SatoPrado - coletâneas

ATENÇÃO: Acesso gratuito às coleções de jornais e de antigos documentos eclesiais, cartoriais e político-administrativos para Santa Cruz do Rio Pardo de antigamente. Site ainda em construção, porém já disponíveis alguns arquivos em: http://pradocel.wix.com/satoprado

domingo, 4 de abril de 2010

SatoPrado - trabalhos e títulos publicados

"Descobrir afazeres e a ele dedicar-se todas as estações do ano, para que os dias não lhe sejam enfadonhos" (SatoPrado)
As quatro estações do ano, em japonês, do alto à direita em sentido horário: haru 春 primavera,
natsu 夏 verão, fuyu 冬 inverno e aki 秋 outono
Celso Prado: Funcionário público estadual, aposentado.
- Pedagogo – especialista em educação; Teólogo – formação em teogonias e teologia psicanalítica; História do Brasil - programa de educação continuada.

- Pesquisador da história regional entre os rios Tietê e Paranapanema, a partir da Serra Botucatu às barrancas do Rio Paraná e outros estudos. 

Junko Sato Prado: Servidora pública estadual, aposentada.
- Cirurgiã-dentista; Magistério; Memorialista – pesquisadora da história regional entre os rios Tietê e Paranapanema, a partir da Serra Botucatu às barrancas do Rio Paraná.
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Ambos, memorialistas, atuantes no resgate histórico-documental  civilizatório do último rincão inculto da Província – depois Estado – de São Paulo, entre os rios Tietê e Paranapanema, desde a descida da Serra Botucatu às barrancas do Rio Paraná, a contar de 1850/1851.
São autores, em parceria, dos estudos historiográficos e outros títulos, com endereçamentos eletrônicos conforme a seguir:


1. 'Razias - (...)', 2005:
Nenhum historiador atual contesta presença do homem branco no Planalto Piratininga, por volta de 1532, pela Peabiru, quando "Martim Afonso de Souza (...) perlongava o litoral e fazia as primeiras penetrações no interior" (Gomes, 1972: 21), através dos colonos de São Vicente que alcançaram e firmaram as fundações de Santo André da Borda do Campo e Piratininga [São Paulo].
O jesuíta Luiz Gonzaga Cabral, ao mencionar Aleixo Garcia [século XVI], confirma estradas terrestres e fluviais para interiorizações, que os padres "abriram as estradas de Santos a São Paulo e mais outras para o interior, especialmente uma por Botucatu até o aldeamento do Paranapanema com comunicação fluvial para Mato Grosso." (Apud Donato, 1985: 35), situação entre 1608 a 1628, a tratar-se sabidamente de aproveitamentos da senda Peabiru.
Os jesuítas espanhóis, responsáveis pelos aldeamentos indígenas às margens do Paranapanema e tributários, entre 1608 e 1628, sabiam da velha estrada: "Durante o período da catequese heroica, os religiosos, quase sempre os jesuítas, serviram-se da velha e segura orientação que era o Peabiru para saírem ao sertão" (Donato, 1985: 35), depois o atalho desde a Serra Botucatu a Paranan-Itu – conhecido por 'Salto das Canoas' (Aloísio de Almeida, 1959: 168), ou 'Quebra Canoas' pelos conquistadores mineiros, onde uma estalagem.
Referido atalho foi largamente utilizado por entradistas, bandeirantes, faiscadores, contrabandistas de ouro e buscadores de outras riquezas, além dos caçadores de índios para escravização, conforme atestam relatos oficiais entre 1719/1779.
Abaixo do Parananitu o Rio Paranapanema era navegável até sua foz no Paraná, além dos feixes de caminhos fluviais e terrenhos que conduziam às proximidades da barra do Iguaçu, em qual lugar o baixio permitia melhor acesso para o Paraguai, terra de passagem, rumo aos Andes.
http://celsoprado-razias.blogspot.com.br

