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domingo, 4 de abril de 2010

1878 - 1880: ESCOLAS PIONEIRAS

I.  Ensino público
ALESP PR 77.24.1. Criação de Escola
para Santa Cruz do Rio Pardo
1.  Curso de Primeiras Letras e os primeiros Professores 
O ensino público de 'primeiras letras' foi sugerido para Santa Cruz do Rio Pardo em 1876, inserido na estratégia política de governo proposta pela maçonaria para a criação de escolas, a ambos os sexos, nas vilas surgentes no interior paulista. 
No ano seguinte já o Projeto nº 7, de 15 de abril 1877, apontava discussão final da Assembléia Legislativa Provincial de São Paulo, para a aprovação de criação da primeira cadeira [classe escolar] – sexo masculino, para Santa Cruz do Rio Pardo:
 -"A Comição [sic] de Redacção a quem foi presente o Projecto nº 7 e suas respectivas emendas, offerece a consideração da E. Assembléa a narração do Projecto seguinte e conclue pedindo a sua approvação –"  
-"A Assembléa Legislativa Provincial de São Paulo decreta:”
-"Art. 1º Ficão creadas as cadeiras seguintes para o sexo masculino.”
-"(...)."
-"§ 3º Uma na Villa de Santa Cruz do Rio Pardo."
-"(...)."
-(ALESP, PR 77.24.1).
Após as tramitações de praxe, o ensino das primeiras letras, segundo documentos disponíveis, iniciou-se no ano de 1879, com a nomeação do Professor José Amaro de Castro, para classe do sexo masculino, com 28 [vinte e oito] alunos matriculados (RG BN 1024, 1879/1880: A 11 - 34-35). O Professor José Amaro lecionara antes em Paranapanema.
Pela Lei Provincial 33, de 07 de abril de 1879, foi criada a classe de primeiras letras para o sexo feminino, cadeira ocupada pela Professora Maria Perpétua [Ferreira] de Castro (RG BN 1024, 1879/1880, páginas A-11: 50/51). Casada com Professor José Amaro, a Professora Maria Perpétua também ministrara aulas em Paranapanema (Idem, 1879/1880: 11 - 66). 
A mesma lei suprimiu uma segunda cadeira – sexo masculino para Santa Cruz.
O ensino público de 'primeiras letras' cresceu com a vila. Afora o casal Castro, em 1882 a então Vila contava, também, com o Professor Pedro Flaminio da Veiga, quase sem registros de sua passagem, senão pelo Correio Paulistano: "Requerimentos despachos pela Presidência [da Província]. De Pedro Flaminio da Veiga, professor no Bairro de Santa Cruz do Rio Pardo, pedindo trinta dias de licença em prorrogação. - Ao dr. Inspector Geral de Instrucção Publica para informar." (Correio Paulistano, 02/08/1882: 2).
No mesmo ano de 1882, em outubro o governo paulista despachou favorável "como requerem." a remoção do casal de José Amaro de Castro e sua mulher Maria Perpetua de Castro, para São Sebastião do Tijuco Preto – Piraju (Correio Paulistano, 08/10/1882: 1), porém ainda em 1884, Maria Ferreira de Castro permanecia professora em Santa Cruz, conforme seu requerimento despachado pelo Presidente da Província de São Paulo: "Requerimentos despachados pela presidencia – 7 de Fevereiro: (...). De Maria Ferreira de Castro, professora da villa de Santa Cruz do Rio Pardo, pedindo um mez de licença - Informe o inspector geral da instrucção publica. (...)" (Correio Paulistano,  10/02/ 1884: 3).
A Professora Maria Perpétua Ferreira de Castro teve licença autorizada, durante o ano de 1885, pelo Governo de São Paulo, por Ato/Despacho de 11 de dezembro de 1885 (RG BN 1030, 1885/1886: Mapa 52-53). A seguir, seu nome não mais aparece mais no rol de lecionadores em Santa Cruz do Rio Pardo, removida para São Sebastião do Tijuco Preto (Piraju).
Por Despacho de Governo, de 11 de setembro de 1883, foi nomeado Professor Público de Primeiras Letras, Godofredo José da Piedade (RG BN 1028, 1883/1884: 12), filho do Coronel Emygdio José da Piedade. 
Listagens Oficiais anexas ao citado Despacho de 11 de dezembro de 1885 constam nomeados para Santa Cruz do Rio Pardo os professores João Castanho de Almeida e Clementina Etelvina de Almeida  cônjuges, ele para o sexo masculino e ela para o feminino (RG BN 1030, 1885/1886: 22 e 40). 
Pouco depois, em 1886, ocorre o falecimento do Professor Castanho de Almeida, segundo publicação oficial (RG U 1139, 1887/1887: 68). Sua esposa continua no exercício da profissão.
Outro nome no início do magistério santacruzense foi o Professor José Feliciano de Oliveira Rocha (DOSP, 20/09/1892: 3).
Outro professor presente foi Antonio M Galvão de Moura Lacerda, que sem classe para acomodar seus alunos usou o andar superior do antigo prédio, em madeira, que serviu a Câmara Municipal (Correio do Sertão, 27/09/1902: 2). 
Chama a atenção que no andar térreo do prédio, onde outrora a Delegacia de Polícia e Cadeia Pública, estava presa, desde algum tempo, a imigrante italiana Cecília [de Tal], mentalmente perturbada, numa cela de '18 palmos quadrados', com as janelas vedadas, e que lhe servia por local de dormida e dejeções. Também o Professor Lacerda era criticado quanto ao seu método de ensino, o "systema do Onça" (Correio do Sertão, 29/11/1902: 1).
Os professores nomeados recebiam do governo mediante ato autorizativo, ou por publicação em Diário Oficial, pela Coletoria. Antes os pagamentos eram retirados através de Procuradores contratados ou delegados pela Câmara Municipal
1.1.  Os Inspetores Literários 
O cargo de Inspetor Literário, de nomeação política, quase sempre era exercido, cumulativamente, pelo delegado ou subdelegado de polícia. 
Eram atribuições da Inspetoria, pelo seu Inspetor, propostas de criações, localizações, desdobramentos, transferências, conversões ou supressões de escolas, ou classes de acordo com o recenseamento escolar, além dos pedidos de recursos humanos e bens móveis para as escolas. Todos os atos da Inspetoria eram referendados ou não pela Câmara Municipal.
Cumpria ao Inspetor, ainda, verificar os cadernos dos escolares, notas, aprendizados – sabatinar alunos, situações e cuidados com o prédio e bens móveis, analisar e saber dos procedimentos dos professores na vida pública e privada, tudo colocado em relatórios. Também era o Inspetor quem reivindicava melhorias para a educação, junto à Câmara Municipal e autoridades do Estado.
A visita de um Inspetor em sala de aula causava sempre constrangimentos ao professor e expectativas aos alunos. 
O primeiro Inspetor Literário foi o então Tenente Coronel Emygdio José da Piedade, nomeado aos 29 de abril de 1877 (Diário de são Paulo, 27/04/1877: 1) responsável pela instalação do ensino em Santa Cruz do Rio Pardo. Emygdio foi exonerado aos 31 de julho de 1878, substituído pelo senhor Francisco de Paula Martins nomeado por Ato da Presidência da Província (Diário de São Paulo, 03/08/1978: 2), ato referendado em Relatório de Governo de 1879 (RG BN 1024, 1879/1880: A 11 – 76). 
Com a exoneração do Inspetor de Ensino Francisco de Paula Martins, foi designado Marcello Gonçalves de Oliveira "Inspector do Districto de Instrucção Publica" (Correio Paulistano, 12/04/1882: 1), exonerado, a pedido, aos 21 de maio de 1882, por Ato do Governo de São Paulo (RG U 1133, 1882/1883: 12). 
Após Gonçalves de Oliveira surge para o cargo Jacob Antonio Molitor, nomeado por publicação de Ato do Presidente da Província de São Paulo (Correio Paulistano, 02/04/1884: 2), ignorado se algum nome entre Gonçalves de Oliveira e Molitor
Molitor, envolvido em 'quebra de relações com a família Piedade' e denunciado por arbitrariedades e outros crimes, tanto como Delegado de Polícia quanto Inspetor Literário, requereu exoneração, também desse ultimo cargo, cuja função, declarada vaga por Ato do Governo da Província, de 17 de setembro de 1884, foi ocupada por Arlindo Crescencio Piedade (RG, U 1137, 1884/1885: 10) – Ato de nomeação igualmente de 17 de setembro de 1884. 
Tanto a nomeação e exoneração tornaram-se sem efeito, mantido Molitor no cargo para defender-se das acusações, até ulterior decisão. Somente um ano depois, com a efetiva queda de Molitor, Arlindo Crescencio Piedade foi enfim empossado Inspetor Literário, aos 17 de setembro de 1885 (RG, BN 1030, 1886/1886: 59).
Em 1886 Arlindo Crescêncio [da] Piedade, reivindicou "a creação da 2ª Cadeira do sexo masculino n'esta Villa, com sede na Villa Nova, extremo da povoação ao oeste" (ALESP, 87.1.5). 
O Inspetor justificava sua solicitação, em ofício à Assembléia Legislativa, face demanda de alunos residentes na Vila Nova e aptos para o estudo, com dificuldades de se dirigirem ao outro extremo da povoação, onde instalada a escola, além da obviedade de excesso de alunos para um só professor. 
A Câmara Municipal ratificou o pedido do Inspetor, em ofício de 10 de outubro de 1886 à Assembléia Legislativa, deliberado em sessão ordinária, com as assinaturas dos vereadores (ALESP, PR 87.1.4). O projeto seria aprovado, aos 19 de janeiro de 1887, com emenda para a criação da 2ª cadeira escolar, para o sexo feminino, também com sede na Vila Nova, e no mesmo ano, para o exercício seguinte, entrou em funcionamento a segunda classe para o ensino de primeiras letras ao sexo masculino, porém mantido endereço na Vila Velha.
A cadeira para o sexo feminino, apesar de aprovada em janeiro de 1887, somente viria ser instalada em 1892 (DOSP, 01/10/1892: 2), com funcionamento na Vila Nova, sem informações quanto à exata localização.
