg [181], merecem a meditação do leitor."
-"-'Quando eu comecei a vida publica n'este grande caminho de Amazonas ao Prata, tinhamos apenas sessenta legoas navegadas por vapores brazileiros.'-"
-"-'Muitas vezes, nas noites que eu era orbigado a velar com o revolver na mão para deffender-me dos indios, perguntei a mim mesmo quando a civilisação chegaria a estas [sollidões]. Hoje temos mil e trinta legoas navegadas a vapor, e não sessenta que então haviam. Mil e trinta léguas pelo interior e ha brazileiros que [derraparam' de nosso progresso!'-"
-"-'Conceda-nos Deus paz interior, como nos tem concedido até hoje, e talvez em futuro nãomuito remoto, tenhamos de vêr a estrada de ferro, ligando estas regiões ao Rio de Janeiro, tomando o termo de um T colossal, cuja cabeça ligue o valle do Rio da Prata pelo Pequiry, [ao] S. Lourenço, ao outro, de Araguary, e portanto o de Amazonas. garantida assim a esse colosso em integridade, que [...] ella difficilmente conservará.'-" 
-"O meu illustre consorcio da sociedade de immigração de S. Paulo tinha razão, em assim como em [1876] e a navegação em poucos casos, havia percorrido 1030 leguas, a estrada de ferro só em S. Paulo, daquelle anno para cá, penettrou fertilissimas regiões do sul ao oeste, em uma extensão de mais de 500 kilometros."
-"Aquelle que era apenas previsto, está a realizar-se, e um esforço mais levará ao salto grande, transformada em realidade a ambicionada esperança que afogava o espirito culto do digno autor de Selvagem."
-"Quaes são os caminhos que foram indicadas pelo dr. Costa Magalhães, para se fazer a viagem do interior, indo-se do Sul ao Norte, de modo que do Rio da Prata, Paraná, Paraguay, se póde ir ao Amazonas."
-"Nós resumimos assim:"
-"1º Seguir pelos Rios da Prata, Paraná, Paraguay, passar o divisor das aguas, andando [120] kilometros para embarcar no [Chaparó] e descer por elle até o Amazonas."
-"2º Subir pelo Rio S. Lourenço e Cuyabá, seguir 180 kilometros por terra até a villa Diamantina, embarcar na parte do Rio Negro, descer pelos rios Jurarema e Tapajós, até a cidade de Santarem."
-"3º Seguindo pelo rio Cuyabá, depois pelo rio [Mar...], que é o mesmo rio das Mortes, descer por elle até o Araguaya, e por este e pelo Tocantins ao Pará."
-"4º Esse era o roteiro dos jesuitas. Sóbe-se pelo Paraguay até a foz do S. Lourenço, por este até a foz do Itiquira, dahu anda-se em terra firme de com caminho 90 kilometros, chega-se ao Rio das Graças e por elle abaixo até o Araguaya, e dahi pelo Tcantins até o Pará."
-5º Deve seguir-se pelos rios da Prata, Paraná, Paraguay, S. Lourenço, Cuyabá até a cidade deste nome; segue-se por terra a leste, por cima do divisor das aguas, até o Araguaya, cuja navegação está [franca] e por este o Tocantins até o Pará."
-"Não é porém a viagem para o norte do Imperio e pelo interior a que preocupa a attenção do governo o que ...
(Correio Paulistano, Ano XXXII nº 8801, 22 de dezembro de 1885: 2).
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