2. 'Historiografia para Santa Cruz do Rio Pardo', 2012:
Os autores não nasceram em Santa Cruz do Rio Pardo, por questão geográfica sobre a qual ninguém exerce vontade alguma, mas escolheram-na por razão consciente para nela viver e, possivelmente, morrer. A coautora, por exemplo, ainda infante chegou com os seus pais na década de 1950, e depois, já formada optou pela permanência, enquanto o coautor, livremente, manifestou preferência pelo lugar, e ambos se conheceram e se casaram, gerando filhos natos santacruzenses. 
Coincidências, em Santa Cruz do Rio Pardo foram pioneiros alguns dos antepassados do coautor, primeiro o Soares – cofundador, depois o Moreira da Silva, o Camargo Prado, o Ortiz de Oliveira, o Salles e o Terra, todos amanhadores do sertão bravio, com muitos erros e violências contra os indígenas, porém sem a justificativa malandra da absolvição pela dirimente da perturbação dos sentidos e da inteligência.
Santa Cruz do Rio Pardo cresceu e alguns dos desbravadores partiram para conquistas de terras adiante e, por lá, muitos ficaram, alguns retornaram, e a localidade prosperou recebendo de braços abertos todos que a desejaram, os nacionais e os imigrantes de diversos países – estes últimos mais de três décadas depois de domado o sertão, inclusos aqueles que antes experimentaram outros ou novos campos e, por vontade livre de escolha ou corridos pelo coronelismo dos anos de 1890, em Santa Cruz encontraram a guarida e paz para si e familiares.
Ao coautor quase nada interessa o pioneirismo legítimo de seus antepassados, mas muito lhe importa aquilo que os descendentes deles e dos tantos acolhidos podem fazer por uma Santa Cruz do Rio Pardo melhor, livre da corrupção e xenofobia de poucos. 

3. 'Santa Cruz do Rio Pardo: Memórias (...)', 2013:
A história informada para Santa Cruz do Rio Pardo, em 1887 (Almanach da Provincia de São Paulo, 1887: 541/542), ignorava o tempo da chegada de Manoel Francisco Soares, porém tinha-o na lembrança como o pioneiro que, acercado de destemidos companheiros, muito combatera os indígenas ferozes que infestavam a região, e, na sede da fazenda onde residia, fincou a "cruz de madeira, que orgulhosamente se ostentava na beira do terreiro de sua habitação". 
O pioneiro mandara, ainda, construir pequeno espaço religioso, coberto "com taquáras rachadas e sobre-postas umas ás outras (...). E desde então ficou a Santa Cruz como sendo a padroeira da povoação", visualizada a formação de uma freguesia em suas terras.
Igualmente lembrado pelo mesmo almanaque a presença do Padre João Domingos Figueira, aquele que concorrera para execução do plano adotado pelo sertanejo na formação do povoado, conseguindo dele a doação de terrenos para o Patrimônio da Santa Cruz e, de imediato, fazendo levantar um templo religioso e nele entronar a imagem de São Sebastião, doada pelo Soares, e "ahi Manoel Francisco, sua numerosa familia, e todos os já então habitantes deste sertão e dos terrenos do patrimônio, se reuniam (...)", e o lugarejo tornou-se Capela, em 1862, como povoação oficialmente reconhecida.
O histórico publicado em 1887 teve por objeto a história local, a partir de 1870, com a chegada do fazendeiro e capitalista Joaquim Manoel de Andrade, o principal agente transformador do capenga lugarejo em próspera comunidade: "Os ranchos desde então foram esquecidos e, podemos affirmar, Santa Cruz do Rio Pardo nasceu em 1872, sendo desde então rapido o seu progresso e admiravel os melhoramentos que tem recebido."
Segundo a narrativa, a Santa Cruz de 1872 deixava a condição de Capela para transformar-se em Freguesia, sinônimo de progresso, sob os auspícios de Joaquim Manoel de Andrade, o mais rico e influente nome no lugar, inclusive o responsável pela elevação santacruzense à condição de vila e, consequentemente município, em 1876.
http://satoprado-ebook.blogspot.com.br