Com o aumento das classes de aulas e criações de escolas isoladas nos distritos e fazendas criou-se as Inspetorias Regionais, nos termos do artigo 11º da Lei nº 81, de 06 de abril de 1887 (RG, U 1139, 1887/1887: 51), e Arlindo Piedade foi designado Presidente da Inspetoria Literária para Santa Cruz do Rio Pardo.
1.2.  Conselho de Instrução Pública do Município
Com a autorização para a criação de classes de primeiras letras e a Inspetoria para Santa Cruz do Rio Pardo, o município formou o seu Conselho de Instrução Pública do Município, nos moldes da lei, não encontrado registro da data de sua criação.
Sem nenhum documento não se sabe como funcionava o Conselho em Santa Cruz do Rio Pardo, porém suas atividades seriam iguais, resguardadas peculiaridades, aos Conselhos de outros municípios.
Assim, competia ao Conselho atuar na frequência escolar obrigatória de primeiras letras, detectando causas de evasões; sugerir ou implementar cartilha escolar – os melhores métodos e práticas de ensino; acompanhar presenças e atividades de professores, averiguando e emitindo pareceres pelas permanências ou remoções dos mesmos, além de julgar infrações disciplinares.
O Conselho Municipal integrava o Conselho de Instrução Pública da Província, através de um de seus nomes, como 3º Membro. O Conselho Provincial era Órgão regulador e fiscalizador no desenvolvimento do ensino para todas as escolas públicas, com atuações iguais e efetivo controle também nas classes particulares. Seriam membros do Conselho de Instrução Pública da Província cinco representantes nomeados, sendo municipal o 3º Membro. 
Para Santa Cruz do Rio Pardo foi nomeado, por Ato do Governo da Província, de 13 de junho de 1877, o Reverendo Padre João Domingos Figueira como 3º Membro do Conselho de Instrução Pública do Município (Diário de São Paulo, 23/06/1877: 2); como substituto foi nomeado  Salvador J. Domingues Melchior, por Ato de 13 e publicado aos 26/08/1877: 1 (Diário de São Paulo – Presidência da Província).
Bastante difícil ou impraticável reunir os membros representantes dos municípios, não se sabe de nenhum ato documentado específico para Santa Cruz do Rio Pardo gerado pelos Conselhos. 
Entendem os autores que, em Santa Cruz, a atuação do Conselho não correspondia às intenções da Câmara, pois as atividades do ensino municipal ficavam sob a responsabilidade da Inspetoria Literária, pelo seu Inspetor, cujos expedientes eram referendados pela Câmara Municipal. Isto tecnicamente anulava o Conselho e tornava o Conselheiro 3º Membro apenas interlocutor das decisões locais, talvez nem isso. 
A impraticabilidade dos Conselhos à maneira existente propiciou a reforma de 1885 suprimindo a Inspetoria Literária e efetivando o remodelado Conselho Diretor de Instrução Pública, sistema depois descentralizado pela Constituição de 1891. 
O Conselho de 1885/1891 era visto demasiadamente democrático, com predomínio das decisões pelo professorado, não apenas às funções atividades, mas ainda nas fiscalizações, direção e julgamentos, razões suficientes para sua supressão em 1897, no Governo Campos Salles.
Depois viriam outros modelos.
1.3.  Realidade escolar santacruzense em 1892
Na questão educacional o Governo de São Paulo entendia-se diretamente com as Câmaras Municipais e Inspetorias, a exemplo da ampla reforma educacional sugerida em 1892.
Para as pretensões o governo paulista solicitou da Câmara Municipal informativos quanto à localização da cidade, população e índice de desenvolvimento. Dentre os quesitos a Câmara também informou:
-"Existe nesta Parocohia quatro escolas regidas por professores e professoras públicas, assim distintas:"
-"Sexo masculino; 1ª. Cadeira 57 alunos matriculados com uma media de 33 frequencias; 2ª. Cadeira, 27 matriculados, com frequencia media de 17 alunos." 
-"Sexo feminino, 1ª. Cadeira 34 alunas matriculadas com uma media de 18 frequencias; 2ª. Cadeira com 27 alunnas matriculadas com media de 21 frequencias." (Câmara, Livro-Ata, sessão ordinária de 10 de maio de 1893).
A ausência do ofício de solicitação do Governo permite considerar que a Câmara errou na resposta ao informar, "Existe nesta Paróquia" em vez de "Existe nesta Vila", pois na primeira situação deveriam ser anotadas todas as escolas existentes na territorialidade paroquial ou de freguesia, abrangendo São Pedro do Turvo e a zona rural onde existiam escolas isoladas. A intenção, salvo melhor juízo, estava em agrupar escolas na zona urbana, ou seja, a criação de Grupo Escolar e a instalação do Curso Primário.
Meses depois o Governo da Província acusou recebimento de ofício complementar: "Da camara municipal de Santa Cruz do Rio Pardo, informando não existirem em seu municipio proprios do Estado, destinados ao funcionamento de escolas publicas." (DOSP, 03/09/1893: 4). 
Com quatro cadeiras para as primeiras letras, Santa Cruz do Rio Pardo apresentava baixo índice de analfabetismo em sua população infanto-juvenil na zona urbana, todavia a extensão territorial de seu município com tantos bairros rurais, onde residia mais de 2/3 de sua população total, evidenciava a carência de salas de aulas para alfabetização.
Todavia a informação serviu para a realidade escolar urbana santacruzense, com os números de alunos, por sexo, em cada cadeira: em 1893 eram quatro as salas de aula existentes, duas para cada sexo, além de uma escola particular. Observado o Relatório de Governo – Educação às Vilas e Municípios, para aqueles tempos, Santa Cruz do Rio Pardo não se mostrava diferente de outras localidades de seu porte.
1.4.  Reforma educacional
Foi no mesmo ano de 1893, em cima do mencionado questionário e demais informativos da Câmara Municipal, que o Governo de São Paulo concluiu projeto de reforma educacional, visando implantação de mais salas de aulas, primeiro para as localidades que ganhavam autonomia, ainda que relativa, da sede do município de Santa Cruz do Rio Pardo, assim, São José do Rio Novo [depois Campos Novos Paulista] desde 1885, Salto Grande do Paranapanema e São Pedro do Turvo em 1891, depois Ilha Grande [Ipaussu], Óleo, Mandaguary, Xavantes [Chavantes], Bernardino de Campos e o Rio Turvo [Espírito Santo do Turvo]. A seguir viriam as escolas rurais propriamente ditas.
O Decreto Estadual de nº 330, de 18 publicado aos 19 de janeiro de 1896, ao dividir o estado em quarenta distritos escolares estabeleceu o 33º para Santa Cruz do Rio Pardo, sediando as localidades de São Pedro do Turvo, Espírito Santo do Turvo, Campos Novos do Paranapanema, alem de suas escolas urbanas e dos bairros [fazendas] rurais. Para a 'Cabeça de Distrito' foi criado cargo de Inspetor Técnico remunerado, formado em Educação, em substituição aos Inspetores politicamente nomeados – quase sempre leigos em educação.
Não se deve confundir Distrito Escolar com Delegacia de Ensino.
2.  Curso primário – Grupo Escolar
Já no século XX, apesar das reformas implantadas para as localidades diretamente vinculadas a Santa Cruz, todas elas, inclusive a sede, apresentavam necessidades de mais salas de aulas (Correio do Sertão, 12/04/1902: 1), num paralelo entre a riqueza e progresso do município com a ausência de escolas, ou salas de aulas, suficientes para as mais de quatro mil crianças em idade escolar:
-"Excusado serà em outra ordem de considerações, para o fim de justificarmos a nossa, como dissemos em outro artigo desta serie – maior e quasi que única aspiração a ereção de um grupo escolar para a educação dos nossos filhos" (...) que não freqüentam escolas porque não as temos (...)".
As dificuldades eram grandes e a Câmara Municipal buscava, em 1902, a criação de um Grupo Escolar, onde pudesse agrupar as classes escolares existentes, e que outras pudessem ser criadas, espalhadas pela cidade em crescimento, em prédios provisórios e inadequados. O Correio do Sertão (05/04/1902: 2) anuncia uma próxima visita do Inspetor Escolar, Emilio Mario de Arantes, para tratar do assunto com os Vereadores. Livros de Registros revelam escolas públicas, alunos, professores e outros responsáveis pela Educação em Santa Cruz do Rio Pardo. 
As salas de aulas funcionavam à Rua Saldanha Marinho, todavia algumas classes estavam ou estiveram instaladas na atual Praça Dr. Pedro Cesar Sampaio, uma masculina que funcionou na velha cadeia, e a feminina, naquela mesma praça, em imóvel não informado, quando somente três construções existiam: a cadeia desativada, a igreja e a loja maçônica. 
No ano de 1906 a Câmara Municipal envidava esforços junto ao Governo do Estado para levar salas de aulas para zona rural e bairros do município (O Progresso, 19/02/1905: 2). Uma sala de aula 'preliminar' funcionava, em 1906, no Largo do Rosário  atual Praça Octaviano Botelho de Souza (Livro de Ata 1ª Escola Masculina, Exames: 1906).
Outra preocupação municipal era a construção de edifício público, pedidos ratificados, que pudesse agrupar as classes escolares existentes e criações de outras, inclusive para o 2º Grau, denominado Curso Ginasial, inexistente no lugar (O Progresso, 21/04/1906: 1, por referência). 
Em 1908 a região santacruzense possuía escolas em seus distritos, bairros rurais e as grandes fazendas, ora instituídas pelo Governo do Estado, ora pelo Governo Municipal, e eram denominadas escolas isoladas, não incomum construção anexa a um prédio escolar rural para servir de moradia ao professor ou à professora, pelas dificuldades de locomoções. 
No dia 15 de setembro de 1909 foi lavrada escritura de doação de terreno feita pela Câmara Municipal ao Governo do Estado para a construção do 1º Grupo Escolar; assinaram a escritura, pelo Governo do Estado, o Dr. Eduardo Fontes – Subprocurador do Tesouro, e por parte da Câmara o Dr. Joaquim Silvado – seu advogado (Cidade de Santa Cruz, 18/09/1909: 1). 