4. 'Santa Cruz (...) – nos tempos dos coronéis ...', 2015:
A civilização branca em Santa Cruz do Rio Pardo iniciou-se em 1850/1851, com Manoel Francisco Soares e outros assumindo terras recebidas, entre aguadas, pelas participações e em grau de importância na Guerra ao Índio comandada pelo bandeirante José Theodoro de Souza. 
Daí surgiu pequeno agrupamento humano branco no pontal Pardo/São Domingos que em 1862 tornou-se Capela por doações de terras para o patrimônio de Santa Cruz, graças ao Padre João Domingos Figueira, religioso e fazendeiro. 
Um povoado capenga que ganhou impulso desenvolvimentista em 1870 com a chegada de Joaquim Manoel de Andrade. 
Ainda em 2005 se imaginava Santa Cruz constituída vila, consequentemente município, firmada no ideário do líder Andrade, "o patriarcha de nossa localidade pelo muito que ella lhe deve" e "venerando ancião" (Correio Paulistano, edição de 10/04/1884: 1-2), político conservador, responsável pela elevação do lugar à condição de Freguesia e depois Vila.
Na condição de Vila, em 1876, Santa Cruz obteve o direito em escolher seus representantes pelo voto, e o Correio do Sertão, numa publicação sobre as origens do lugar (1902: 19/07/1902: 2-3), sem mencionar indícios de disputas partidárias. 
Não significou assim. A primeira eleição municipal transcorreu num clima de ameaças e violências, necessitando o governo provincial enviar tropa para garantir a segurança dos pleitos, e a volante terminou detida por ordem e ação do delegado de polícia local, em exercício (RG, U 1127, 1877/1878: 50).
Os partidos Conservador e Liberal rivalizaram-se, o primeiro chefiado por Joaquim Manoel de Andrade, vinculado ao Deputado Emygdio José da Piedade, e o seguinte por Joaquim José Botelho, sob as ordens diretas do coronel Francisco Dias Baptista, o truculento chefe político da Comarca de Lençóis Paulista, inclusa Santa Cruz.
Inciava-se o tempo dos coronéis e mandatários que atingiu o auge com o coronel Antonio Evangelista da Silva - Tonico Lista [1906/1922], e somente viria se encerrar em 1930, quando mandatário o tenente-coronel Leônidas do Amaral Vieira.
Os partidos disputantes diferenciavam-se. O Conservador a defender o poder centrado na autoridade do Imperador, com relativa autonomia provincial, enquanto o Liberal a identificar-se com parlamento forte e autonomia provincial ampliada.
As diferenças entre os partidos não eram problemas quando em jogo interesses comuns, ambos escravagistas e do patriciado, isto é, dos capitalistas e dos proprietários de bens identificados nas terras e escravos, com predomínio conservador no funcionalismo público, ao passo que os liberais atraíam comerciantes e autônomos. Os votos eram 'encabrestados', para a garantia de resultados aos candidatos apoiados.
O Partido Republicano Paulista - PRP, já realidade provincial em 1873, não tinha filiados em Santa Cruz do Rio Pardo quando das primeiras eleições municipais em 1875/1876.
http://santacruzdeantigamente.blogspot.com.br