Enquanto a construção do Grupo Escolar para a zona urbana, a Câmara Municipal, sessão ordinária de 15 de outubro de 1912, fez criar outras seis escolas municipais mistas, nos bairros Francisco Sodré, Lageado, Figueira, Boa Vista, Irapé e Chavantes (Cidade de Santa Cruz, 17/10/1912: 1).
O Governo do Estado também investiu na alfabetização de adultos, conforme Lei nº 1430 – artigo 1º, de 04 de dezembro de 1914: 
-"Ficam creadas as seguintes escolas preliminares:" 
-"(...)."
-"cria e converte em escolas preliminares: (...); § 4º – Nocturnas para Adultos: (...); uma na séde do municipio de Santa Cruz do Rio Pardo; (...)." 
-(DOSP. 10/12/1914). 
Santa Cruz, já com escolas de primeiras letras para ambos os sexos durante o período diurno, e escola noturna para adultos, com a conclusão da obra em 1913 (RG U 1171, 1914), teve criado o seu 1º Grupo Escolar, de acordo com a publicação em Diário Oficial de 13 de janeiro de 1915, página 1: 
- "Por Decretos de 12 de Janeiro de 1915:" 
-"(...)"
- "Foi creado um grupo escolar em Santa Cruz do Rio Pardo com a annexação das seguintes escolas da séde daquelle municipio:"
- "5ª e 6ª masculinas e mixta, vagas;"
- "1ª, 2ª, 3ª e 4ª masculinas, regidas respectivamente, pelos professores José Martins, Cesar Alvez Cruz, Cornelio Martins e Elias Lopes Monteiro; 1ª, 2ª e 3ª femininas, regidas, respectivamente, por d.d. Maria Lydia da Fonseca, Luisa Lopes de Oliveira e Maria Joaquina do Espirito Santo: a de Vila Nova, feminina, regida por d. Amelia Molitor da Rocha."
Para a direção do Grupo Escolar, o mesmo Decreto de 12 de janeiro de 1915 trouxe publicado:
- "Foram removidos os seguintes diretores de grupos escolares:"
- "Plinio Paulo Braga, do de S. Sebastião, para o de Santa Cruz do Rio Pardo".
- "(...)".
À página 3 do Diário Oficial do Estado de São Paulo, edição de 13 de janeiro de 1915, pela Secretaria do Interior – 2ª Sub-Diretoria, na segunda secção, consta: "Por actos de 11 de janeiro: foram removidos os seguintes substitutos effectivos de Grupos Escolares: (...), Cornelio Martins, Elias Lopes Monteiro, d.d. Esther Galvão e Florisa Fontes para o de Santa Cruz do Rio Pardo." 
Constam oficialmente professores substitutos efetivos para o lugar: Abilio Fontes e Amandina D'Ávila Benedicta Fusato, entre os demais acima citados (Escola Estadual Sinharinha Camarinha, "Quem somos", informações em página eletrônica). 
Para complementar a instalação do Grupo Escolar em Santa Cruz do Rio Pardo constou naquele Diário Oficial - Decreto de 12: "Foram nomeados adjunctos de Grupos Escolares: (...), do de Santa Cruz do Rio Pardo: – José Martins, Cesar Alves Cruz, d.d. Maria Lydia da Fonseca, Luisa Lopes de Oliveira, Maria Joaquina do Espirito Santos e Amelia Molitor da Rocha. (...)". Também adjunta, em 1916, a Professora Primitiva de Oliveira (O Contemporaneo, 05/09/1916: 2).
Embora a inauguração oficial em 13 de maio de 1915 (O Contemporaneo, 12/05/1917: 1) o Grupo Escolar começou a funcionar em 1º de fevereiro daquele ano, em prédio construído em 1913 para este fim, à Rua Benjamin Constant, sob a denominação de Grupo Escolar de Santa Cruz do Rio Pardo. A demora de quase dois anos, da conclusão da obra ao funcionamento da escola, ocorrera em razão da equipagem necessária e acabamentos internos.
O 1º Grupo Escolar de Santa Cruz do Rio Pardo recebeu a denomina-ção 'Sinharinha Camarinha' conforme Decreto nº 23.328, de 6 de maio de 1954 (DOSP, 11/05/1954), em homenagem à memória da professora Percília Camarinha Nascimento (Sinharinha Camarinha).
O Centro de Referência em Educação 'Mário Covas', título: "Histórias de Escolas Estaduais Paulista", em página de apresentação informa que "O prédio destinado à primeira escola pública do município de Santa Cruz do Rio Pardo fez parte do Projeto 'Tipo Faxina' (atual Itapeva), implantado em 10 municípios (Faxina, Jardinópolis, Santa Cruz do Rio Pardo, Salto de Itu, Santa Rita do Passa Quatro, Dois Córregos, Serra Negra, Cruzeiro, Itararé e Bebedouro): as plantas eram as mesmas, com as fachadas reelaboradas por diversos arquitetos. Em Santa Cruz do Rio Pardo, o projeto foi assinado por José Van Humbeeck e Manuel Sabater." 
O prédio santacruzense, conforme o mesmo Centro de Referência foi tombado pelo 'CONDEPHAAT' – Conselho do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, "(...) pelo alto valor histórico na evolução educacional do Estado de São Paulo" (CRE, citação).
3.  Antigo curso ginasial 
No final do século XIX somente as localidades de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto ofereciam curso ginasial público. 
Ainda em 1910 apenas as localidades de São Paulo, com 265 alunos, Campinas com 222 e Ribeirão Preto com 72, possuíam escolas publicas de ginásio e "eram 559 o número de alunos matriculados" (RG, U 1167, 1910).
Para Santa Cruz do Rio Pardo, apenas o Externato Coelho Neto – particular, sabidamente a partir de 1918, oferecia curso de seriação fundamental, com aplicação gradativa à medida dos formandos. 
Com a implantação da Escola Normal Livre de Santa Cruz do Rio Pardo, em 1929, funcionando como espécie de curso de madureza, onde os alunos estudavam matérias e prestavam exames ao final do curso, experimentou-se o mesmo para o curso ginasial, ou fundamental, até 1940, sendo tal curso ministrado por estudantes normalistas, como atividades práticas. Mas as referências são poucas e ausentes os documentos que possam melhor atestar tais realizações.
O primeiro curso oficial de seriação nível ginasial ou de ensino fundamental, via escola pública para Santa Cruz do Rio Pardo, surgiu com a implantação da Escola Normal Oficial em 1939, início do ano letivo em 1940, de acordo com exigências do Decreto nº 10.336, de 21 de junho de 1939 que anexou àquela o curso fundamental, além do profissional e quatro classes para o curso primário.
Somente após 1959 foi implantado o curso ginasial no 2º Grupo Escolar – escolas/classes reunidas, denominado 'Professora Maria Joaquina do Espírito Santo' - prédio onde funciona a atual Escola Estadual de 2º Grau 'Leônidas do Amaral Vieira'.
Com a extinção da escola "Maria Joaquina do Espírito Santo", por não resistir a reforma educacional do Estado de São Paulo determinada pelo Decreto Estadual nº 52.324, de 1º de dezembro de 1969, "(...) sobre a organização da Coordenadoria de Ensino Básico e Normal da Secretaria da Educação (...)" (DOSP de 02/12/1969), cuja competência, entre outras, estava a de propor em criar, suprimir, remanejar, (...), estabelecimentos escolares, seu curso ginasial foi absorvido pela Escola 'Sinharinha Camarinha', e depois outras surgentes.
4.  Escolas de 'Ensino' Secundário 
Não era regra no sertão algum aluno cursar o secundário, até porque não existia nenhuma escola no século XIX destinada a esta categoria de ensino; se o desejasse fazer era preciso a família ter poder aquisitivo suficiente para manter fora o pretendente, na Capital do Império – depois da República, ou na Capital da Província – ou Estado a partir do advento golpista militar de 1889.
Em 1910 sete localidades possuíam o Curso Normal, destinado à formação de professores para o nível primário: São Paulo, Campinas, Piracicaba, Guaratinguetá, Itapetininga, Pirassununga e Botucatu, sendo as duas ultimas criadas em 31 de dezembro de 1910.
O curso secundário somente chegaria ao sertão Vale Paranapanema, a partir do Pardo, em agosto de 1928 com a criação da Escola Normal Livre Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo. Com início a partir de 1929. 
Bem mais adiante, com a edição da Lei Orgânica do Ensino Secundário, Decreto-Lei nº 4.244, de 09 de abril de 1942, por parte do governo federal, fez-se o ensino secundário em dois ciclos: o ginásio, com o tempo de quatro seriados e o colégio ou colegial, com três anos de duração, subdivido em dois cursos: o Clássico – letras e afins, e o Científico – ciências exatas, químicas, físicas e biológicas, assim num primeiro momento excluso o Curso Normal nessa modalidade de ensino, porém, outras também leis orgânicas, para os diferentes níveis e ramos de ensino, promoveram a regularização dos ensinos entendidos por cursos técnicos, como o industrial, comercial, agrícola e mesmo o normal.
No azo da referida Lei Orgânica e as periféricas, o curso técnico complementar ao nível primário, ou curso profissionalizante, foi transferido para o ciclo ginasial, ficando o Curso Normal, como ensino secundário destinado à formação de professores.
Às exceções do Curso Normal e os Técnicos, o Clássico e o Científico tornaram-se enciclopédicos, visando preparação para o ingresso num curso superior, e assim se manteve até a edição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1961.
Para Santa Cruz do Rio Pardo, a Lei 255 de 12 de março de 1949, que "dispõe sobre funcionamento, como colégio, do Curso Fundamental da Escola Normal de Santa Cruz do Rio Pardo", e traz em seu artigo 1º: "Passa a funcionar como Colégio, uma vez obtida a autorização do Governo Federal, o curso fundamental da Escola Normal de Santa Cruz do Rio Pardo.", complementado pelo parágrafo único, "O 2º ciclo do Colégio funcionará no edifício da Escola Normal e em período noturno."(DOSP, 17/03/1949).
Oficializava-se, assim, o Curso de Ensino Secundário, o Colegial, em Santa Cruz do Rio Pardo.
4.1.  Escola Normal 
Da Escola Normal, no ano de 1910, em todo Estado de São Paulo, apenas as seguintes localidades possuíam Escolas Normais com respectivos números de alunos: Capital (491), Campinas (279), Piracicaba (315), Guaratinguetá (303), Itapetininga (149), Botucatú (79), Pirassununga (87) - (RG U 1167, 1910). 
Santa Cruz do Rio Pardo teria a sua Escola Normal, para formação de professores 'primários' ou de primeiras letras, criada pela Lei Municipal nº 429, de 25 de agosto de 1928, instalada em 1929 sob a denominação de Escola Normal Livre [Municipal] de Santa Cruz do Rio Pardo, sob os auspícios do então prefeito Major Leônidas do Amaral Vieira. A ata oficial de registro foi lavrada aos 16 de maio de 1928, e o primeiro Diretor foi o senhor Agenor de Camargo.
A escola para formação de normalistas [professores], em seu início, situou-se num casarão hoje localizado à Rua Coronel Emygdio José da Piedade esquina com a Rua Catarina Etsuko Umezu – onde funciona a Biblioteca Municipal, depois transferida para a Avenida Tiradentes 212, depois funcionou algum tempo onde hoje a conhecida Escola Sinharinha Camarinha, até instalar-se em próprios da atual Escola Estadual de Segundo Grau 'Leonidas do Amaral Vieira'. 
Para melhor compreensão, o Curso Normal Livre funcionava como espécie de Curso de Madureza, os alunos estudavam e depois prestavam exames numa instituição oficial. Publicação em Diário Oficial do Estado de São Paulo, de 22 de fevereiro de 1931, página 5, referente à Escola Normal Livre de Santa Cruz do Rio Pardo revela encaminhamento à Diretoria Geral do Ensino - do Governo Estadual, em cheque, a importância 400$000 referente à taxas de inscrição aos exames de admissão, de vinte candidatos inscritos.
Buscando a oficialização do curso, "É esperada ainda este mez, nesta cidade a Commissão que vae examinar a Escola Normal Livre de Santa Cruz do Rio Pardo, para effeito de equiparação definitiva." (Santa Cruz Jornal, ano II nº 66, edição de 21 de julho de 1933). Para aqueles fins de reconhecimento e equiparação oficial do curso ministrado, a Instituição preparava-se, conforme a mesma fonte informativa:"Na escola Normal Livre desta cidade estão bastante adeantados os serviços de construção da praça de esportes." 
Apesar das pretensões, apenas aos 21 de junho de 1939, por Ato do Interventor Federal para o Estado de São Paulo, foi baixado o Decreto nº 10.336, criando a Escola Normal Oficial para Santa Cruz do Rio Pardo: 
"Crêa uma Escola Normal Oficial na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo."
"(...)."
"O Doutor Adhemar Pereira de Barros, Interventor Federal no Estado de São Paulo, no uso das atribiuições que lhes são conbferidas por lei; e"
"Considerando que na vasta zona que vai de Avaré a Santo Anastácio não existe uma escola normal oficial;"
"Considerando que a cidade de Santa Cruz do Rio Pardo vem mantendo uma Escola Normal Municipal, que tem fornecido professores a toda a região em que se acha situada;"
"Considerando que a Prefeitura daquela cidade oferece o prédio em que funciona atualmente a Escola Normal Municipal, convenientemente adaptado às necessidades de um estabelecimento oficial,"
"Decreta:"
"Artigo 1º - Fica creada, na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, uma Escola Normal Oficial, a ser instalada em 1940, com organização idêntica às demais já existentes no interior do Estado."
"Artigo 2º - O Curso Primário da Escola Normal óra creada funcionará, de início, com quatro (4) classes, transferida do Grupo Escolar local."
"Artigo 3º - A Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo fica obrigada à execução das obras que se fizerem necessárias à instalação da Escola Normal Oficial, atendendo às exigências da legislação federal referente ao ensino secundário federal."
"Parágrafo Único - Fica ainda a Prefeitura obrigada a doar ao Estado o material didático indispensável ao funcionamento da Escola óra creada."
"Artigo 4º - A Prefeitura Municipal transferirá para o Estado, depois de convenientemente adaptado, o prédio em apreço, bem como o terreno em que está situado."
"Artigo 5º - Este decreto entra em vigôr na data de sua publicaação, revogadas as disposições em contrário."
"(...)." (DOSP, 27/06/1939).
O Governo Municipal Leônidas Camarinha assim manifestou-se: "Pelo Decreto n. 10.336, de 21 de junho de 1939, (...), creou-se nesta cidade uma Escola Normal Oficial à qual se anexarão 4 classes do grupo escolar local, passando o atual prédio da escóla livre para o governo do Estado. Ter-se-ão assim um curso profissional, um fundamental e um primário, todos estaduais" (Prefeitura Municipal, Dados do Município - Prestando Contas, 1940).
A mesma fonte, à página 33, indica que em 1939 a Escola Normal estava instalada à Avenida Tiradentes, nº 212, prédio posteriormente ocupado pelo Colégio Técnico de Comércio, XX de Janeiro, e atualmente serve à Secretaria Municipal de Desenvolvimento e a Casa do Empreendedor. 
A Lei 255 de 12 de março de 1949, que "dispõe sobre funcionamento, como colégio, do Curso Fundamental da Escola Normal de Santa Cruz do Rio Pardo", traz em seu artigo 1º: "Passa a funcionar como Colégio, uma vez obtida a autorização do Governo Federal, o curso fundamental da Escola Normal de Santa Cruz do Rio Pardo.", complementado pelo parágrafo único, "O 2º ciclo do Colégio funcionará no edifício da Escola Normal e em período norturno." (DOESP, 17 de março de 1949).
Diário Oficial do Estado de São Paulo, de 18 de março de 1949, página, há uma retificação da Lei 255: "No artigo 1º, onde se lê: '...Escola Normal de Santa Cruz do Rio Pardo,' leia-se: '...Escola Normal de Santa Cruz do Rio Pardo'." 
A Lei Estadual de nº 598, de 31 de dezembro de 1949 "Dá a denominação de Colégio e Escola Normal Estadual 'Leonidas Amaral Vieira', ao Colégio e Escola Normal Estadual de Santa Cruz do Rio Pardo" (DOSP, 01/01/1950); instituía-se Curso Colegial com as modalidades de Clássico e Científico.
Aos 14 de agosto de 1953, a Lei Estadual nº 2.247 "Transforma em Instituto de Educação a Escola Normal 'Leônidas do Amaral Vieira', de Santa Cruz do Rio Pardo, e dá outras providências (...)." (DOSP, 15/08/1953), com acréscimos e funcionamento dos seguintes cursos mencionados no artigo 2º de referida lei:
-"Haverá nesse Instituto de Educação os seguintes cursos:"
-"I - Curso Normal, de 3 (três) anos, destinado á formação de professôres primários e pré-primários;"
-"II - Curso Primário, de 5 (cinco) anos, subdivididos em primário comum de 4 (quatro) anos e complementar de 1 (um) ano; e"
-"III - Curso Pré-Primário (Jardim da Infância), de 3 (três) anos."
-"Artigo 3º - Haverá, além dêsses cursos mais os seguintes:"
-"I - Curso de Administradores Escolares de grau primário, para habilitação de diretores, orientadores de ensino, inspetores escolares, auxiliares de estatísticas e encarregados de provas e medidas escolares; e"
-"II - Cursos de Especialização: Educação Pré-Primária; Didática Especial de Curso Complementar Primário; Didática Especial de Ensino Supletivo; Desenho e Artes Aplicadas; Música e Canto."
-"(...)". 
4.2.  Curso Colegial modalidades Clássico e Científico 
Para as reformas de ensino pelo Ministro Gustavo Capanema - as Leis Orgânicas do Ensino, entre outras, editou-se o Decreto-Lei nº 4.244, de 9 de abril de 1942, como instrumento regulador do ensino secundário.
Oficialmente o ensino secundário viria, então, com a opção de três para o curso colegial, podendo ser na modalidade clássico ou científico, como opções ao curso normal, para prosseguimento nos estudos conforme área escolhida. Em Santa Cruz o Curso Colegial, ou o 2º ciclo do colégio, Científico e Clássico, tornou-se agregado ou passou a funcionar em próprios da Escola Normal, primeiramente em período noturno (DOESP, 17 de março de 1949). 
Os ditos cursos do secundário acompanharam as edições legais de transformações curriculares e de normas para o ensino brasileiro, além dos cursos reunidos, em Santa Cruz, no Instituto de Educação a Escola Normal 'Leônidas do Amaral Vieira' - Lei Estadual nº 2.247, de 14 de agosto de 1953' que assim permaneceria até 1976, quando tornou-se Escola Estadual de Segundo Grau 'Leônidas do Amaral Vieira', pela reforma do ensino - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
A Escola Normal, com respectivos anexados, deixou o prédio situado à Avenida Tiradentes nº 122, transferindo-se para a edificação destinada pelo Governo do Estado, onde atualmente funciona a Escola 'Sinharinha Camarinha', e depois viria ocupar a construção onde se edificou o novo prédio do ainda Instituto de Educação (Lei Municipal nº 40, de 07 de junho de 1958 – preconização).
A Prefeitura ocupou então o prédio da Avenida Tiradentes, por um período, a partir de 1958, em cujos fundos continuou em funcionamento a Escola Artesanal.  
Tal lei municipal nº 40, bem a propósito, referia-se à doação de terreno municipal para o estado construir e instalar efetivamente a Escola Artesanal. O experimento local não obteve êxito, posto aparentemente como ações de governo voltadas muito mais para disciplinar as hierarquias e manter distinções sociais. 
4.3.  Curso Técnico Agrícola e Economia Doméstica 
Santa Cruz também teve o Curso Técnico Agrícola mantido pelo Governo do Estado. Em 1970, pelo Decreto nº 52.553, de 06, publicado aos 07 de novembro de 1970, foi criado o Colégio Técnico Agrícola Estadual de Santa Cruz do Rio, subordinado à Diretoria de Ensino Agrícola. 
Aquele Decreto combinado com o de nº 52.689 de 08, publicado aos 09 de março de 1971, ratificou o convênio para os cursos de Monitor Agrícola, Técnico em Agropecuária, e Técnico em Economia Doméstica, com início das atividades letivas em 28 de março de 1971. 