8. 'De um lugar chamado Santa Cruz do Rio Pardo', 2016:
Ensaios. Santa Cruz do Rio Pardo tem o registro inicial de sua história, como povoação - Capela, em duas cartas escritas pelo Reverendo Padre João Domingos Figueira, a segunda, com segurança documental, escrita em fevereiro de 1864, na localidade de Bom Sucesso, atual Caconde, onde o autor manifesta sua decepção paroquial e o desejo em retornar para Santa Cruz do Rio Pardo.
A primeira carta, documento incontestável, seria de 1862/1863, escrita em Santa Cruz do Rio Pardo, antes do autor mudar-se provisoriamente para Bom Sucesso, sendo perceptível neste documento a intenção do autor assumir os serviços religiosos na localidade surgente que ele ajudou levantar.
As duas cartas são relatam a origem do lugar, desde a doação do terreno para a formação do povoado, às primeiras casas, a igreja e o cemitério, inclusive já dimensionando o território rural para a formação da Capela.
A Santa Cruz de 1862 possuía 18 ou 20 fogos - moradias, reconhecida oficialmente em novembro daquele ano pela Câmara Municipal de Botucatu num ofício ao governo da província de São Paulo, e pela Igreja Católica num assento eclesial.
https://satoprado-santacruzdoriopardo.blogspot.com.br

-Também são titulares dos seguintes registros:

1. 'Selhama – o fenômeno paranormal", 1999:
Romance - a paranormalidade como sentido de vida.
O espanhol Guido Lopez de Larosa estava bastante eufórico ao entrar no Cartório de Registro Civil, seguido de duas testemunhas:
– “Mi nieta nasció!”.
O escrevente lhe deu os parabéns, e uma série de perguntas como que a compartilhar da alegria do avô materno: como fora o parto, quando nasceu, se cesariana (já tinham essa novidade de cidade grande) ou normal, qual o sexo, quanto pesou, coisas assim que todos dali já sabiam em se tratando da neta do 'Espanhol', num horrível portunhol naquela velha mania de brasileiro adaptar-se ao estrangeiro por pensar em ajudar e fazer-se melhor entender, quando não puro exibicionismo de mostrar-se poliglota de plantão, antes de compenetrar-se no devido lançamento de registro.
– Qual nombre de su niêta? senior de Larosa.
– Mi nieta? Oh! si, se llama Isabel Martinez de Larosa Salles.
E a recém nascida teve em sua certidão de nascimento o pomposo nome Selhama Isabel Martinez de Larosa Salles, nascida em 1968, naquela mesma antes cidadezinha do Vale da Ribeira, em pleno vigor dos anos de chumbo no país; aliás, seu pai que antes trabalhara como Diretor na empresa de extração de calcário, encontrava-se ausente na ocasião, uns dizem que preso em razão de greve ocorrida dois anos antes e por ele pressupostamente liderada, outros que o Partidão (Partido Comunista Brasileiro) o escondera em algum lugar do Brasil - a esposa acompanhara-o até mais ou menos recente para voltar grávida, não faltando comentários de que Salles, como era conhecido, já se encontrava em Cuba, China, Albânia ou mesmo nalgum lugar da União Soviética, com o endurecimento do regime político brasileiro dos generais.
https://satoprado-selhama.blogspot.com.br

2. 'Além das fronteiras e mistérios do desconhecido', 2000:
Dos grandes mistérios que, desde a antiguidade, interessam ao homem independentemente de sua crença ou o não crer, de classe social ou nível de intelectualidade, porque são verdades inerentes ao ser, essencialmente psíquico, obrigado a se relacionar com a natureza física e forças interativas.
Exatamente nestes aspectos a religiosidade, ou mesmo o ateísmo, age como interação homem/natureza a satisfazer não apenas as necessidades básicas da sobrevivência, mas a própria razão da existencialidade, porque é pela natureza, integrada ao Cosmo, que o homem se faz presente e dominador no planeta.
-Advertências: 
Assuntos abordados como magias, mancias, etc, são práticas condenáveis pela maioria das seitas cristãs, derivadas do cristianismo paulino, assim como condenam contraceptivos (camisinha, pílulas anticoncepcionais, DIU 'dispositivo intra uterino'), o sexo antes e fora do casamento, abortos, etc. Não leia as matérias inseridas, caso você tenha temores de atrapalho à sua religiosidade; pois, com certeza, atrapalharão sim a sua vida espiritual, com as novas possíveis descobertas.Por conseguinte, este trabalho não tem pretensões de ineditismo, e sim de apanhados acerca do além dos mistérios e fronteiras do incognoscível, e dele querer saber. Óbvio que para se chegar a esta apresentação diversos livros foram procurados, além das pesquisas e buscas de respostas aos temas propostos para melhor formar opiniões e, assim, ordenar assuntos dentro das desordens encontradas, a ponto da oportunidade deste ensaio e tópicos nele inseridos e postos estimuladores para o presente título.
https://satopradomisteriosdesconhecidos.blogspot.com.br