Mediante convênio celebrado entre o Município de Santa Cruz do Rio Pardo – Governo Onofre Rosa de Oliveira, e o Governo do Estado de São Paulo pela Secretaria de Educação, conforme publicação no Diário Oficial de 19 de março de 1971, página 16, a Escola foi instalada em próprios da municipalidade, prédio recém-adquirido e onde funcionou por décadas o popularizado como Colégio Ave Maria ou Colégio das Madres.
As aulas práticas para os cursos Técnico em Agropecuária e Monitor Agrícola eram realizadas na Fazenda Cachoeira, de propriedade da família Quagliato. 
Em 1978, pelo Decreto nº 11.947, de 26, publicação em Diário Oficial do Estado de São Paulo aos 27 de julho de 1978, página 3, a EESG de Santa Cruz do Rio Pardo [Agrícola] passou a denominar-se "Escola Estadual de Segundo Grau [EESG – Agrícola] Maria Joaquina do Espírito Santo", posteriormente criada e organizada na Secretaria de Educação com o curso Técnico em Agropecuária, pelo Decreto Estadual nº 23.544 de 10 e publicado aos 11 de junho de 1985, para então ser classificada como "Escola Técnica Agrícola Estadual de Segundo Grau [ETAESG] Maria Joaquina do Espírito Santo”.
O Decreto Estadual nº 34.032, de 22 e publicado em Diário Oficial de 23 de outubro de 1991, "dispõe sobre a transferência da Divisão de Supervisão e Apoio às Escolas Técnicas Estaduais da Secretaria da Educação para a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, e dá providências correlatas", até uma nova transferência, pelo Decreto 37.735, de 28 de outubro de 1993, tornando-se a Instituição sob a coordenação e gerenciamento do Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, sob a nova denominação, Escola Técnica Agrícola Estadual – "ETAE Maria Joaquina do Espírito Santo".
A fazenda onde situada a Escola, na Rodovia Engenheiro João Batista Cabral Rennó – km 309, foi doada pelo município ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, através da Lei Municipal – Complementar nº 90, de 03 de maio de 1996. 
Nova mudança, agora pela Lei Estadual nº 9.679, de 14 de maio de 1997, a Escola torna-se "ETAE Orlando Quagliato", depois ETE - Escola Técnica Estadual em 1999, e, desde 2006, ETEC – Escola Técnica com o nome de "Orlando Quagliato". A partir de 2006, parte da Escola – curso noturno, que funcionava em dependências da Escola Maria José Rios, agora aquelas atividades e outras à Escola abrigam-se junto ao antigo Grupo Escolar Santa Cruz do Rio Pardo, que foi depois Sinharinha Camarinha e Delegacia de Ensino.
4.4.  Curso Técnico Complementar 
No século XIX, as classes sociais menos favorecidas, no sertão, tinham para os seus filhos apenas o Curso de Primeiras Letras, pois a continuidade dos estudos voltava-se apenas às elites que podiam custear seus filhos, numa outra localidade, para a sequência estudantil, para condições de dirigentes e não trabalhadores comuns.
É fato conhecido que nos grandes centros as crianças mendicantes, ou de famílias extremamente pobres, eram adotadas pelo Estado para aprendizagens de primeiras letras e de ofícios diversos, por exemplos, de gráficas envolvendo encadernações, tinturarias, alfaiatarias, tornearias, marcenarias e carpintarias entre outras profissões exigidas pelo mercado, com a obrigatoriedade do estudante/aprendiz permanecer três anos na Escola, após o aprendizado, para pagamento do curso, ensino aos principiantes e obtenção de pecúlio para o início profissional. Alguns sertanejos usavam de favores dos Coronéis para inscreverem seus filhos nessas escolas assistencialistas de governo, embora a maioria das famílias necessitasse dos filhos no lugar para contribuição com a renda doméstica, num tempo em que o trabalho infantil era prática usual. 
A partir de 1912 experimentou-se o Curso Técnico Complementar anexo aos Grupos Escolares, abertos a todos, com a duração dois anos, como preparação em caráter educativo dos alunos, sendo Práticas Manuais para o sexo masculino e o Trabalho Doméstico para o sexo feminino, com instruções específicas e revisão de matérias anteriormente estudadas.
No Curso Primário tornou-se, portanto, usual a disciplina paralela de trabalhos manuais ou prendas domésticas, aos alunos e alunas, respectivamente, do terceiro e quarto ano do curso em questão.
A necessidade de mercado, no entanto, requisitava formação mais profissional em Práticas Comerciais e Técnicas Agrícolas, para o sexo masculino, e os Trabalhos Domésticos – para o sexo feminino. Para homens e mulheres, indistintamente foi pensado o Curso de Artesanato.
Às mulheres as atividades não eram somente para as funções do lar, e sim como auxiliar ao homem do campo, como esposas ou na qualidade de serviçais remuneradas – empregadas, nos cuidados domésticos, nos fabricos de doces e conservas, nas lidas com produtos e subprodutos animais, nos cuidados e manejos com galinhas, hortas, pomares, limpezas de estábulos e tratamentos, ou mesmo partícipes nas pequenas lavouras.
O Curso Primário teria, então, a duração de seis anos, quatro para a educação básica e dois para educação dita profissional, todavia, a necessidade de espaços para aprendizados agrícolas trazia a necessidade do ensino no campo, para ambos os sexos, e isto extrapolava os conceitos para o curso primário; e de igual maneira as Práticas de Comércio e o Artesanato exigiam mecanismos e acomodações não suportados estruturalmente pelos Grupos Escolares. 
Tal suporte profissionalizante poderia ocorrer com a implantação de Escola Normal Oficial. 
Com a oficialização da Escola Normal de Santa Cruz do Rio Pardo, qual seja, a sua estadualização ou transformação de Escola Normal Livre Municipal para Escola Normal Oficial [Estadual], foi instituído um curso profissional, como exigência legal pelo criacionista Decreto Estadual nº 10.336 de 21, publicado aos 27 de junho de 1939 (DOSP). O Curso de Artesanato foi a opção profissionalizante. 
A respeito, o Governo Municipal Leônidas Camarinha assim manifestou-se entusiastas: "Pelo Decreto n. 10.336, de 21 de junho de 1939, (...), creou-se nesta cidade uma Escola Normal Oficial à qual se anexarão 4 classes do grupo escolar local, passando o atual prédio da escóla livre para o governo do Estado. Ter-se-ão assim um curso profissional, um fundamental e um primário, todos estaduais." (Prefeitura, Dados do Município – Prestando Contas, 1940).
Pouco depois a Lei Orgânica do Ensino Secundário – Decreto-Lei nº 4.244, de 09 de abril de 1942, e as outras leis que lhe serviram de acessórios, modificou a estrutura original do Curso Técnico Complementar, passando-o do primário para complemento ginasial. Alguns anos adiante os cursos técnicos seriam equivalentes ao curso secundário.
O curso profissionalizante em tela, então Escola Artesanal ou de Artesanato, funcionava no mesmo prédio destinado à Escola Normal sito à Avenida Tiradentes esquina com a Marechal Bittencourt. Com a transferência da Escola Normal para o lugar onde atualmente a Escola 'Sinharinha Camarinha', a Escola Artesanal permaneceu, por algum tempo, no antigo lugar, num anexo, mesmo com a Prefeitura instalada no imóvel principal.
Era situação provisória, pois, segundo informes da Lei Municipal nº 40, de 07 de junho de 1958, artigo 1º, a Municipalidade doava ao Governo do Estado terreno destinado, exclusivamente, para a construção da Escola Artesanal, entre as atuais edificações do 'Sinharinha Camarinha' e do 'Leônidas do Amaral Vieira' – esta ainda em construção. 
O parágrafo único do artigo primeiro da Lei 40 era taxativo quanto ao objeto do terreno: "destinado, exclusivamente, para nêle serem construídos pelo Estado, o edifício e demais instalações necessários ao funcionamento da Escola Artesanal desta cidade". 
O prédio jamais foi construído e o curso extinto, porque já eram outras as prioridades educacionais de governo.
5.  Delegacia de Ensino
A estrutura de Delegacia de Ensino para Santa Cruz do Rio Pardo somente ocorreria em 1921, a 12ª Delegacia, como regional abrangendo as localidades de: "Assis, Campos Novos do Paranapanema, Santo Anastacio, Cerqueira Cesar, Conceição de Monte Alegre, Espírito Santo do Turvo, Fartura, Ipauçu, Óleo, Ourinhos, Palmital, Piraju, Platina, Salto Grande do Paranapanema, Santa Barbara do Rio Pardo e São Pedro do Turvo" (EMUBRA, 2003: 1). Pela mesma fonte, "... novas Inspetorias Distritais foram criadas em 1928, incluindo a 70º Distrito Escolar de Presidente Prudente, subordinado à Delegacia de Ensino de Santa Cruz do Rio Pardo" (2003: 1). 
Em 1931 Santa Cruz apresentava-se como Delegacia de Ensino da 9º Região, compreendendo os seguintes distritos escolares e respectivos municípios: "1º. Avaré: Cerqueira Cesar, Itahy, Bom Sucesso; 2º. Pirajú: Fartura, Oleo, Taquary, Espirito Santo do Turvo, Santa Barbara do Rio Pardo; 3º. Ourinhos: Bernaradino de Campos, Chavantes, Ipaussú, São Pedro do Turvo, Salto Grande; 4º. Palmital: Platina, Campos Novos, Candido Motta; 5º. Assis: Maracahy, Conceição de Monte Alegre, Paraguassú; 6º. Presidente Prudente: Santo Anastacio, Presidente Wenceslau, Quatá." (DOSP, edição de 11/01/1931).
Na reestruturação pelo Decreto Estadual nº 17.698, de 26 de novembro de 1947, artigo 260 – Santa Cruz do Rio Pardo foi colocada como 25ª Delegacia para as localidades [municípios] de Bernardino de Campos, Chavantes, Fartura, Ipauçu, Manduri, Óleo, Ourinhos, Piraju, Salto Grande, Santa Cruz do Rio Pardo (sede) e São Pedro do Turvo. A medida cumpria determinações pelo Decreto Estadual nº 17.211, de 13 de maio de 1947, e outras reorganizações viriam no decorrer dos anos até sua extinção, pelo Decreto Estadual nº 39.902, de 1º de janeiro de 1995.
II.  Ensino Privado
Primeiras escolas particulares
A primeira referência para o ensino privado em Santa Cruz do Rio Pardo está relatada no censo de 1872, com registro de quatro professoras e quatro professores. Sendo o censo referente a Santa Cruz e São Pedro do Turvo, não se sabe, efetivamente, quantos para cada lugar ou se apenas num só (IBGE Arquivos, Censo de 1872).
Naqueles tempos o Governo não exercia, ainda, controle formal na educação, e são desconhecidos nomes dos professores e dos alunos, estes certamente diferenciados socialmente. Salvo algum abnegado, seria difícil professor particular lecionar para crianças pobres, quando a roça e as necessidades domésticas cedo chegavam aos lares de poucos recursos ou posses. 
A educação naqueles idos de 1872 estaria atrelada à estratificação social como distinções entre os filhos de trabalhadores e proprietários, especialmente porque a escolarização ocorria através de iniciativas particulares, envolvendo a classe privilegiada e os professores.
Com a presença do Estado no sistema educacional, ou seja, a institucionalização da educação, em Santa Cruz do Rio Pardo, a partir de 1877, entende-se grande avanço em tese, do ponto de vista histórico-sociológico, onde ricos e pobres eram incentivados às primeiras letras, e frequentavam um mesmo ambiente.
Tal situação fez decair o número daqueles que pagavam professores particulares para o ensino de seus filhos. 
1.1.   Uma escola ainda não identificada
 A Câmara Municipal ao respostar questionário formulado pela Comissão de Estatística do Estado de São Paulo, nos quesitos educação e existência de escolas, informou que "Existe tambem uma Escola Particular com 10 alunnas frequentes" (Câmara, Livro Ata, 1893). Infelizmente a Câmara não identificou o nome do estabelecimento e nem a pessoa responsável.
Pode ou não tratar-se da Professora Adriana de Oliveira que lecionava particular na Vila de Santa Cruz do Rio Pardo (Almanach Paulistano, 1888: 623).  
1.2.  Colégio Nossa Senhora do Amparo 
Escola particular sob a direção da Professora Augusta de Oliveira Ferreira, exclusivamente para o sexo feminino, localizada numa chácara à atual via pública Cesário Motta, então conhecida por "Rua que passa em frente ao antigo collegio de D. Augusta" (Junqueira, 2006: 25).
Não se tratava de entidade caritativa nem de escola levantada para cobrir omissão do estado no setor educação, porém a escola era fortemente vinculada à Igreja Católica, através da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, partícipe de eventos religiosos (Correio do Sertão, 24/03/1902: 2).
O Colégio funcionava em regime de internato e externato, e cobrava 'contribuições' antecipadamente, de um semestre de estudo para alunas internas, e trimestral para as externas, com regras em "Não se fará desconto por férias, nem por faltas, embora prolongadas. As alunas que se retirarem do collegio, não terão direitos a restituição de pagamento." (Correio do Sertão, 17/01/1903: 4). 
No ano de 1912 o Colégio Nossa Senhora do Amparo encerrou atividades, e o imóvel, chácara e prédio, colocado à venda pelo seu proprietário Francisco Pinto Ferreira (Cidade Santa Cruz, 29/maio/1913: 3). 
Tradições indicam que o prédio onde funcionou o Colégio Nossa Senhora do Amparo foi tragado pela erosão nas proximidades do Ribeirão São Domingos. 
Os autores respeitam as tradições, todavia não as ratificam sem documentos comprobatórios. 
1.3.  Escola de Instrução de Leitura 
Em 1905 foi noticiada abertura e funcionamento a Escola Particular de Instrução de Leitura, para meninos de 07 a 14 anos de idade, num prédio aos fundos do Templo Presbiteriano de Santa Cruz do Rio Pardo, sob a direção de Benedicto C. de A. Junior.
Em reportagem publicitária constou: 
-"O abaixo assignado declara ao respeitavel publico bem assim aos srs. paes de familia, que, abriu uma escóla particular de instrucção de leitura aos meninos de 7 a 14 annos de edade, sob sua direcção."
-"Ensina com o maximo esmero, e pelos methodos adotados pelas instrucções publicas: os novos methodos de leitura. Funcciona sua aula, das 10 horas da manhã às 3 ½ da tarde. Leciona adultos das 7 às 9 horas da noite." 
-"(...)". (O Progresso, 26/04/1905: 4).
Apesar de a tradição informá-la como escola vinculada à seita cristã presbiteriana, tratava-se de ensino particular ministrado com aproveitamento da estrutura da Igreja para a 'escola bíblica' ou 'dominical'. 
1.4.  Outras escolas particulares 
Em 1913 estava ativo em Santa Cruz do Rio Pardo o Externato Coelho Neto (O Município, 22/06/1913: 2), para ambos os sexos, situado á rua Conselheiro Antonio Prado nº 6, para educação primária e secundária, de propriedade de Candido Coelho Neto. 
Segundo anúncios o Externato foi o primeiro estabelecimento de ensino, para além das primeiras letras, destinado a ambos os sexos. 
Publicidades indicavam os professores públicos Plínio Braga – Diretor do Grupo Escolar, e José Martins - Professor da mesma Instituição, lecionando particular, na residência (O Contemporaneo, 19/05/1917: 3), e tal prática era legalmente permitida. 
Certo professor Ávila, anunciava aulas particulares em sua residência (Rua Benjamin Constant), para curso primário preparatório (A Cidade, 06/02/1927: 2).
São diversos os cursos de externatos, como o Santa Terezinha, o Santa Cruz, o Siqueira de Castro, mas nenhum curso de instrução primária marcou época quando a Escola 13 de Maio, em 1937, a Cruzada Nacional de Educação presidida pelo Dr. Gustavo Armbrust, fundou uma filial na cidade:
-"Santa Cruz do Rio Pardo comprehendeu muito bem que, de facto, nenhum problema brasileiro se sobrepõe ao analphabetismo e que, resolvel-o é melhorar a situação dos nossos infelizes patrícios que não sabem lêr e elevar o Brasil à altura de uma grande potencia, e nem é por outro motivo, que a Cruzada Nacional de Educação, convida todos os brasileiros com responsabilidades publica, homens, mulheres e crianças, a cooperarem nesta benemerita cruzada." (A Cidade, 25/04/1937: 1).
A escola em Santa Cruz do Rio Pardo era parte de um projeto de 4.500 outras iguais "que será de fácil execução si os nossos patricios tiverem uma comprehensão nítida de sua importancia e estiverem dispostos a prestar a sua patriotica collaboração." Para a Presidência da Escola 13 de Maio santacruzense foi nomeado o Promotor Público Dr. J. Alves Motta, em exercício na Comarca.
A inauguração ocorreu com grande solenidade, festejos e baile.
A despeito da honra santacruzense envolvida em tão majestoso projeto, a instituição encerrou atividades pouco depois, com a transferência do Promotor Motta para a Capital do Estado, vindo pedir demissão do cargo de Presidente da Escola, ao Presidente da Cruzada Nacional de Educação  conforme publicação em 26 de junho de 1938 (A Cidade, 26/06/1938: 1).
Com a demissão, o Promotor Motta, em carta, fez ciente à Professora Dione de Almeida que: 
-"Tendo ainda em seu poder 240$000, pagará até o mez de Agosto, inclusive, os 80$000, mensaes para professora e porteiro da escola referida."
-"Dahi em deante, sua missão está terminada."
Depois viriam outras escolas particulares, algumas ainda hoje em atividade, como cursos regulamentares de ensino infantil e médio. 
1.4.1.  Organização Aparecido Pimentel de Educação e Cultura – OAPEC
A 'OAPEC', empresa educacional montou cursos de pré-escola, primeiro grau e segundo grau, curso que se tornou vinculado ao Sistema Anglo de Ensino. 
Também na OAPEC funcionou, por algum tempo, o Curso Técnico em Processamento de Dados depois denominado Curso Técnico em Informática (1999). 
1.4.2.  Cooperativa Educacional Santa Cruz do Rio Pardo – Camões
No ano 2000 formou-se a Cooperativa Educacional Santa Cruz do Rio Pardo, mantenedora do 'Colégio Camões', uma entidade não governamental e sem fins lucrativos. A escola iniciou com Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental, num prédio ao final da Avenida Clementino Gonçalves, zona semi-urbana.
Em 2002 a Câmara Municipal, em atenção a projeto de lei do Governo Adilson Donizeti Mira, aprovou autorização à Cooperativa Educacional autorização de direito real de uso de terreno público para a construção da sede da Escola Camões, por período de trinta anos renováveis. 
O prédio foi construído conforme exigências legais, cumprindo as contrapartidas de cinco cestas básicas mês, e cinco por cento de vagas existentes a alunos carentes - bolsas de estudos, disponibilizando à municipalidade, ainda, a área esportiva, auditório e biblioteca. 
Atualmente o Colégio Camões funciona em sua sede própria, à Rua José Antônio Ramos, 165 - Vila Joaquim Paulino, onde mantém o ensino fundamental e o ensino médio.
1.4.3. Centro Educacional Santos S/C – Objetivo
o ano de 2001 surgiu o 'Colégio Objetivo Santa Cruz', do Centro Educacional Santos S/C Ltda, para o Ensino Infantil, Fundamental e Médio, atuando desde o 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, com estrutura montada em doze salas de aulas, três laboratórios para Ciências, Informática e Multimídia, além de biblioteca.    
Seu endereço é na Rua José Vidor 280, Vila Sidéria.  
1.5.  Curso Municipal Preparatório 
No ano de 1930 foi inaugurado o Curso Municipal de Preparatórios, com abertura de inscrições em 15 de março de 1930.
O semanário 'A Cidade' trouxe informativos sobre referido curso:
-"Em prédio amplo e hygienico, nesta cidade abriu-se em 15 do corrente, o Curso Municipal de Preparatórios, sob a immediata fiscalização da Camara Municipal, para o preparo de candidatos às Escolas Normaes, Gymnasios, e outros cursos."