3. 'Rita Emboava – segredos revelados', 2010:
Descrição documentada sobre uma mulher hanseniana considerada santa popular  para Santa Cruz do Rio Pardo.
Rita Emboava, Sinhá ou Nhá Rita, também Ritinha, mulher agraciada no imaginário popular santacruzense, com absoluta segurança histórica viveu na localidade entre os anos de 1874 a 1931. Ela sofria o 'Mal de Hansen', manifesto pelo menos desde a última década do século dezenove, e todos que a conheceram sabiam disto.
Rita, por todos os documentos levantados nasceu em Santa Cruz da Boa Vista, atual distrito de Domélia, no município de Agudos - SP.
Não se sabe desde quando Rita residente em Santa Cruz do Rio Pardo, certamente depois de casada e após a viuvez, acolhida pelo médico italiano Samuel Genuta, o primeiro profissional na localidade, que estudava e tratava doentes de acometidos de 'hanseníase', enfermidade então denominado lepra, em sua chácara, lugar posteriormente denominado 'Domicílio dos Leprosos', nas imediações do Ribeirão de São Domingos – antes da Rua Saldanha Marinho.
Testemunhos de pessoas que conheceram Rita descrevem-na pessoa miúda, humilde e muito doente, que jamais reclamava de sua moléstia, sempre otimista e pronta para aconselhamentos, às muitas pessoas que iam procura-la por problemas aflitivos diversos, a troco de alimentos, roupas e artigos de limpeza.
Apesar da sua miserabilidade, 'Nhá Rita' sempre repartia seus ganhos com outros hansenianos acampados na Água dos Pires – lugar então retirado da cidade.
http://satoprado-ritaemboava.blogspot.com.br

4. 'Armando [Portezan] Vizetiv, savant santacruzense', 2016:

O semanário Debate, trouxe em sua edição de 30 de agosto de 2009:
—Morreu o inesquecível "super­homem"—
-LUTO Armando tinha problemas mentais, mas era adorado pelas crianças-
"Como Armando Vezetiv ninguém o conhecia. Mas se alguém perguntasse pelo "super-homem" ou "tarzan", não havia ninguém que não o admirasse. Os apelidos lembravam personagens que ele gostava de imitar. O homem que há muitos anos alegrava crianças e adultos pelas ruas da cidade morreu no início da noite de terça-feira, 25, com o coração fraco. Ele foi enterrado seguinte."
"Vegetariano convicto e cheio de manias, Armando era um dos 7 irmãos da família Vezetiv. A irmã Elza conta que ele já tinha problemas mentais na infância, mas isto não o impediu de ler muito. De tanto "devorar" livros virou auto-didata e, inclusive, ajudava estudantes nos trabalhos escolares. Era, ainda, exímio desenhista. Notívago, ele passava as noites lendo e desenhando. Sabia também inglês. Frequentou durante muitos anos as oficinas do DEBATE e, inclusive, comentava notícias."
"Uma de suas manias era fugir de médicos. Donte há semanas, ele finalmente se rendeu aos apelos da família e foi internado na Santa Casa. Aos 68 anos, o coração fraco não resistiu. Armando morreu às 19 h de terça-feira. No enterro, uma criança colocou no caixão um bilhete e um desenho, como que agradecendo a alegria que o amigo dos baixinhos sempre proporcionou. "Foi a homenagem mais emocionante que ele recebeu", admite a irmã Elza."
https://satoprado-tarzan.blogspot.com.br