-"Direcção e corpo docente – A Direcção do Curso está entregue a um professor normalista de longo tirocínio, que administrando os trabalhos porá os Srs. paes ao corrente do adiantamento dos alumnos."
-"O corpo docente composto de quatro professores de reconhecida competência ministrará o ensino de accordo com os programmas officaes, recebendo os alumnos em turmas para determinadas materias."
-"Os Srs. paes de alumnos receberão mensalmente as notas obtidas pelos estudantes ficando habilitados à verificação do resultado do ensino."
-"O Curso Normal de Prepatorio se recommenda principalmente aos Srs. paes residentes nas cidades circumvizinhas, que tenha filhos a educar. A Escola Normal Livre S. Cruz do Rio Pardo, reconhecida pelo Governo, diploma professor, com iguaes direitos aos de outras escolas. Ha facilidade na permanencia de alumnos na cidade, em pensões de máxima seriedade."
-"Frequentam actualmente a Escola Normal Livre 72 alumnos de ambos os sexos."
-"Para mais esclarecimentos dirigir-se à Prefeitura Municipal."
-"Mensalidade – 40$000 – Pagamento trimestralmente adiantado." 
-(A Cidade, 06/04/1930: 3). 
1.5.1.  Cursos prepatórios Professor Hélio Castanho de Almeida e Professor Wilson Gonçalves
1.6.  Escola Confessional – Seminário Católico
Santa Cruz teve um colégio religioso, a Escola Apostólica Dominicana Santa Catarina de Sena, vocacional católica para os cursos do primário e secundário (Prefeitura, Relatório Governo Municipal, 1940), exclusivamente para o sexo masculino, funcionou em Santa Cruz a partir de 1938, inicialmente à Rua Conselheiro Dantas, próximo à Igreja São Benedito. 
Em 1941 optou-se pela construção de sede própria à atual Rua José Epiphânio Botelho, ao lado do posteriormente erigido Santuário Nossa Senhora de Fátima, seguindo projeto arquitetônico do italiano Angelo Denti, e obra supervisionada pelos freis construtores Henrique Sborgió e Guala Funari (Debate, 30/05/2010, Suplemento Caderno D, Escola apostólica funcionou por 50 anos em Santa Cruz do Rio Pardo, matéria distinguida com a participação do Frei Lourenço Papin, e reproduzida pela página oficial da instituição religiosa dominicana).
O Seminário adotava regime internato com visita familiar mensal – uma vez ao mês, com pesada carga horária de estudos, intermediada com práticas de esportes   destacando-se o futebol, trabalhos internos – faxinas e atividades tipográficas, e artes – teatros e esquetes. Os alunos escreviam artigos publicados no Boletim Dominicano (Prefeitura, Relatório Governo Municipal, 1940, referência ao Informativo).
A Escola Dominicana integrava o rol de entidades beneficiárias de recursos públicos, de acordo com publicação da aprovação do Parecer nº 1.694/43, pelo Conselho Administrativo do Estado de São Paulo, referente ao Projeto [Municipal] de Resolução nº 1.582 de 1943 (DOSP, 17/10/1943).
1.7.  Ensino laico – Colégio Companhia de Maria
Em Santa Cruz funcionou o denominado Colégio Companhia de Maria cujas  atividades educacionais iniciadas em 1938, com o curso Jardim da Infância, na esquina das ruas Benjamin Constant com a Farmacêutico Alziro de Souza Santos, terreno onde posteriormente construído parte do prédio conhecido por Colégio Ave Maria. 
Ainda no casarão de esquina criou-se o curso noturno para adultos, depois a escola primária, e depois o curso ginasial e, finalmente, a Escola Normal para moças, em regime de internato e semi-internato.
O primeiro endereço do denominado Colégio das Madres foi num prédio na esquina das atuais ruas Benjamin Constant com a Farmacêutico Alziro de Souza Santos, construção depois abrangida pelo prédio comumente conhecido Colégio Ave Maria. 
Com sistema de internato para moças, a instituição Companhia de Maria, ou popularmente Colégio das Madres, atraiu jovens das cidades circunvizinhas, com o tempo abrindo externato e semi-internato, funcionando num prédio defronte à atual Praça Dr. Pedro Cesar Sampaio, até tornar-se patrimônio público, adquirido nos anos de 1970 pelo governo municipal de Onofre Rosa de Oliveira, e nele atualmente acha-se instalada a Faculdade de Direito (ensino particular), pela Organização Aparecido Pimentel de Educação e Cultura - OAPEC.
O Decreto n° 18.402, de 14/12/1948 autorizou "o funcionamento da Escola Normal Livre do Instituto Companhia de Maria, de Santa Cruz do Rio Pardo" (DOSP, 15/12/1948), reconhecido aos 03 de dezembro de 1958, pelo Decreto 34.129 (DOSP, 04/12/1958). 
Ensino era laico, todavia a pautar credo religioso e incentivo vocacional. Documento revela-nos, pelo menos, quatro freiras que estudaram no Colégio Ave Maria, identificadas pelos nomes religiosos: Madres Isabel, Rita, Terezinha e Madre Silva (Colégio Companhia de Maria, publicação Compa Informa, ano 8 nº 23 – 2009). 
O Colégio integrava o rol de entidades beneficiárias de recursos públicos, de acordo com publicações diversas em Diário Oficial do Estado de São Paulo, inclusive o Roupeiro Lestonac, daquela Instituição, consoante vista em Parecer nº 1.694/43, aprovado pelo Conselho Administrativo do Estado de São Paulo, referente ao Projeto [Municipal] de Resolução nº 1.582 de 1943 (DOSP, 17/10/1943).
1.8.  Escola Técnica de Comércio
Já vencido meados de 1950, quando a sociedade passava pela transformação rural agropecuária para a urbana comerciária / industrial, a experimentar para Santa Cruz a educação por meio da alfabetização e do ensino de ofícios como preparação profissional, ou seja, o ensino profissionalizante equiparado ao nível Colegial, atento ás transformações e novas necessidades sociais.
Em 1956, com auxílio do Prefeito Lucio Casanova Neto e juntamente com o Reverendo José Coelho Ferraz [da Igreja Presbiteriana Independente], José Cesáreo Pimentel conseguiu autorização de Governo para o funcionamento da Escola de Comércio XX de Janeiro, com os cursos de Ginásio Comercial e Curso Técnico de Contabilidade, funcionando num prédio - parte velha da Santa Casa, depois demolido e onde hoje instalado o Pronto Socorro do mesmo nosocômio. 
Sob a direção do Reverendo Coelho Ferraz, a Escola denominada 'XX de Janeiro' teve seu primeiro corpo docente e colaboradores: Jorge Nagle, Alberto Scatamburlo, Osvaldo Belinatti e Hélio Castanho de Almeida. Com a transferência do Reverendo Coelho Ferraz para outra localidade, a professora Aparecida Pimentel, esposa de José Cesáreo, assumiu a direção da Escola. 
Como integrante curricular da Escola de Comércio, funcionava no mesmo imóvel a Escola de Mecanografia do senhor Antonio Martins Fernandes.
Pela Lei Municipal nº 60, de 03 de março de 1960, a Prefeitura Municipal [Governo Onofre Rosa de Oliveira] alugou por um período de cinco anos, com renovações contratuais seguidas mediante cláusulas diversas, o prédio situado á Avenida Tiradentes, antigo número 122, esquina com a Marechal Bittencourt.
Esta cessão fez revogada a Lei Municipal nº 42, de 15 de julho de 1958, que autorizava doação daquele prédio ao Governo do Estado de São Paulo, para funcionamento da Escola Normal. No lugar atualmente funciona a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e a Casa do Empreendedor.
A título de informação, para o Governo do Estado foi cedido terrenos onde as escolas públicas: Sinharinha Camarinha e Leônidas do Amaral Vieira atualmente.
No mesmo prédio, no final dos anos de 1970, a Organização Aparecido Pimentel Educação e Cultura iniciou funcionamento do Colegial Supletivo.
1.9.  Ensino secundário particular residencial
No ano de 1902, era anunciado ensino particular residencial pelo Dr. Silvino de Faria, para "leccionar francez, portuguez, arithmetica, gemometria e álgebra, para preparos de exames.", segundo o hebdomadário O Correio do Sertão (Ano I nº 1), a sugerirque "(...) não existindo um collegio para o sexo masculino, nesta localidade (...)" o ilustre causídico deveria abrir um externato.
Mencionava-se outro ensino particular sob a responsabilidade de Benedicto Ricardo Marques, na Rua Euzébio de Queiroz (Correio do Sertão, Ano I nº 19).
Em 1905 cita-se ensino particular pela Professora Rita Vilella (O Progresso, Ano I nº 33).
Em 1908 apresentava-se professor particular, Jose Negreiro Cezar que "(...) lecciona em sua casa, das 6 as 9 hs da noite: leitura, escripta, portuguez, arithimetica, geometria, sciencias phisica-naturaes, geographia e historia do Brasil – mediante 5$000 mensaes, pagos adiantadamente." (Correio Santa Cruz, Ano I nº 21). 
1.10.    Curso Superiores  OAPEC
A rivalidade política santacruzense vivia espécie de guerrilha nos anos de 1950/1960, com disputas de mandos políticos entre rivais pelo governo municipal. O golpe militar de 1964 não colocou fim às disputas, antes pareceu fomentá-la, pois os grupos rivais, um mais que os outro pretendiam aproximações maiores e exclusivas com os militares. 
A rixa atingiu, inclusive, a educação. Enquanto a família Pimentel pleiteava Curso Superior para o município, o lado adversário procurava fazer o mesmo. 
Hábil político, o prefeito Carlos Queiroz, em entremeio aos conclamos políticos e os interesses da família Pimentel, à qual relacionado pelo casamento de filhos, fez criar a Fundação Educacional Santacruzense - cognominada 'FESAN', destinando-lhe um Centro Educacional para abrigo de cursos superiores e técnicos - (Lei Municipal 405, de 30 de setembro de 1968). O Centro Educacional funcionaria á Avenida Joaquim Souza Campos.
O Prefeito, pela Lei 401, de 16 de setembro de 1968, já havia criado a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Santa Cruz do Rio Pardo, sem competência legal, cujo curso seria mantido, administrado e dirigido pela FESAN; e pela Lei 404, de 30 de setembro de 1968, foi o Chefe do Executivo autorizado a celebrar convênio com a Instituição Toledo de Ensino - de Bauru (SP) para instalação e funcionamento de Curso de Filosofia em Santa Cruz do Rio Pardo.
Em vez de 'FESAN' a sigla original era 'FESTA', que o então Professor Teófilo de Queiroz Junior aconselhou mudança por motivos óbvios.
Era interesse de Carlos Queiroz, pela família Pimentel, a instalação de outro curso superior em Santa Cruz do Rio Pardo que não fosse o de Filosofia, por isso a celebração do convênio com a Instituição Toledo de Ensino - ITE, considerando os termos do artigo 4º da mencionada Lei 404: "Com a finalidade específica de instalar em Santa Cruz do Rio Pardo, escolas superiores que não sejam de Filosofia, fica expressamente autorizado o Prefeito Municipal a firmar convênios, assumindo com entidades santacruzenses, em condições de fazer funcionar faculdades, compromissos iguais ou semelhantes aos assumidos com a Instituição Toledo de Ensino, pela presente lei." 
Para a Instituição Toledo de Ensino, o Executivo santacruzense teve autorização da Câmara Municipal - Lei 404 de 30 de setembro de 1968, para doar à entidade o prédio e terreno para aquela finalidade educacional, com reversão em caso de extinção ou cessação das atividades, o que efetivamente aconteceu ao final de alguns anos.
Não sem surpresas, após o convênio entre a Municipalidade e a Instituição Toledo de Ensino, a família Pimentel - pela OAPEC (Organização Aparecido Pimentel Educação e Cultura) conseguiu autorização do Governo Federal, através do MEC (Ministério de Educação e Cultura) para instalar e fazer funcionar o Curso de Filosofia. Diante da situação imprevista foi colocado, como pronta solução, para a ITE os cursos de Geografia e Estudos Sociais [autorização em 1972], enquanto para a OAPEC os cursos de Pedagogia e Letras - funcionamento autorizado pelo Decreto n.º 68.915/71 e reconhecida pela Portaria n.º 256 de 27/01/2006 (Curso de Letras) e pela Portaria nº 4.266 de 09/12/2005 (Curso de Pedagogia).
A Faculdade com o nome em homenagem a Carlos Queiroz, com os cursos de Letras e Pedagogia, funciona (ainda em 2010) à Avenida Clementino Gonçalves, nº 1561, enquanto a ITE à ocupava o prédio à Avenida  Joaquim de Souza Campos, nº 80.
A ITE deixou de funcionar na localidade em 1979, em favor da OAPEC, que manteve o Curso de Estudos Sociais no mesmo prédio e depois transferido para o local onde funcionava a Faculdade de Letras e Pedagogia. 
Nos anos de 1990 a OAPEC conseguiu a Faculdade de Administração    (autorizado pelo Parecer n.º CES 311/2000 – 04/04/2000 e Reconhecido pela Portaria nº 3.492 de 05/10/2005), em funcionamento na Avenida Clementino Gonçalves, 1561. Em 19 de janeiro de 2006 o MEC liberou o Curso de Direito para a Organização Pimentel, com funcionamento no antigo prédio Companhia de Maria, Campus 2, situado à Praça Dr. Pedro Cesar Sampaio nº 31, concedido pela Municipalidade.
A Faculdade de Direito OAPEC teve o Curso de Direito reconhecido pelo MEC em 2010. 
III   Educação integrada e profissionalizante
1.  Centro Educacional do Serviço da Indústria – SESI
O SESI, no final da década de 1940, na classificação de escola particular, procurou oferecimento de educação básica integral, com qualidade de ensino, inicialmente aos beneficiários da indústria e dependentes. 
Popularizou-se, mediante estratégia de investimentos, estendeu educação fundamental a outros menores que não aos beneficiários originais, investindo tanto na formação continuada de seus profissionais, quanto na utilização de recursos tecnológicos. 
A Rede Escolar SESI-SP tornou-se uma das maiores redes particulares de ensino, no estado de São Paulo, sob a orientação e supervisão da Divisão de Ensino pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Em Santa Cruz do Rio Pardo aos 19 de setembro de 1965 deu-se a "inauguração oficial de mais uma Escola, para a infância local. As solenidades que marcaram a inauguração do Centro Educacional 238 do SESI, em nossa cidade contou com a presença da digníssima Diretora da Divisão de Educação Fundamental do SESI, professôra d. Maria Braz, que aqui veio, acompanhada de expressiva comitiva" (A Folha, 03/10/1965: 1).
Em dezembro de 1965, deu-se a entrega de diplomas à primeira turma do SESI: 
-"Em sessão solene realizada no dia 15 último, no Salão da Casa Paroquial, receberam seus diplomas, os alunos que integram a primeira turma de formandos de grau primário ou seja: – Curso primário 4º e 5º anos e Curso Supletivo, do Centro Educacional do SESI nº 238".
-"Instalado em abril do corrente ano em nossa cidade, e funcio-nando em prédio da ETC, o Centro Educacional do SESI, é a mais nova entidade de nossa cidade. Se primeiro ano de existência vem comprovar a sua eficiência no servir a coletividade, tanto assim que a semente dos trabalhos intensivos do corpo docente e direção, floresceu através de um resultado positivo, com boa porcentagem de aprovação". 
-(A Folha, 19/12/1965: 1).
O SESI 238 funcionou por tempos na Avenida Tiradentes, esquina com a Rua Marechal Bittencourt, atual Casa do Empreendedor (2010) ministrando curso primário e supletivo (A Folha, 23/01/1966: 2). O endereço seria transferido, para a Vila 80.
No ano de 1966, aos 26 de abril, instalava-se mais um Centro Educacional do SESI em Santa Cruz do Rio Pardo, sob nº 260, na Vila Popular, com os mesmos objetivos, para alunos da 1ª a 8ª série do 1º Grau (A Folha, 30/04/1977: 1, referência ao 11º aniversário de fundação daquele Centro Educacional). Estendeu-se depois para a educação de jovens e adultos.
O SESI 238 encerrou atividades em Santa Cruz do Rio Pardo, permanecendo o SESI 260.
Aos 25 de novembro de 2009, em cerimônia realizada na Fiesp, acelerou-se o processo para a construção de Escola do SESI no município, com a doação de terreno de 25.000 m², pelo empresário Plácido Lorenzetti – concretizada pela família. 
2.  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial  SENAI 
Trata-se de instituição privada brasileira, de interesse público e sem fins lucrativos, que tem por objetivo o apoio às áreas industriais por meio da formação de recursos humanos e da prestação de serviços técnicos e tecnológicos. 
No ano de 2000 foi assinado convênio entre a Prefeitura Municipal e o SENAI-SP, visando ensino profissionalizante para atendimento à demanda de mão de obra para a indústria local, com a escola de formação Centro Municipal de Aprendizagem Industrial.
O projeto contou com incentivo do Sindicato da Indústria de Calçados, Artefatos de Couro e Vestuário de Santa Cruz do Rio Pardo. 
Após as tramitações de praxe instalou-se o Centro Municipal de Aprendizagem Industrial "Geraldo Vieira Martins", tendo o Sindicato adotado a responsabilidade pela manutenção custeio do Centro em todas suas atividades, em esforço conjugado com a Municipalidade.
A Escola, em 2004, teve aprovação para funcionamento.   
IV  Alfabetização ou Educação de massas
Movimento Brasileiro de Alfabetização – 'MOBRAL' 
Projeto criado pela Lei n° 5.379, de 15 de dezembro de 1967, com proposta de alfabetização de jovens e adultos, no sentido de  "conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida". 
Em Santa Cruz do Rio Pardo o 'MOBRAL' foi criado no Governo Onofre Rosa de Oliveira (1969/1972), através do Decreto nº 480, de 11 de setembro de 1970, com estrutura e competências para a execução e a implementação da alfabetização proposta nos termos da Lei Federal.  
Apesar de discutível sob o ponto a ótica pedagógica, o 'MOBRAL' visava, além de alfabetizar, também a divulgação da cultura e a oportunidade do surgimento de valores artísticos, como maneira de criar ou resgatar a autoestima do indivíduo. O 'MOBRAL' era dividido em moldes cursivos, por exemplo, a Educação Integrada e a Alfabetização, e funcionava como sistema presencial do Projeto Minerva –Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação, iniciado em 1º de setembro de 1970.
Foram diversos os locais onde ministrados os cursos 'MO-BRAL', inclusive na zona rural.
O 'Mobral' era noticiado: "Com esses Seminários, pretende-se iniciar uma campanha de Movimentação dos Centros Comunitário pelo Consórcio de Promoção Social e em consonância com o programa de educação de adultos levado a efeito pelo MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização, em Santa Cruz do rio Pardo" (A Folha, 29/11/1970: 1). 
Em 1972 noticiava-se em Santa Cruz "O Mobral santacruzense estará procedendo este mês a formatura de mais 300 alunos dos cursos de Educação Integrada e de Alfabetização, contribuindo para o progresso do Brasil" (A Folha, 13 de maio de 1972: 1).
O que parecia bom no programa tornou-se ruim, pelo fato que a uniformização disciplinar em todo Brasil, não expressava a linguagem, o regionalismo cultural e nem as necessidades distintas. Também não se considerava, ainda que programa defendido pelos técnicos, o aproveitamento das experiências dos alunos.
Outro erro do 'MOBRAL', cometido em Santa Cruz e praticamente em todo Brasil, foi a abertura não oficial de ensino a menores de quinze anos, apelidado 'MOBRALZINHO', voltado aos segmentos mais pobres da sociedade. Um despropósito, pois somente se pretendia a leitura e a escrita, sem a preocupação com a formação educacional do homem.
Após 1977 ninguém duvidava do ufaneio do 'MOBRAL' e que dele se serviam os políticos e apaniguados para desvios de recursos públicos. 
A recessão econômica de 1983 inviabilizou seu prossegui-mento e os programas foram incorporados pela Fundação Educar.

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