5. 'Jornais santacruzenses', 2016 - disposição:
O jornalismo santacruzense teve seu início ainda no século XIX (1895), justificado pela promissão do município em relação ao seu desenvolvimento, portanto centrado na produção capitalista, através de um grupo intelectual formado de profissionais liberais.
A história local e regional encontra-se, nas páginas dos jornais santacruzenses, a contar de 1902. Antes disto é preciso recorrer aos jornais paulistanos, de cidades paulistas mais antigas, dos provinciais (estaduais) ou aos almanaques e publicações em Diários Oficiais a seu tempo.
Dos recursivos locais somente foi possível resgatar acontecimentos graças a Adair de Almeida Junior – funcionário público do Poder Judiciário, colecionador de exemplares, vocação herdada do sogro, o escrivão de polícia Cyro de Oliveira. Para o acervo dos autores, também de importância os números conservados pelo funcionário público municipal, Elias do Carmo. Muito valiosa, também, a cooperação da funcionária pública municipal, Maria Helena Cadamuro, responsável pelo Museu Municipal de Chavantes - SP, que em 2011/2012 disponibilizou seu acervo particular com cópias do Correio Paulistano.
A estes nomes, o reconhecimento dos autores, cientes que o trabalho proposto estaria incompleto sem tais contribuições.
A história santacruzense, para o resgate completo, deve muito aos jornais da grande imprensa, editados nas capitais de diversos estados e cidades maiores, disponibilizados pela Biblioteca Digital Nacional, e pelo Arquivo do Estado de São Paulo, e outros órgãos de informação, todos nominalmente referenciados, inclusive acervos próprios de empresas jornalísticas.
http://pradocel.wixsite.com/satoprado

6. 'Mara Lucia – um crime sem prescrição', 2018:
Aos 11 de novembro de 1970, uma criança de nove anos desapareceu da frente de sua casa, em Bauru, cidade do interior de São Paulo. Seu nome, Mara Lucia Vieira, filha de João Vieira e Leda Grossi Vieira, endereço Rua Engenheiro Saint Martin, nº 14-5, esquina com a Benjamin Constant.
Primeiro se pensou que a menina resolvera, na tarde da quarta-feira de 11 de novembro de 1970, por volta das 16,00 horas, avançar além das calçadas de sua casa, às ocultas da mãe, para brincar com coleguinhas nas adjacências, ou até mesmo mais distante a entreter-se, nalgum lugar, alheia às preocupações que sua ausência viesse causar.
Mara Lucia, entretanto, não mais regressaria ao lar, para ser encontrada, casualmente, quatro dias depois, morta e abandonada num banheiro externo do imóvel residencial desocupado, sito à Rua Professor José Ranieri, 8-61, a menos de seis quadras de onde vista pela última vez. Corpo nu já em putrefação, trazia marcas de violência física, morte por estrangulamento e agressão sexual após decorrido o óbito.
O crime gerou revolta e comoção em Bauru e repercutiu em todo o Brasil: familiares da vítima, amigos e toda a sociedade alarmados. O crime consistiu em sequestro – na época dizia-se rapto, agressão física, estupro e estrangulamento da vítima. Caso público e midiático, todos na expectativa em saber quando, e que fosse logo, a polícia identificaria e prenderia o criminoso.
Assim que deparado o cadáver de Mara Lucia, a polícia judiciária de Bauru deu início às investigações, certo ou errado, na forma de pré-inquérito que levasse ao autor ou autores do delito, com diligências sumárias determinadas de ofício pelas autoridades responsáveis, não coibidas aquelas sem registros protocolares, visando agilidade e melhor suporte para o inquérito formal.
No 'Caso Mara Lucia' tanto a polícia, pressionada pela sociedade, quanto a mídia, ávida por notícias e divulgações visando audiência, se apressaram resolver o crime que chocara o país, mas não se conseguiu chegar ao verdadeiro autor. 

https://satopradolivro.blogspot.com.br
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